sábado, 30 de junho de 2012

MÚSICAS DO MUNDO

E  a música de hoje é...
(La Saeta al Cristo de los Gitanos)


JOAN MANUEL SERRAT - «La Saeta»

Poet'anarquista


A SETA

Disse uma voz popular
Quem me empresta uma escada
Para subir ao altar
Para tirar os cravos
De Jesus, o Nazareno

Oh! A seta a cantar
Ao cristo dos ciganos
Sempre com sangue nas mãos
Sempre por desencravar

Cantar do povo Andaluz
Que todas as Primaveras
Anda pedindo escadas
Para subir à cruz

Cantar da minha terra
Que deita flores
Ao Jesus da Agonia
Essa é a minha maior fé

Oh! Não és tu o meu cantar
Não posso cantar nem quero
A esse Jesus do madeiro
Se não ao que andou no mar

Joan Manuel Serrat

sexta-feira, 29 de junho de 2012

CARTOON versus QUADRA

Alemanha e Platini Eliminados
HenriCartoon

«ALEMANHA E PLATINI ELIMINADOS»

Alemanha com Platini eliminados…
Viva Bolotelli e a esquadra azurra!
Fora o diabo Merkel quando zurra,
Mais os euro-burros subordinados!!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

CANNED HEAT - «On The Road Again»

Poet'anarquista


NA ESTRADA NOVAMENTE

Bem, eu estou tão cansado de chorar,
Mas eu estou na estrada novamente.
Eu não tenho nenhuma mulher
Basta ligar para o meu amigo especial.
Você sabe que a primeira vez que eu viajei rígido
Na chuva e neve,
Eu não tive nenhuma folha de pagamento,
Nem mesmo nenhum lugar para ir.
E minha querida mãe me deixou
Quando eu era bem jovem.
Ela disse: «Senhor, tende piedade
Do meu filho malvado.»
Dê uma dica de mim, mamã,
Por favor, não chore mais.
Porque logo uma manhã
Abaixo da estrada eu vou.
Mas não está indo para baixo
Essa antiga estrada longa e solitária
Tudo por mim mesmo.
Eu não posso levar você, querida,
Vou levar mais alguém.

Canned Heat

POETAS DO CONCELHO D' ALANDROAL

XXXII DÉCIMAS

Décimas populares pela mão do poeta António João Ramalho Padilha, nascido a 29 de Junho de 1936. Natural de Cabeça de Carneiro, freguesia de Santiago Maior do concelho de Alandroal, foi de profissão agricultor e começou a fazer poesia quando tinha 20 anos. A rubrica «Poetas do Concelho d' Alandroal» coincide com a data de nascimento do poeta António Padilha, a quem prestamos homenagem através das «XXXII DÉCIMAS» que esta semana se publicam no espaço «Amigos d'Arte». Boas leituras!
Poet'anarquista
António João Ramalho Padilha
Poeta Popular

MOTE

O fiado dá-me pena
A pena me dá cuidado
A casa é pobre e pequena
Nunca me peçam fiado.

Glosas

Pedir fiado dá tristeza
Sabe Deus o que nos custa
Viver uma vida à justa
Sem conhecer a riqueza.
Nunca se tem a certeza
Ao praticar essa cena
O que é que a pessoa ordena
A quem fiado se está pedindo,
Por isso muito estou sentindo
O fiado dá-me pena.

Gosto de remediar
Os fregueses em geral
Mas desde que fiado me abale
Fico neles a pensar.
Se já não tornam a voltar
Sou eu o prejudicado
Várias vezes tem calhado
E mais os não volto a ver,
Por isso tenho a dizer
A pena me dá cuidado.

Quem entrar aqui por bem
Que não venha de mau humor
Recebo seja quem for
Sem excepções para ninguém.
Mas os que dívidas têm
Que as paguem em altura plena
Que assim ninguém os condena
Nem lhes chama caloteiros,
E para perder esses dinheiros
A casa é pobre e pequena.

Este aviso é do Arlindo
Para todos os fregueses
Que apareçam muitas vezes
Mais uma vez lhes estou pedindo.
Por favor que venham vindo
Preciso ser ajudado
Fico-lhe muito obrigado
E desejo-lhe muita saúde,
Mas evitem essa atitude
Nunca me peçam fiado.

REMATE

Tirai nota sociedade
Isto é falar francamente
Eu recebo toda a gente
De muito boa vontade.
Dou-lhes toda a liberdade
Sou para todos igual
Desde que se não portem mal
São sempre bem recebidos,
E sem distinção atendidos
Aqui no Café Central.

