segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CARTA ARQUEOLÓGICA

REVISÃO DA CARTA ARQUEOLÓGICA DO CONCELHO DO ALANDROAL

A Câmara Municipal de Alandroal vai avançar com a revisão da Carta Arqueológica do concelho, de modo a actualizar e localizar com precisão os dados relativos ao riquíssimo património arqueológico do concelho, através da celebração de um protocolo de colaboração com o Centro de Estudos da Universidade de Lisboa.

Carta Arqueológica do Alandroal
Manuel Calado


Esta medida assume especial importância para a Autarquia, uma vez que vai permitir planear com maior detalhe e eficiência todas as operações a realizar no nosso concelho que, de alguma forma, se relacionem com o seu património arqueológico. Além disso, importa referir que a anterior versão da Carta Arqueológica do concelho se encontra já bastante desactualizada.

O protocolo estabelecido prevê que os trabalho se iniciem em 2011 e durem até ao final do ano de 2012. A coordenação do projecto vai estar a cargo do Professor Manuel Calado que, além de ter um percurso profissional perfeitamente consolidado, está ligado ao concelho de Alandroal há vários anos. De resto, a actual versão da Carta Arqueológica do concelho já tinha sido coordenada pelo Professor Manuel Calado.

A Câmara Municipal de Alandroal vai contribuir com um subsídio anual de 15 mil euros, para financiar todo o trabalho que se realizar. No final dos trabalhos, a equipa de investigação irá entregar, à Autarquia alandroalense, um relatório com todos os dados reunidos para edição da Revisão da Carta Arqueológica do concelho do Alandroal. Os resultados serão depois publicados, nos meios que se considerem mais pertinentes, e serão compilados formato digital de base SIG. A apresentação de uma proposta de publicação tipográfica é outras das vertentes contempladas no protocolo de colaboração.

Os trabalhos a realizar incluem prospecções arqueológicas, trabalhos de identificação, localização e delimitação, com GPS, de novos sítios arqueológicos, aprofundamento das prospecções arqueológicas, no contexto geográfico do concelho do Alandroal, tendo como objectivo imediato a obtenção de dados para o Estudo de Impacte Ambiental, organização da informação espacial reunida em formato digital e limpeza, marcação, acondicionamento e inventariação dos materiais arqueológicos recolhidos, entre outros.

De referir que a celebração deste protocolo faz parte de uma linha de desenvolvimento para o concelho, que assenta na criação de instrumentos de planeamento, que possibilitem uma correcta planificação e gestão de trabalhos a realizar, de forma a tornar a sua aplicação prática mais eficiente. Outro exemplo desta lógica é a revisão do Plano Director Municipal, que também vai arrancar brevemente.
Fonte: Gabinete de Imprensa/ Câmara Municipal do Alandroal
  

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 6 de Dezembro...

domingo, 5 de dezembro de 2010

TEATRO

No Fórum Cultural Transfronteiriço do Alandroal, dia 18 de Dezembro de 2010 pelas 17.00 horas, entra em cena a peça de teatro "Jingle Bell Clown ou O Palhaço Toca O Sino", pelo grupo de teatro do Fórum Cultural do Alandroal.

O grupo tem como professores Carlos e Sandra Horta e entram na peça os seguintes elementos: Margarida Boeiro, Maria Parreira, Ana Carvalho, Inês Almeida, Maria Justa, Beatriz Pateiro, Liliana Pateiro, Sérgio Caeiro, Ruben Jaulino, João Horta, João Bernardino e Renato Nohl.

Resumo da peça a publicar quando me for enviado pelo gabinete de imprensa da Câmara Municipal do Alandroal.

Agradeço a colaboração da Margarida Boeiro e Maria Parreira, que se prontificaram a dar-me o nome dos professores e actores do grupo de teatro.

Para todos um abraço e que tudo corra bem dia 18, vocês merecem e o teatro agradece!
Poet'anarquista 

Teatro - dia 18 de Dez. 2010
Grupo Fórum Cultural

SINOPSE

Este é o culminar de mais um processo de trabalho.

Desta forma decidimos explorar o universo clownesco e criar um pequeno divertimento Natalício, com o que se experimentou e descobriu.

Uma prenda que uma trupe de palhaços quer dar às pessoas que aparecerem no auditório para os ver.

Mas quando a alegria histriónica de um palhaço se conjuga com a alegria solene do Natal, só pode resultar numa grande...

PALHAÇADA!!!

Vila d' Landroal
Organização: Câmara Municipal do Alandroal

QUADRA versus CARTOON

Cartoon em Branco

SLB - HenriCartoon:

Cartoon em branco… Serve?
Acabou de me dar uma branca!

FCP - Camões:

Mas eu vejo um Falcão na neve…
Será que a tua visão não manca?