António Padilha

quinta-feira, 28 de junho de 2012

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

FANGORIA - «Dios Odia a los Covardes»

Poet'anarquista


DEUS ODEIA OS COVARDES

Estar bem não é a melhor maneira de ser, 
No futuro eu não quero nem me lembrar. 
Pela primeira vez aventurei-me a confiar, 
Fui confrontado com a realidade nua e crua, suja e feia. 
É fácil esquecer, Deus odeia covardes.
 E é difícil de lembrar, Deus odeia um covarde. 
E sempre foi, sempre até o fim. 
Siga o seu coração e me sinto mal, 
E o céu cinza tem um toque de solidão.
Eu pensei de novo, como ele pensa em troca, 
E foi confrontado com a realidade nua e crua, suja e fria. 
É fácil esquecer, Deus odeia um covarde. 
E é difícil de lembrar, Deus odeia um covarde.
 E sempre foi, sempre até o fim. 
Deus odeia um covarde. 
E é difícil de lembrar, Deus odeia um covarde. 
E sempre foi, e nada vai mudar, sempre até o fim. 
Não achas que eu sei que tu sabes que eu sou um covarde? 
Achas que eu não sei que tu sabes que não és um covarde? 
Sim!... Deus odeia um covarde e nós somos covardes!...
E QUÊ?!

Fangoria

quarta-feira, 27 de junho de 2012

EURO 2012 - MEIAS FINAIS

Meias Finais - Euro 2012
Portugal 2 *** Espanha
Publicado às 19h30 de 27.06.2012


Portugal 0 *** 0 Espanha
(Desempate por grandes penalidades)
Portugal 2 *** 4 Espanha
Publicado às 10h00 de 28.06.2012


(Fica p'rá próxima...)

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

JOHN ENTWISTLE - «Heaven and Hell»

Poet'anarquista


CÉU E INFERNO

No topo do céu é um lugar onde você vai se não fez nada de errado
Se você não fez nada errado

E para baixo na terra é um lugar onde você vai se foi um menino mau
Se você foi um mau menino

Por que não podemos ter a vida eterna?
E nunca morrem
Nunca morrem

No lugar acima de você crescem asas de penas a voar em círculos
Como uma só cantando hinos de harpa

E para baixo na terra crescem chifres e rabos e um garfo a queimar

Por que não podemos ter a vida eterna?
E nunca morrem
Nunca morrem

No topo do céu é um lugar onde você vai se não fez nada de errado
Se você não fez nada errado

E para baixo na terra é um lugar onde você vai se foi um menino mau
Se você foi um mau menino

Por que não podemos ter a vida eterna?
E nunca morrem
Nunca morrem

John Entwistle

PINTURA - GIORGIO VASARI

O pintor e arquiteto italiano Giorgio Vasari, nasceu em Arezzo a 30 de Julho de 1511. Ficou principalmente conhecido pelas excelentes biografias de artistas italianos, que veio a editar na sua obra com o título «Vidas». Giorgio Vasari faleceu em Florença, a 27 de Junho de 1574.
Poet’anarquista 
Giorgio Vasari
                                                                  Pintor Italiano                                                          

«Auto-Retrato»
Giorgio Vasari
SOBRE O ARTISTA...

Giorgio Vasari (Arezzo, Itália, 1511-Florença, 1574) foi um pintor, arquiteto e biógrafo italiano. Personalidade marcante do seu tempo, recebeu avultadas e importantes comissões. No entanto, ao longo do tempo, as suas práticas foram amplamente ofuscadas pelo trabalho que desenvolveu como teórico, especialmente em biografias das principais figuras do Renascimento italiano.

Em 1550 publicou a primeira edição do seu «Vidas», onde deu a conhecer excelentes arquitetos, pintores e escultores italianos. Em 1568 apareceu uma segunda edição muito ampliada da obra, conhecida simplesmente como «Vida», um documento único para a compreensão do período artístico referido e, ao mesmo tempo, um trabalho agradável, escrito com facilidade e pontilhado com numerosas anedotas.

Juízos artísticos não paravam de pôr em causa a validade da sua obra. Foi muito criticado por considerar a Idade Média como um período de decadência e concepção artística da arte, tendo como único objectivo a imitação perfeita da natureza.

Como arquiteto,  a sua principal obra foi o «Palácio dos Uffizi», em Florença, construção de um classicismo simétrico e grande elegância. As suas muitas realizações como pintor foram resistindo ao passar do tempo, mas hoje são consideradas artificias e desprovidas de verdadeira genialidade.

Pintou os afrescos do grande salão do «Palácio da Chancelaria», em Roma (exaltação da vida do Papa Paulo III ) e alguns dos afrescos decorativos no «Palácio Vecchio», em Florença. Foi também um grande colecionador de desenhos, alguns dos quais serviram para fazer julgamentos artísticos, que incluiu na obra «Vidas».
Fonte: infobiografias.com
 «Vulcão na Forja»
Giorgio Vasari

«Mutilação de Úrano por Neptuno»
Giorgio Vasari

«Recreação»
Giorgio Vasari

«Tomada de Pisa»
Giorgio Vasari

«A Pintura»
Giorgio Vasari

«Sala de Clemente VII»
Giorgio Vasari

«Lorenzo de Medici»
Giorgio Vasari

«RENASCIMENTO»

GIORGIO VASARI

terça-feira, 26 de junho de 2012

CARTOON versus QUADRA

Passos no Facebook
HenriCartoon

«PASSOS NO FACEBOOK»

Passos Fedelho desabafa em rede anti-social...
Portugal mais próximo do fim da crise acabar (?)  
 Responde Zé Povinho com manguito habitual:
-Toma p'lo facebook, que p’ra ti estou a cagar!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E  a música de hoje é...

LOS LOBOS - «La Bamba»

Poet'anarquista


LA BAMBA

Para dançar la bamba
Para dançar la bamba precisa-se
De um pouco de graça
De um pouco de graça e outra coisa
Ai, vamos lá, vamos lá
Ai, vamos lá, vamos lá, por você serei
Por você serei, por você serei
Bamba, la bamba
Bamba, la bamba
Eu não sou marinheiro
Eu não sou marinheiro
Sou capitão, sou capitão
Bamba, la bamba
Bamba, la bamba
Ai vamos lá, ai vamos lá
Ai, vamos, vamos, por você serei
Por você serei, por você serei
Bamba, la bamba
Bamba, la bamba
Na minha casa me chamam
Em minha casa me chamam de inocente
Porque gosto das garotas
Porque gosto das garotas de 15 a 20 anos
Ai, vamos lá, ai vamos lá
Ai, vamos, vamos
Por você serei
Por você serei, por você serei
Bamba, la bamba
Bamba, la bamba
Para subir aos céus
Para subir aos céus precisa-se
De uma longa escada
De uma escada longa e outra pequena
Ai vamos lá, vamos
Ai vamos lá, vamos, por você serei
Por você serei, por você serei
Bamba, la bamba
Bamba, la bamba
Bamba, la bamba
Bamba, la bamba

Los Lobos

segunda-feira, 25 de junho de 2012

GEORGE ORWELL

Recorda-se em «Amigos d'Arte» a data de nascimento do grande escritor inglês George Orwell, pseudónimo de Eric Arthur Blair. George Orwell nasceu em Motihari, província de Bihar na antiga Índia Britânica, a 25 de Junho de 1903 e faleceu em Londres, a 21 de Janeiro de 1950. Mais informação sobre o escritor aqui: «LITERATURA - GEORGE ORWELL», publicação de sábado 25 de Junho de 2011.
Poet'anarquista
Romance «1984»
George Orwell/ 1949

(Sátira pessimista sobre a ameaça de tirania política no futuro)

TOMADA DE CONSCIÊNCIA

«Enquanto não tomarem consciência não se revoltarão, 
e enquanto não se revoltarem não poderão tomar consciência.»

George Orwell, in “1984

SÉTIMA ARTE EM 3D NO FÓRUM

Sinopse do Filme «Titanic»

O maior sucesso do cinema dos últimos tempos reproduz a tragédia do Titanic, que naufragou em 1912, a partir de um choque com um iceberg vitimando 1.523 passageiros (mais da metade do número total de viajantes).

O mote principal é a paixão proibida da mimada Edwina Winfeld (Kate Winslet) por um rapaz simples e pobre (Leonardo DiCaprio). Ela embarca com o noivo, por quem não está apaixonada, e ele em busca de novas oportunidades. Edwina sobrevive à tragédia e aparece no filme já idosa representada pela actriz Gloria Stuart de 87 anos. As duas foram indicadas ao Oscar pelas suas actuações.

Além do enredo e dos fantásticos efeitos especiais, o filme reproduz uma série de histórias atribuí­das ao momento do naufrágio, como por exemplo, a cena em que o banqueiro Benjamin Guggenheim dispensa o colete salva-vidas e se paramenta com cartola e casaca para morrer como um cavalheiro. São esses detalhes que fazem o filme ainda mais especial. Um filme a não perder, que já nasceu clássico.
Poet'anarquista 
Fórum Cultural de Alandroal
Sétima Arte em 3D: «Titanic»

Alandroal: “Titanic 3D” na Estreia do Novo Equipamento de Cinema Digital

O Fórum Cultural e Transfronteiriço de Alandroal vai inaugurar, no próximo dia 29 de junho, pelas 21:30h, um moderno sistema de cinema digital 3D, com a exibição do filme “Titanic 3D”. O novo equipamento vai permitir a projecção dos filmes mais recentes, com o recurso à última tecnologia disponível, proporcionando assim uma experiência única aos munícipes do concelho.  

Face ao crescente impacto que o cinema digital 3D começa a ganhar, e tendo em conta a maior economia de custos que proporciona, em comparação com o cinema analógico, a Câmara Municipal de Alandroal decidiu apostar nesta nova tecnologia, que vem modernizar e dar uma nova dinâmica ao cinema no Fórum Cultural de Alandroal, colocando-o assim num patamar idêntico ao das melhores salas de cinema da região Alentejo. 