POETA
Cartoon em Branco
HenriCartoon

JOSÉ CARRERAS

Mais um aniversariante de peso no Poet'anarquista, este felizmente ainda entre os vivos. Trata-se do grande tenor José Carreras, nascido em Barcelona e que cumpre hoje o seu sexagésimo quarto aniversário. A sua fama atingiu o apogeu quando actuou conjuntamente com os tenores Plácido Domingo e Luciano Pavarotti, em concertos que começaram em 1990 e se prolongaram até 2003. Aqui se recorda...
Poet'anarquista


José Carreras
Tenor Espanhol

BIOGRAFIA

José Carreras
5/12/1946, Barcelona, Espanha

"Uma voz doce, clara e quente de tenor lírico e uma elegante presença no palco." Assim a "Enciclopédia de Ópera do 'Metropolitan Opera House'" se refere ao cantor catalão José Carreras. Ao lado de Placido Domingos e Luciano Pavarotti, Carreras arrebatou audiências do mundo inteiro no show "Os Três Tenores", em 1990, em Roma, trazendo novas platéias para a música erudita.

A música tornou-se parte da vida de José Carreras desde muito cedo. Cantou no navio a vapor em que retornava para a Espanha, voltando da Argentina, para onde a sua família imigrara durante um curto período. Aos oito anos, fez sua primeira audiência pública, cantando "La Donna é mobile", da ópera "Rigoleto", na Radio Nacional Espanhola. Incentivado pela cantora Montserrat Caballé, estreou na ópera "Lucrezia Borgia", de Donizetti, em 1970, em Barcelona, interpretando o papel de Genaro.

No ano seguinte, ganhou o prémio Verdi, na cidade italiana de Parma, onde participou das óperas "Un Ballo in Maschera" e "I Lombardi". Neste mesmo ano, casou-se com Mercedes Perez, com quem teve dois filhos, Alberto e Julia. Em 1972, estreou na ópera de Nova Iorque, onde cantou durante três anos. Apresentou-se também na Ópera de São Francisco e no Covent Garden, em Londres.

Em 1974, estreou como o personagem Mario Cavaradossi, da ópera "Tosca", na "Metropolitan Opera" de Nova York. Pelas suas habilidades dramáticas e talentos musicais, José Carreras tornou-se um dos maiores cantores líricos do mundo, tendo se apresentado nas maiores casas de ópera da Europa e dos Estados Unidos.

Em 1987, no auge da do sucesso, Carreras sofreu um duro golpe. O diagnóstico de uma leucemia levou-o a procurar tratamentos em Barcelona e em Seattle, nos Estados Unidos. Depois de restabelecido, o cantor não só reassumiu a sua carreira, como criou a Fundação Internacional José Carreras, destinada a realizar pesquisas e ajudar no tratamento da leucemia. Um dos propósitos iniciais do projeto "Os Três Tenores" foi justamente angariar fundos para esta organização e receber o tenor de volta à cena artística.

Aos poucos, Carreras voltou a cantar, tanto nos palcos das casas de ópera, quanto nos estúdios de gravação. Com o regente Herbert Von Karajan estabeleceu uma fértil parceria, que resultou em inúmeras gravações. José Carreras gravou mais de 150 discos. O seu extenso reportório inclui desde trechos de zarzuelas, árias operísticas e oratórios, até obras raras, como "La Juive" e "O Corsário".
Fonte: UOL Educação


Os Três Tenores - Boas Festas
José Carreras, Plácido Domingo e Luciano Pavarotti


"GRANADA"
JOSÉ CARRERAS - LONDRES 1986

"GRANADA"

LUCIANO PAVAROTTI - PLÁCIDO DOMINGO - JOSÉ CARRERAS

SENTIMENTO

Não consegui conter as lágrimas,
Fluiram como doce melodia!...
Inundaram as três lindas almas
A alma  poética em harmonia!!!

POETA
   

MOZART

No dia 5 de Dezembro do ano de 1791 morria em Viena de Áustria, com apenas 35 anos de idade, o grande compositor e intérprete de música clássica Wolfgang Amadeus Mozart. Deixou verdadeiras preciosidades ao mundo, entre elas várias óperas e quarenta sinfonias. Poet'anarquista publica uma breve biografia e excerto da sinfonia nº 40 de Wolfgang Amadeus Mozart.
Poet'anarquista


MOZART
Compositor e Intérprete

BREVE BIOGRAFIA

Wolfgang Amadeus Mozart... 

Nasceu em Salzburgo no dia 27 de janeiro de 1756, e faleceu em Viena no dia 5 de dezembro de 1791. Foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.

Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde a sua infância. Já competente nos instrumentos de teclado e no violino, começou a compor aos cinco anos de idade, e passou a apresentar-se para a realeza da Europa, maravilhando a todos com o seu talento precoce. Chegando à adolescência, foi contratado como músico da corte em Salzburgo, porém as limitações da vida musical na cidade o impeliram a buscar um novo cargo em outras cortes, mas sem sucesso. Ao visitar Viena em 1781 com o seu patrão, desentendeu-se com ele e solicitou demissão, optando por ficar na capital, onde, ao longo do resto da sua vida, conquistou fama, porém pouca estabilidade financeira. Os seus últimos anos viram surgir algumas das suas sinfonias, concertos e óperas mais conhecidos, além do seu Requiem. As circunstâncias de sua morte prematura deram origem a diversas lendas. Deixou uma esposa, Constanze, e dois filhos.

Foi autor de mais de seiscentas obras, muitas delas referenciais na música sinfónica, concertante, operística, coral, pianística e de câmara. A sua produção foi louvada por todos os críticos da sua época, embora muitos a considerassem excessivamente complexa e difícil, e estendeu a sua influência sobre vários outros compositores ao longo de todo o século XIX e início do século XX. Hoje Mozart é visto pela crítica especializada como um dos maiores compositores do ocidente, conseguiu conquistar grande prestígio mesmo entre os leigos, e a sua imagem tornou-se um ícone popular.
Fonte: Wikipédia

Últimas palavras de Mozart: "Deixem-me ouvir, uma vez mais, esses sons que foram, durante tanto tempo, a minha consolação e alegria."
Poet'anarquista
"SINFONIA Nº 40"

WOLFGANG AMADEUS MOZART

WALTER ELIAS DISNEY

Hoje seria aniversariante Walter Elias Disney, no mundo do cinema conhecido como Walt Disney. Esta lendária personagem de Hollywood, co-fundador da "The Walt Disney Company", foi um célebre produtor cinematográfico, cineasta, director, roteirista, dobrador, animador, empreendedor e filantropo. Walt Disney transformou-se numa lenda universal de referência no imaginário infantil dessa época e das gerações seguintes. Poet'anarquista recorda-o com a publicação de uma breve biografia e o filme de longa-metragem "Branca de Neve e os Sete Anões".
Poet'anarquista


Walter Elias Disney...

E Os Seus Amigos Da Walt Disney


BREVE BIOGRAFIA

Walt Disney nasceu em Chicago, no dia 5 de Dezembro de 1901. Era um dos 5 filhos de Elias Disney e Flora Call Disney (4 rapazes e uma rapariga).
Rato Mickey

Depois do nascimento de Walt, a família Disney mudou-se para Marceline, no Missouri, onde Walt viveu a maior parte da sua infância.

Walt demonstrou, desde muito novo, interesse pela arte. Para fazer dinheiro extra vendia, com frequência, desenhos aos seus vizinhos.

Estudou arte e fotografia, tendo ingressado na High School de McKinley, em Chicago.

Em 1918, Durante a primeira grande guerra, Disney tentou alistar-se no serviço militar mas foi rejeitado devido a ter, na época, apenas 16 anos de idade. Walt ofereceu, então, os seus préstimos à Cruz Vermelha, tendo sido enviado para França, onde permaneceu um ano guiando uma ambulância a qual, em vez de ostentar uma camuflagem normal, estava coberta por desenhos seus.

Após o seu regresso de França, iniciou, com uma pequena companhia chamada Laugh-O-Grams, a sua carreira em arte comercial. Devido ao pouco sucesso que obteve com esta empresa, resolveu rumar a Hollywood e aí começar de novo.

Em 1928, surge a sua primeira personagem, o rato Mickey, à qual se seguem, nos anos seguintes, inúmeras outras: Donald, Pateta, Pluto, tio Patinhas, Minnie...

Em 1937, realiza a sua primeira longa metragem de animação: Branca de Neve e os 7 Anões.. Seguiram-se inúmeras outras produções, umas com imagens animadas, outras com imagens reais, outras, ainda, fundindo os dois géneros como Mary Poppins (1964).

Para além de estúdios cinematográficos, o vasto império criado por Walt Dysney inclui diversos parques temáticos (Disneylândia, Eurodisney...), inúmeros canais de televisão e elevados rendimentos originados na venda directa de filmes e livros e nos direitos de utilização por outras entidades das imagens dos personagens.

Walt Disney transformou-se numa lenda, tendo criado, com a ajuda da sua equipa, todo um universo de referências no imaginário infantil de sucessivas gerações. As suas histórias facilmente compreensíveis, reflectem os valores médios da tradição americana.

Walt Disney faleceu no dia 15 de Dezembro de 1966, aos 65 anos, em Los Angeles, na Califórnia, vítima de câncer.
Fonte: O Leme
"BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES"
WALT DISNEY

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 5 de Dezembro...

sábado, 4 de dezembro de 2010

QUADRAS A UMA AMIGA

Fascínio das Sardas
Sardenta

SARDAS

A  mulher  que  é  sardenta
Nas  bochechas  e  nariz,
Geralmente  está  atenta
Pra   ouvir  o  que  se  diz.