O novo equipamento, NEC NC1200C, idêntico ao instalado nas salas de Portel, Redondo e Reguengos de Monsaraz, representa um investimento de cerca de 75 mil euros, comparticipado em 80% pelo QREN - Quadro de Referência Estratégica Nacional 2007/2013, no âmbito da “Rede de Equipamentos Culturais do Programa Operacional”- INALENTEJO.

Para inaugurar e testar as novas potencialidades da sala, o Município preparou uma programação composta por algumas das últimas estreias. Assim, os próximos filmes já agendados são: “Os Piratas”, no dia 1 de Julho, “Florbela”, no dia 13 de Julho e “O Ditador”, no dia 27 de Julho.

Os bilhetes terão um preço único de 3,5 euros, sendo que os munícipes portadores do Cartão do Jovem Munícipe poderão usufruir de um desconto de 25% sobre o preço do bilhete. Além disso, foi criado um cartão de fidelidade, a que qualquer pessoa pode ter acesso, de forma gratuita, no Fórum Cultural de Alandroal e que prevê a oferta de um bilhete por cada 5 filmes a que o seu portador assista. 
Fonte: gabinete de imprensa/cmalandroal
«TITANIC 2012 3D»
Poet'anarquista

CARTOON versus QUADRAS

Apupos ao Presidente
HenriCartoon

«APUPOS AO PRESIDENTE»

Desaparece daqui seu grande gatuno!...
Vígaro ladrão das reformas chorudas,
De falinhas mansas e respostas mudas…
P’ró fundo dos mares te leve Neptuno!!

Querido Acabado, não ouves os apupos?
-Deixa lá Madia, eu sei fazed odelhas moucas
Quando sou vaiado pod esses pobdes gdupos…
Piod as nossas finanças sedem já tão poucas!

POR MIÚDOS... 

Querido Acabado, não ouves os apupos?
-Deixa lá Maria, eu sei fazer orelhas moucas
Quando sou vaiado por esses pobres grupos…
Pior as nossas finanças serem já tão poucas!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(Dedicada a um/a visitante deste espaço)

LADYSMITH BLACK MAMBAZO - «Akehlulek' Ubaba»

Poet'anarquista

domingo, 24 de junho de 2012

POESIA - MATIAS JOSÉ

«Falso Soneto Descritivo» (dedicado a Franciska e Orson W. Calabrese)

«Rapariga Mulata»
Pintor Angolano Neves e Sousa

FALSO SONETO DESCRITIVO

Franciska luandense, mulata do Bairro Operário,
(Maior musseque dessa grande cidade angolana)
Ostentando a estrela do Movimento Libertário
Que devolveu ao povo a grande nação africana!

Cabelos apresentando filigrana pura nas tranças,
Seguras por ganchos discretos e belas missangas…
Brinco tambaque oscilando ao ritmo das danças
E pequena estrela dourada p'las noites longas;

Olhos cinzentos escuros sob largas pestanas,
Nariz recto, lábios carnudos com sensualidade…
Boca de neve e sorriso doce que tão bem emanas!

Esbelto pescoço coberto de lindíssimos adornos…
Seios provocantes, empinados com naturalidade,
Liso ventre veludo entre suavíssimos contornos;

Pernas d’atleta musculada, femininas de verdade,
Eis pois mulata Franciska, vista em diversos planos...
No olhar do branco deslavado, sentindo saudade!

Matias José

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

MIRIAM MAKEBA - «African Sunset»

Poet'anarquista

sábado, 23 de junho de 2012

LITERATURA - ORSON W. CALABRESE

DESCRIÇÃO DE FRANCISKA...
(Homenagem à memória de Viriato da Cruz)

O meu amigo andava triste! E eu era o único que conhecia o motivo daquela tristeza. Eu, e a Franciska ( não é gralha.... é assim mesmo.... Franciska com kapa). Uma estória de amores e desamores!
«Tocador de Quissange»
Pintor Angolano Neves e Sousa


O meu amigo era mestiço. Era um mulato que rondava o metro e oitenta de altura, peso a condizer, olhos grandes, e uma carapinha que deixava as miúdas do Bairro da Samba com a cabeça à roda. Não conheci nenhuma que não olhasse para ele sem segundas intenções. Em seu redor havia sempre uma mulher que o olhava com ares atrevidos. Das três cores do selo de povoamento: Pretas, brancas e mestiças. E eu, branco deslavado, sem cheiro que se cheirasse, aproveitei a aura dele e andei de merengue em merengue, de rebita em rebita.... meses a fio.... ali pelas praias do Bispo e da Corimba, aproveitando também da companhia das suas admiradoras.
«Um Homem de Outro Mundo»
Capa de Livro: Neves e Sousa

Até que apareceu a Franciska. Vinha do outro lado da cidade. Do Bairro Operário, o maior musseque de Luanda. Vinha para merengar, para rebitar até de madrugada, em companhia de um grupo de amigas luandinas.