Sua   pele  macia  e  branca
De  pontinhos  salpicada,
Revelam  uma  alma  franca…
Com  a  mente  refinada!

Sempre  muito  sorridente
No  seu  jeito  descontraído...
Deixa  qualquer  um  contente
Com  seu  olhar  atrevido!

Sardentas...  tão  airosas,
E  muito  bem  humoradas,
São  muito  apetitosas
As  sardas  das  danadas!!!

Matias  José
 

FRANCISCO SÁ CARNEIRO

Francisco Sá Carneiro
Desenho por Botelho


FRANCISCO SÁ CARNEIRO
Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro, (Porto, 19 de Julho de 1934 — Camarate, 4 de Dezembro de 1980) foi um advogado e político português, fundador e líder do Partido Popular Democrático / Partido Social Democrata, e ainda Primeiro-Ministro de Portugal, durante cerca de onze meses, no ano de 1980.

ORIGEM FAMILIAR
Nascido no Porto no dia 19 de Julho de 1934, cresceu no seio de uma família da alta burguesia. Era filho do advogado José Gualberto Chaves Marques de Sá Carneiro, natural de Barcelos, e de Maria Francisca Judite Pinto da Costa Leite, filha dos Condes de Lumbrales, provenientes de Salamanca.

DURANTE O ESTADO NOVO
Advogado de profissão, licenciado pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, foi eleito pelas listas da Acção Nacional Popular, o partido único do regime salazarista, para a Assembleia Nacional, convertendo-se em líder da Ala Liberal , onde desenvolveu diversas iniciativas tendentes à gradual transformação da ditadura numa democracia típica da Europa Ocidental. Colaborou com Mota Amaral na elaboração de um projecto de revisão constitucional, apresentado em 1970. Não tendo alcançado os objectivos aos quais se propusera, viria a resignar ao cargo de deputado com outros membros da Ala Liberal, entre os quais Francisco Pinto Balsemão e Magalhães Mota. Foi, no entanto, na cidade do Porto, sua cidade natal, que o Partido Social Democrata teve a sua génese, em parte, no diálogo entre amigos e colegas dos meios republicanos do Porto, como Miguel Veiga, Artur Santos Silva (pai) ou Mário Montalvão Machado.


PÓS 25 DE ABRIL DE 1974
Em Maio de 1974, após a Revolução dos Cravos, Sá Carneiro fundou o Partido Popular Democrático (PPD), entretanto redesignado Partido Social Democrata (PSD), juntamente com Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota. Torna-se o primeiro Secretário-Geral do novo partido.
Nomeado Ministro (Sem Pasta) em diversos governos provisórios, seria eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e, em1976, eleito deputado (na I Legislatura) à Assembleia da República.
Em Novembro de 1977, demitiu-se da chefia do partido, mas seria reeleito no ano seguinte para desempenhar a mesma função.
Em finais de 1979, criou a Aliança Democrática, uma coligação entre o seu PPD/PSD, o Centro Democrático Social-Partido Popular de Diogo Freitas do Amaral, o Partido Popular Monárquico de Gonçalo Ribeiro-Telles, e alguns independentes. A coligação vence as eleições legislativas desse ano com maioria absoluta. Dispondo de uma ampla maioria a apoiá-lo (a maior coligação governamental até então desde o 25 de Abril), foi chamado pelo Presidente da República Ramalho Eanes para liderar o novo executivo, tendo sido nomeado Primeiro-Ministro a 3 de Janeiro de 1980, sucedendo assim a Maria de Lurdes Pintasilgo.


UMA MORTE INESPERADA
Francisco Sá Carneiro faleceu na noite de 4 de Dezembro de 1980, em circunstâncias trágicas e nunca completamente esclarecidas, quando o avião no qual seguia se despenhou em Camarate, pouco depois da descolagem do aeroporto de Lisboa, quando se dirigia ao Porto para participar num comício de apoio ao candidato presidencial da coligação, o General António Soares Carneiro. Juntamente com ele faleceu o Ministro da Defesa, o democrata-cristão Adelino Amaro da Costa, bem como a sua companheira Snu Abecassis, para além de assessores, piloto e co-piloto.
Nesse mesmo dia, Sá Carneiro gravara uma mensagem de tempo de antena onde exortava ao voto no candidato apoiado pela AD, ameaçando mesmo demitir-se caso Soares Carneiro perdesse as eleições (o que viria de facto a suceder três dias mais tarde, sendo assim o General Eanes reeleito para o seu segundo mandato presidencial). Dada a sua trágica morte, pode-se muito bem especular sobre se teria ou não demitido em função dos acontecimentos subsequentes…
Vinte e oito anos depois dos acontecimentos, contudo, continuam a existir duas teses relativas à sua morte: a de acidente (eventualmente motivado por negligência na manutenção do avião), ou a de atentado (neste último caso, desconhecendo-se quem o perpetrara e contra quem teria sido ao certo - Sá Carneiro ou Amaro da Costa).


HOMENAGEM
O aeroporto internacional do Porto, para o qual ele se dirigia, foi posteriormente rebaptizado com o seu nome, apesar das objecções de que não seria elegante dar a um aeroporto o nome de alguém que havia morrido num desastre de aviação.
Fonte: Wikipédia

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 4 de Dezembro...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MÚSICA - MARIA CALLAS

Cumpriria hoje se fosse viva o seu octogésimo sétimo aniversário, a cantora lírica Maria Callas, grande celebridade da Ópera do século passado e considerada a maior soprano de todos os tempos. Poet'anarquista recorda-a publicando a sua biografia e vídeo musical.
Poet'anarquista
Maria Callas
Cantora Lírica

Maria Callas (Nova Iorque, 2 de dezembro de 1923 — Paris, 16 de setembro de 1977) foi uma cantora lírica americana de ascendência grega, considerada a maior celebridade da Ópera no século XX e a maior soprano de todos os tempos. Apesar de também famosa pela sua vida pessoal, o seu legado mais duradouro deve-se ao impulso a um novo estilo de actuação nas produções operísticas, à raridade e distintividade de seu tipo de voz e ao resgate de óperas há muito esquecidas do bel canto, estreladas por ela.

BIOGRAFIA
Nascida Cecilia Sofia Anna Maria Kalogeropoulou , Callas era filha de imigrantes gregos e, devido a dificuldades económicas, teve que regressar à Grécia com a sua mãe em 1937. Estudou canto no Conservatório de Atenas, com a soprano  Elvira de Hidalgo.
Existem diferentes versões sobre a sua estreia. Alguns situam-na em 1937, como Santuzza numa montagem estudantil da Cavalleria Rusticana, de Mascagni; outros, à Tosca (Puccini) de 1941, na Ópera de Atenas. De todo modo, o seu primeiro papel na Itália teve lugar em 1947, na Arena de Verona, com a ópera La Gioconda, de Ponchielli, sob a direção deTullio Serafin, que logo se tornaria seu "mentor".
Callas começou a despontar no cenário lírico em 1948, com uma interpretação bastante notável para a protagonista da ópera Norma, de Bellini, em Florença. Todavia, a sua carreira só viria a projetar-se em escala mundial no ano seguinte, quando a cantora surpreendeu crítica e público ao alternar, na mesma semana, récitas de I Puritani, de Bellini, e Die Walküre, de Wagner. Ela preparara o papel de Elvira para a primeira ópera em apenas dois dias, a convite de Serafin, para substituir quem realmente faria aquele papel. Para se ter ideia do seu feito, é o mesmo que pedir para Birgit Nilsson, famosa soprano dramático para cantar Violetta em La Traviata, e como Callas não teve tempo para aprender o libretto completo, apenas a música, tanto que o ponto lhe soprou o texto.
A partir dos anos 1950, Callas começou a apresentar-se regularmente nas mais importantes casas de espetáculo dedicadas à ópera, tais como La Scala, Convent Garden e Metropolitan. São os anos áureos, e ao passo da sua fama como cantora internacional, também vai a sua fama de tigresa, muitas vezes considerada temperamental pelo seu perfeccionismo. Famosa foi a sua rivalidade com Renata Tebaldi e as brigas públicas, através de declarações para jornais, várias vezes lhe renderam a primeira página, assim como os seus triunfos operísticos. Era uma figura extremamente pública e contribuiu para reacender o estrelismo do género ópera e dos seus intérpretes. Alguns críticos inclusive afirmam que até nas gravadoras havia uma divisão, para acirrar as disputas entre Callas e Tebaldi, e para influenciar as comparações entre gravações feitas por Tebaldi ao lado do tenor Del Monaco, e Callas ao lado de Di Stefano. A sua voz começou a apresentar sinais de declínio no final dessa década, e a cantora diminuiu consideravelmente as suas participações em montagens de óperas completas, limitando a sua carreira a recitais e noites de gala, e terminando por abandonar os palcos em 1965. O seu abandono deveu-se em grande parte ao desequilíbrio emocional da cantora, que ao conhecer Aristóteles Onassis, dedica-se integralmente ao seu amado, afirmando ter começado ali sua vida de verdade. Foi quando ela parou de ensaiar, adiou e cancelou apresentações, tornou-se figura constante em noites de festa, bebendo inclusive, coisas que contribuíram para o declínio de sua voz e o fim da carreira. Em 1964, encorajada pelo cineasta italiano Franco Zefirelli, volta aos palcos na sua maior criação, Tosca, no Convent Garden, tendo como seu parceiro o amigo de longa data Tito Gobbi. Essa Tosca  encontra-se disponível em DVD (apenas o segundo acto) e em CD (completa) e entrou para a história do mundo operístico. A sua última apresentação numa ópera completa foi com Norma, em Paris, 1965, e devido à sua saúde vocal debilitada não aguentou ir até o fim, desmaiando ao cair da cortina no fim da terceira parte.
No início dos anos de 1970, passou a dedicar-se ao ensino de música na Juilliard School. Em 1974, entretanto, retornou aos palcos para realizar uma série de concertos pela Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente ao lado do tenor Giuseppe di Stefano. Sucesso de público, o programa foi todavia massacrado pela crítica especializada. A voz já não era a mesma, mas o que mantinha o público firme nas apresentações era o amor. A sua actuação foi prejudicada, pois uma vez que tinha que fazer muito mais esforço para manter a afinação, a entrega à interpretação não foi tão subtil como no passado.
Cantou em público pela última vez a 11 de Novembro de 1974 no Japão.
Onassis, então casado com Mrs. Kennedy, tem sérios problemas de saúde e vem a falecer. Callas começa agora um período de claustro e, isolada do mundo, passa a viver na Avenue Georges Mandel, em Paris, com a companhia da governanta, Bruna, e do motorista, Ferruccio. Uma possível volta é ensaiada e entusiasmada pelo cineasta italiano Franco Zefirelli, mas Callas não tem mais a segurança do passado. Faltava vontade. Tenta realmente outras funções, como professora, directora artística, mestre de coral, mas nada a satisfazia. Não sabia sequer como deslocar um coro. Começa a impor exigências absurdas para que aconteçam as apresentações. Essa é agora a sua maneira de dizer não, exigindo o impossível. Uma gravação da Traviata, com o tenor em ascensão Luciano Pavarotti é estudada, mas o projeto logo é abandonado por Maria Callas. Os amigos ainda a visitam com frequência; Giulini (maestro), o crítico John Ardoin, mas Callas ja está "morta" há muito tempo, e em 16 de setembro de 1977,  simplesmente deixa de existir, pouco antes de completar 54 anos, no seu apartamento em Paris em decorrência de um ataque cardíaco.
As suas cinzas foram jogadas no Mar Egeu, como era a sua vontade.
Fonte: Wikipédia
"O MIO BABBINO CARO"
MARIA CALLAS