Convém apresentá-la melhor para se entender que a paixão avassaladora do meu amigo não era apenas sentimento, eram também sentidos. Aqueles sentidos que ele tinha sempre latentes.

«Mocinha Muxilengue»
Pintor Angolano Neves e Sousa

«Era uma negra alta, não tão alta como o meu amigo, mas quase. Queixo erguido. Trazia o cabelo penteado em finas tranças, filigrana pura, presas à cabeça por invisíveis ganchos e pequeníssimas missangas a alindar. De uma das orelhas pendia um longo brinco de tambaque que lhe tocava o ombro; na outra orelha, assim como que colada ao lóbulo, usava uma pequena estrela dourada que se destacava na sua pele muito negra. A estrela do "éme", disse-me mais tarde, quando ficámos amigos. Olhos cinzentos, muito escuros, pestanudos, nariz direito e boca de lábios grossos, sensuais. Dentes grandes e brancos, prontos a morder. Longo pescoço. Peito atrevido, arrebitado, sem precisar de soutien. Barriga fina, lisa, plana, aveludada. Pernas de tenista, musculosas, mas femininas, cobertas com uma quase invisível penugem. Pés grandes, pés de quem andou descalça durante grande parte da sua vida.» (Fim de descrição.)

Ah.... convém ainda dizer que do seu guarda roupa apenas constavam mini-saias e t'shirts. Pronto, está apresentada a mulher que deu volta à cabeça do meu amigo.

«Muhuila Solteira»
Pintor Angolano Neves e Sousa


E quando se cruzaram foi como se ele não existisse.
Não lhe ligou nenhuma.
Ele rogou a atenção dela; E ela olhou para o outro lado.
Pediu a um amigo para tipografar um cartão
Em que lhe pedia namoro: num canto sim, noutro canto não;
O cartão foi devolvido com o canto não dobrado.
Nem a avó Chica, famosa kimbandeira,
Ao consultar os búzios e as estrelas,
Acertou num feitiço capaz.
Desesperado, andou perdido - de amores, cucas e alguma liamba,
Acho eu - ali pelos morros da Samba.
Até que o levámos ao baile do Sr. Januário, no Bairro Operário,
Musseque de moças bonitas, como é sabido.
E num salto maluco atravessou a sala com a Franciska nos braços,
E a malta gritou «Aí Benjamim!»


«Baile Mahungo»
Pintor Angolano Neves e Sousa

Mas essa parte já todos conhecemos.
O Ségio encarregou-se de nos contar isso muito bem.

- Este texto é uma homenagem à memória de Viriato da Cruz. Foi ele o autor do «Namoro» que o Sérgio tão bem musicou. O Viriato foi militante do «émepélá». Não o MPLA que hoje governa Angola. Do outro, aquele «émepélá» por quem a Franciska ostentava a estrelinha dourada no lóbulo da orelha.

Orson W. Calabrese 

Agradecimentos a Orson W. Calabrese pela partilha do texto.
Poet’anarquista

Viriato da Cruz
Poeta e Político Angolano
BREVE NOTA…

Outra figura proeminente da vida politica e cultural de Angola, foi sem duvida Viriato Francisco Clemente da Cruz. Nasceu em Kikuvo, Porto Amboim em 1928. Fez os estudos liceais em Luanda.

Considerado um dos mais importantes impulsionadores de uma poesia regionalista angolana nas décadas de 40 e 50, caracterizando-se a sua obra pelo apego aos valores africanos, quer quanto à temática, quer quanto à forma. A sua produção está dispersa por publicações periódicas e representada em várias antologias, das quais uma - «No Reino de Caliban» - reúne a sua obra poética.

Foi uns principais mentores do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola (1948-49) e da revista Mensagem (1951-1952). 

Saiu de Angola em 1957 e em Paris foi juntar-se a Mário Pinto de Andrade, tendo desenvolvido intensa actividade política e cultural.

Foi membro-fundador e o primeiro secretário-geral do MPLA durante os primeiros anos da década 60. Dissidente deste movimento, esteve exilado em Portugal e noutros países europeus, fixando-se posteriormente na China, onde veio a falecer em 13 de Julho de 1973.
Fonte: www.mazungue.com


MAMÁ NEGRA
(Canto de esperança)
(À memória do poeta haitiano Jacques Roumain)

Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça,
Drama de carne e sangue
Que a Vida escreveu com a pena dos séculos!

Pela tua voz
Vozes vindas dos canaviais dos arrozais dos cafezais
[dos seringais dos algodoais!...
Vozes das plantações de Virgínia
dos campos das Carolinas
Alabama
Cuba
Brasil...
Vozes dos engenhos dos banguês das tongas dos eitos
[das pampas das minas!