PINTURA - CRIAÇÃO DE ADÃO...

Pelo extraordinário pintor Miguel Ângelo no longínquo ano de 1511. No dia 2 de Dezembro de 1512 foi mostrado pela primeira vez ao público no tecto da Capela Sistina, Vaticano, o famoso mural sobre a criação do homem por Deus, com o título "Criação de Adão".
Poet'anarquista
Criação de Adão
Michelangelo Buonarroti (1511)

A CRIAÇÃO DE ADÃO

A Criação de Adão é um afresco de 280 cm x 570 cm, pintado por Michelangelo Buonarroti por volta de 1511, que figura no tecto da Capela Sistina. A cena representa um episódio do Livro do Genesis no qual Deus cria o primeiro homem: Adão.

COMPOSIÇÃO
Deus é representado como um ancião barbudo envolto num manto que divide com alguns anjos. O seu braço esquerdo está abraçado a uma figura feminina, normalmente interpretada como Eva – que ainda não foi criada e, figuradamente, espera no céu para ganhar uma forma humana. O braço direito de Deus está esticado para criar o poder da vida de seu próprio dedo para Adão, estando com o braço esquerdo estendido em contraposição ao do criador. Os dedos de Adão e de Deus estão separados por uma pequena distância.
A composição é obviamente artística e não literal, já que Adão é capaz de alcançar Deus mesmo antes de ter ganho vida. Pela mesma razão, Eva é vista representada antes da sua própria criação. Esse motivo levou algumas pessoas a acreditar que a figura feminina fosse a primeira esposa mística de Adão, Lilith; Entretanto, essa interpretação não faz o menor sentido por Lilith também ter sido criada depois de Adão.
As posições de Deus e Adão, a pintura do braço direito de Deus e esquerdo de Adão são quase idênticas e representam o facto de que, como diz o Genesis 1:27, Deus criou o homem à sua imagem e semelhança. O dedo indicador de Adão, a mais famosa representação do afresco, não é de facto um trabalho de Michelangelo. Foi danificado durante reparos de um desabamento em meados do século XVI e foi repintado por um restaurador do Vaticano.
SIMILARIDADE ANATÓMICA
Existem várias teorias sobre o significado da composição original de "A Criação de Adão", levantadas principalmente por causa do amplo conhecimento que Michelangelo possuía em Anatomia. Em 1990, um médico chamado Frank Lynn Meshberger, em artigo no Journal of the American Medical Association, afirma que a figura em que Deus está apoiado tem o formato anatómico de um cérebro, incluindo o lobo frontal, nervo ótico, glândula pituitária e o cerebelo. Também observou que o manto vermelho de Deus tem o formato de um útero, e que a echarpe verde que sai do seu ventre poderia ser um cordão umbilical.
Fonte: Wikipédia