Vozes de Harlem Hill District South
vozes das sanzalas!
Vozes gemendo blues, subindo do Mississipi, ecoando
[dos vagões!
Vozes chorando na voz de Corrothers:
Lord God, what will have we done
- Vozes de toda América! Vozes de toda África!
Voz de todas as vozes, na voz altiva de Langston
Na bela voz de Guillén...

Pelo teu dorso
Rebrilhantes dorsos aso sóis mais fortes do mundo!
Rebrilhantes dorsos, fecundando com sangue, com suor
[amaciando as mais ricas terras do mundo!
Rebrilhantes dorsos (ai, a cor desses dorsos...)
Rebrilhantes dorsos torcidos no "tronco", pendentes da
[forca, caídos por Lynch!
Rebrilhantes dorsos (Ah, como brilham esses dorsos!)
ressuscitados em Zumbi, em Toussaint alevantados!
Rebrilhantes dorsos...
brilhem, brilhem, batedores de jazz
rebentem, rebentem, grilhetas da Alma
evade-te, ó Alma, nas asas da Música!
...do brilho do Sol, do Sol fecundo
imortal
e belo...

Pelo teu regaço, minha Mãe,
Outras gentes embaladas
à voz da ternura ninadas
do teu leite alimentadas
de bondade e poesia
de música ritmo e graça...
santos poetas e sábios...

Outras gentes... não teus filhos,
que estes nascendo alimárias
semoventes, coisas várias,
mais são filhos da desgraça:
a enxada é o seu brinquedo
trabalho escravo - folguedo...

Pelos teus olhos, minha Mãe
Vejo oceanos de dor
Claridades de sol-posto, paisagens
Roxas paisagens
Dramas de Cam e Jafé...
Mas vejo (Oh! se vejo!...)
mas vejo também que a luz roubada aos teus
[olhos, ora esplende
demoniacamente tentadora - como a Certeza...
cintilantemente firme - como a Esperança...
em nós outros, teus filhos,
gerando, formando, anunciando -
o dia da humanidade

O DIA DA HUMANIDADE!...

Viriato da Cruz

MÚSICAS DO MUNDO

E  a música de hoje é...

KASABIAN - «Butcher Blues»

Poet'anarquista


AÇOUGUEIRO BLUES

Coco acredite em mim
Eu sou um homem solitário
Eu quero ficar pedrado e tropeçar em alguns fios
Eu quero ser levado para debaixo da terra
Eu disse isso, você tem que acreditar em mim
Quando eu digo que estou lutando com os mortos
Jazendo abaixo durante a noite
Consegue ver os caroços na minha cabeça?
Mas ouço essas vozes que apenas ficam cantando...

Dizendo...
«Eu apenas não posso perder o controle»
«Eu apenas não posso perder o controle»
Disseram isso...«Eu apenas não posso perder o controle»

Vagueio pelo pavimento entrinchado
Tentando marcar algum amor
No canto da cidade
Comparando rostos com salários
Acho que você nunca esteve aqui pela sua cara
Ficando com todas as prostitutas e canibais
Na raça censurada

Cantando...
«Eu apenas não posso perder o controle»
«Eu apenas não posso perder o controle»

Diziam isso...
«Eu apenas não posso perder o controle»
«Eu apenas não posso perder o controle»

Ouço essas vozes...

Kasabian

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CARTOON versus QUADRAS

A Grande Descompressão
HenriCartoon

«A GRANDE DESCOMPRESSÃO»

A Entidade Reguladora de Comunicação
Provou  a existência de pressão ilícita
Do ministro Miguel Enervas à jornalista…
Não restam dúvidas que houve corrupção!

E quando o telefone toca…

Alô? Quem fala?… senhor ministro Enervas!...
Mas em que posso servir vossa excelência?
Como disse?? Jogar as evidências às trevas???
Não cedo a chantagens, não haverá clemência!...

Muito bem, foi aprovado um novo equívoco:
A Entidade Reguladora em descompressão
Não deu como provada a grande depressão…
 Falso alarme de uma jornalista do Público!

POETA

CARTOON versus QUADRA

Quartos com Vista para as Meias
HenriCartoon

«QUARTOS COM VISTA SOBRE AS MEIAS»

Quartos com vista sobre as meias
Ou a criatividade d’um cartoonista…
Corre-lhe forte o sangue nas veias
E a final do Euro quase se avista!

POETA

  Portugal  1  ----------  R. Checa  0

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(Escolha musical da blogosfera)

SÉRGIO GODINHO - «Namoro»

Poet'anarquista


NAMORO

Mandei-lhe uma carta em papel perfumado
e com letra bonita eu disse, ela tinha
um sorriso luminoso tão triste e gaiato
como o sol de Novembro brincando de artista
nas acácias floridas, na fímbria do mar.