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 2 de Dezembro...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA

Foi no dia 1 de Dezembro de 1640, passados 60 anos sob o domínio espanhol, que os revoltosos portugueses aproveitando a ausência de muitos espanhóis que tinha partido para Espanha, ficando nas cortes apenas a Duquesa de Mântua e o seu Secretário de Estado Miguel de Vasconcelos, e com a anuência de D. João de Bragança que vivia no Palácio de Vila Viçosa, decidiram avançar invadindo de surpresa o Palácio Real ou Paço da Ribeira. 
Tudo se passou num ápice, depois de dominada a Duquesa e de esta ordenar às suas tropas para se renderem, mataram Miguel de Vasconcelos e proclamaram a Restauração da Independência de Portugal. O princípio da revolta estava lançada e era aclamado Rei de Portugal o Duque de Bragança, com o título de D. João IV, dando início à Dinastia Bragantina.
Poet'anarquista
Restauração - 1 de Dezembro de 1640
Morte de Miguel de Vasconcelos

Restauração da Independência
A Restauração da Independência é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança. É comemorada anualmente em Portugal por um feriado no dia 1 de Dezembro.

A grande preparação da revolta
A ideia de recuperar a independência era cada vez mais poderosa e a ela começaram a aderir todos os grupos sociais. Os Burgueses estavam muito desiludidos e empobrecidos com os ataques aos territórios portugueses e aos navios que transportavam os produtos que vinham dessas regiões. A concorrência dos Holandeses, Ingleses e Franceses diminuía-lhes o negócio e os lucros.
Os nobres descontentes viam os seus cargos ocupados pelos Espanhóis, tinham perdido privilégios, eram obrigados a alistar-se no exército espanhol e a suportar todas as despesas. Também eles empobreciam e era quase sempre desvalorizada a sua qualidade ou capacidade! A corte estava em Madrid e mesmo a principal gestão da governação do reino de Portugal, que era obrigatoriamente exigida de ser realizada "in loco", era entregue a nobres castelhanos e não portugueses. Estes últimos viram-se afastados da vida da corte e acabaram por se retirar para a província, onde viviam nos seus palácios ou casas senhoriais, para poderem sobreviver com alguma dignidade imposta pela sua classe social.
Portugal, na prática, era como se fosse uma província espanhola, governada de longe, sem qualquer preocupação com os interesses e necessidades das pessoas que cá viviam... Estas serviam para pagar impostos que ajudavam a custear as despesas do Império Espanhol que também já estava em declínio!
Foi então que um grupo de nobres - cerca de 40 (conjurados)- se começou a reunir, secretamente, procurando analisar a melhor forma de organizar uma revolta contra Filipe IV de Espanha. Uma revolta que pudesse ter êxito.

Restauração da Independência 
 D. João IV Proclamado Rei

D. João IV
O Restaurador

A revolta do 1º de Dezembro de 1640
Começava a organizar-se uma conspiração para derrubar os representantes do rei em Portugal. Sabiam já que teriam apoio do povo e também do clero.
Apenas um nobre tinha todas as condições para ser reconhecido e aceite como candidato legítimo ao trono de Portugal. Era ele D. João, Duque de Bragança, neto de D. Catarina de Bragança, candidata ao trono, em 1580.
Em Espanha, o rei Filipe IV também enfrentava dificuldades: continuava em guerra com outros países; o descontentamento da população espanhola aumentava; rebentavam revoltas em várias regiões - a mais violenta, a revolta da Catalunha (1640), criou a oportunidade que os portugueses esperavam. O rei de Espanha, preocupado com a força desta, desviou para lá muitas tropas.
Faltava escolher o dia certo. Aproximava-se o Natal do ano 1640 e muita gente partiu para Espanha. Em Lisboa, ficaram a Duquesa de Mântua, espanhola e Vice-rei de Portugal (desde 1634), e o português seu Secretário de Estado, Miguel de Vasconcelos.
Os nobres revoltosos convenceram D. João de Bragança, que vivia no seu palácio de Vila Viçosa, a aderir à conspiração.
No dia 1 de Dezembro, desse ano, invadiram de surpresa o Palácio real (Paço da Ribeira), que estava no Terreiro do Paço, prenderam a Duquesa, obrigando-a a dar ordens às suas tropas para se renderem - e mataram Miguel de Vasconcelos.