Sua pele macia era sumaúma
sua pele macia, cheirando a rosas
seus seios laranja, laranja do Loge
eu mandei-lhe essa carta
e ela disse que não.

Mandei-lhe um cartão
que o amigo Maninho tipografou
“por ti sofre o meu coração”
num canto “sim”, noutro canto “não”
e ela o canto do “não” dobrou.

Mandei-lhe um recado pela Zefa do sete
pedindo e rogando de joelhos no chão
pela Senhora do Cabo, pela Sta. Efigénia
me desse a ventura do seu namoro
e ela disse que não.

Mandei à Vó Xica, quimbanda de fama,
a areia da marca que o seu pé deixou
para que fizesse um feitiço bem forte e seguro
e dele nascesse um amor como o meu
e o feitiço falhou.

Andei barbado, sujo e descalço
como um monangamba procuraram por mim,
não viu?, ai não viu?, não viu o Benjamim?
e perdido me deram no morro do Samba.

Para me distrair levaram-me ao baile
do Sr. Januário, mas ela lá estava
num canto a rir, contando o meu caso
às moças mais lindas do bairro operário.

Tocaram a rumba e dancei com ela
e num passo maluco voamos na sala
qual uma estrela riscando o céu
e a malta gritou: “Aí Benjamim!”.

Olhei-a nos olhos, sorriu para mim
pedi-lhe um beijo, la la la la
e ela disse que sim
e ela disse que sim.

Sérgio Godinho

POETAS DO CONCELHO D' ALANDROAL

XXXI DÉCIMAS

Do livro «Cantadores de Alegrias, Mágoas e Mangações», editado pela Câmara Municipal de Alandroal em 1993, publicam-se hoje quadras de Luciana Maria Marques. Esta poetisa natural de Ferreira de Capelins, freguesia de Santo António de Capelins do concelho de Alandroal, nasceu no ano de 1929. De profissão foi trabalhadora rural e começou a fazer poesia era ainda muito nova.
Poet'anarquista
Luciana Maria Marques
Poetisa Popular

QUADRAS

Tinha uma voz baixinha
Mas sabia improvisar
Não era como a sobrinha
Que acerta quando calhar.

Não me ficou a herança
Lá no monte aonde eu estou
Mas ficou-me a lembrança
Da pessoa que o arranjou.

Ó que herança tão bonita
Eu gostava de a herdar
Não é uma coisa escrita
Nunca a pude deixar.

Gostava do meu tio Vicente
Que me ajudou a criar
Hoje ainda fico contente
Só de nele ouvir falar.

Se o tio Vicente voltasse
E visse o monte aumentado
Talvez contente ficasse
De ser por mim habitado.

O tio Vicente não tinha
Filho p'ró monte deixar
Mas mora lá a sobrinha
Que fez gosto de o comprar.

Um dia choveu areia
Em cima do meu telhado
Junto trazia uma veia
De quem já está sepultado.

De quem já está sepultado
Ele era sangue do meu
Hoje ainda é falado
E há tantos anos morreu.

Luciana Marques

quinta-feira, 21 de junho de 2012

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

SÉRGIO GODINHO - «Arranja-me Um Emprego»

Poet'anarquista


ARRANJA-ME UM EMPREGO

Tu precisas tanto
de amor e sossego
e eu preciso de um emprego
se mo arranjares
eu dou-te o que é preciso
por exemplo o paraíso
anda ao deus-dará
perdido nessas ruas
vou ser mais sincero
sinto que ando às arrecuas
preciso de galgar
as escadas do sucesso
e por isso é que eu te peço
arranja-me um emprego

Arranja-me um emprego
pode ser na tua empresa
concerteza
que eu dava conta do recado
e para ti era um sossego

Se meto os pés para dentro
a partir de agora
eu mete-os para fora
se dizia o que penso
eu posso estar atento
e pensar para dentro
se queres que seja duro
muito bem serei duro
se queres que seja doce
serei doce, ai isso juro
eu quero é ser o tal
e como tal reconhecido
e assim digo-te ao ouvido
arranja-me um emprego

Arranja-me um emprego
pode ser na tua empresa
concerteza
que eu dava conta do recado
e para ti era um sossego

Sabendo que as minhas intenções
são das mais sérias
partamos para férias
mas para ter férias
é preciso ter emprego
espera aí que eu já chego
agora pensa numa casa
com o mar ali ao pé
e nós os dois
a brindarmos com rosé
esqueço-me de tudo
com o por-do-sol assim
chega aqui ao pé de mim
arranja-me um emprego

Arranja-me um emprego
pode ser na tua empresa
concerteza
que eu dava conta do recado
e para ti era um sossego

Se em mandasse neles
os teus trabalhadores
seriam uns amores
greves era só
das seis e meia às sete
em frente a um cassetete
primeiro de Maio
só de quinze em quinze anos
feriado em Abril
só no dia dos enganos
e reivindicações
quanto baste ma non troppo
anda, bebe mais um copo
arranja-me um emprego

Arranja-me um emprego
pode ser na tua empresa
concerteza
que eu dava conta do recado
e para ti era um sossego

Sérgio Godinho

quarta-feira, 20 de junho de 2012

MANIFESTAÇÃO EM LISBOA

Manifestação * 22 Junho 2012
Jardim do Príncipe Real/ Lisboa
Fonte: www.stfpsa.pt

CARTOON versus QUADRAS

Começa o Baile
HenriCartoon

«COMEÇA O BAILE»

Senhoras e meus senhores
O baile vai começar…
Corte nos trabalhadores,
Muita cabeça vai rolar!

Senhoras e meus senhores
Os pobres irão dançar
A dança dos pecadores…
Não faz falta trabalhar!

Senhoras e meus senhores
As tesouras vão cortar…
Com gosto, e sem sabores,
Que a fome há de chegar!

Senhoras e meus senhores
Toca o disco, vira a riscar,
Aqui é tudo palradores…
Papagaios a cantarolar!

Senhoras e meus senhores
Podem agora descansar…
Viram mágoas, viram dores,
Outro baile é de esperar!

Refrão...

Rouba lá a quem tu puderes
 Mas não roubes o pobrezinho,
Rouba tudo quanto quiseres!…
Não roubes mais o Zé Povinho!!

POETA

CARTOON versus QUADRAS

Acabado Promulga Nova Lei Laboral
HenriCartoon

«ACABADO PROMULGA NOVA LEI LABORAL»

Ouve cá Zé, então não vais tdabalhad
Pod causa das fédias e dos subsídios…
Ou podque idás labodad mais hodas?
-Antes fosse isso que me está a arreliar…
Sedão esses despedimentos dúbios
Com baixas indemnizações e demodas??
-Nada disso me está a apoquentar…
Nesse caso, podque não estás no tdabalho???
-Porque estou desempregado «cadalho!!!»

TRADUTOR...

Ouve cá Zé, então não vais trabalhar
Por causa das férias e dos subsídios…
Ou porque irás laborar mais horas?
-Antes fosse isso que me está a arreliar…
Serão esses despedimentos dúbios
Com baixas indemnizações e demoras??
-Nada disso me está a apoquentar…
Nesse caso, porque não estás no trabalho???
-Porque estou desempregado «cadalho!!!»

POETA

PINTURA - ZABALETA

O pintor espanhol Ignacio Zuloaga y Zabaleta nasceu em Éibar, perto de Bilbau no País Basco, a 20 de Junho de 1870. Foi um dos mais importantes pintores espanhóis de finais do séc. XX, muito famoso pelos seus quadros com motivos de usos e costumes da sociedade e pelos mais variados retratos. O seu estilo naturalista, com cores fortes e fundos escuros, sofreu influência de pintores como El Greco, Goya, Velasquez e Ribera. Zabaleta faleceu em Madrid, a 31 de Outubro de 1945. 
Poet’anarquista
Ignacio Zuloaga y Zabaleta
Pintor Espanhol

«Auto-Retrato»
Zabaleta
SOBRE O PINTOR…

Ignacio Zuloaga y Zabaleta  (Eibar, 1870 - Madrid, 1945) foi um importante pintor espanhol. Nasceu numa família de artistas e seu pai recebeu uma formação básica inicial, complementada mais tarde na Itália e Paris, onde foi associado a figuras como Gauguin, Degas e Puvis de Chavannes.

A vida de Zabaleta foi caracterizada por frequentes mudanças de endereço, que o levaram a residir em Paris, Segóvia, Andaluzia, Madrid e Zumaya. Fascinado pelo imaginário popular, mais tarde escolheu como tema cenas de pintura da vida quotidiana, frequentemente festivas e religiosas, que afirmou com uma paleta escura, fortes doses de realismo e um grande senso de drama .

Expôs em diversas cidades europeias, e também em Nova York e Buenos Aires, o que deu ao seu trabalho um impacto significativo na cena internacional. Também pintou famosos retratos, entre os quais se destacam «Unamuno», «Marañón» e «Falla», assim como belas pinturas de paisagens.

No seu estilo podem ser vistos vestígios da influência de El Greco, Velázquez e Goya. Um dos seus quadros mais célebres, «O Anão Gregory» foi inspirado pelos mestres do século XVII, principalmente Velázquez.
Fonte: www.biografiasyvidas.com
«A Catedral de Segóvia»
Zabaleta

«Celestina»
Zabaleta

«Pausa no Trabalho»
Zabaleta

«A Rua das Paixões»
Zabaleta

«Os Meus Amigos»
Zabaleta

«Os Vindimadores»
Zabaleta

«O Sangue de Cristo»
Zabaleta

«NATURALISMO»
IGNACIO ZULOAGA Y ZABALETA