Rei D. Sebastião
O Desejado
Antecedentes
D. Sebastião, um rei jovem e aventureiro, habituado a ouvir as façanhas das cruzadas e histórias de conquistas além-mar, quis conquistar o Norte de África em sua luta contra os mouros. Na batalha de Alcácer Quibir no Norte de África, os portugueses foram derrotados e D. Sebastião desapareceu. E os guerreiros diziam cada um a sua história. O desaparecimento de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica.
Nas Cortes de Tomar de 1581, Filipe II de Espanha é aclamado rei, jurando os foros, privilégios e mais franquias do Reino de Portugal. Durante seis décadas Portugal partilhou rei com Espanha, sob o que se tem designado por "domínio filipino".
Com o primeiro dos Filipes (I de Portugal, II de Espanha), não foi atingida de forma grave a autonomia política e administrativa do Reino de Portugal. Com Filipe III de Espanha, porém, começam os actos de desrespeito ao juramento de Filipe II em Tomar. Em 1610, surgiu um primeiro sinal de revolta portuguesa contra o centralismo castelhano, na recusa dos regimentos de Lisboa a obedecer ao marquês San-Germano que de Madrid fora enviado para comandar um exército português.
No início do reinado de Filipe III, ao estabelecer-se em Madrid a política centralista do Conde-duque de Olivares, o seu projecto visava a anulação da autonomia portuguesa, absorvendo por completo o reino de Portugal. Na Instrucción sobre el gobierno de España, que o Conde-Duque de Olivares apresentou ao rei Filipe IV, em 1625, tratava-se do planeamento e da execução da fase final da sua absorção, indicando três caminhos:
  • 1º - Realizar uma cuidadosa política de casamentos, para confundir e unificar os vassalos de Portugal e de Espanha;
  • 2º - Ir o rei Filipe IV fazer corte temporária em Lisboa;
  • 3º - Abandonar definitivamente a letra e o espírito dos capítulos das Cortes de Tomar (1581), que colocava na dependência do Governo autónomo de Portugal os portugueses admitidos nos cargos militares e administrativos do Reino e do Ultramar (Oriente, África e Brasil), passando estes a ser Vice-reis, Embaixadores e oficiais palatinos de Espanha.
A política de casamentos seria talvez a mais difícil de concretizar, conseguindo-se ainda assim o casamento de Dona Luísa de Gusmão com o Duque de Bragança, a pensar que dele sairiam frutos de confusão e de unificação entre Portugal e Espanha. O resultado veio a ser bem o contrário.
A reacção à política fiscal de Filipe IV vai tomar a dianteira no processo que conduz à Restauração de 1640. Logo em 1628, surge no Porto o "Motim das Maçarocas", contra o imposto do linho fiado. Mas vão ser as "Alterações de Évora", em Agosto de 1637, a abrir definitivamente o caminho à Revolução.
Nas "Alterações de Évora", o povo da cidade deixava de obedecer aos fidalgos e desrespeitava o arcebispo. A elevação do imposto do real de água e a sua generalização a todo o Reino de Portugal, bem como o aumento das antigas sisas, fez subir a indignação geral, explodindo em protestos e violências. O contágio do seu exemplo atingiu quase de imediato Sousel e Crato; depois, as revoltas propagaram-se a Santarém, Tancos, Abrantes, Vila Viçosa, Porto, Viana do Castelo, a várias vilas do Algarve, a Bragança e à Beira.
Em 7 de Junho de 1640 surgia também a revolta na Catalunha contra o centralismo do Conde-Duque de Olivares. O próprio Filipe IV manda apresentar-se em Madrid o duque de Bragança, para o acompanhar à Catalunha e cooperar no movimento de repressão a que ia proceder. O duque de Bragança recusou-se a obedecer a Filipe IV. Muitos nobres portugueses receberam semelhante convocatória, recusando-se também a obedecer a Madrid.
Sob o poder de Filipe III, o desrespeito pelo juramento de Tomar (1581) tinha-se tornado insuportável: nomeados nobres espanhóis para lugares de chefia militar em Portugal; feito o arrolamento militar para guerra da Catalunha; lançados novos impostos sem a autorização das Cortes. Isto enquanto a população empobrecia; os burgueses estavam afectados nos seus interesses comerciais; e o Império Português era ameaçado por ingleses e holandeses perante a impotência ou desinteresse da coroa filipina.
Portugal achava-se envolvido nas controvérsias europeias que a coroa filipina estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina, 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em 1639) e fundamentalmente no Brasil (Salvador,Bahia, em 1624; Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Sergipe desde 1630).
Em 12 de Outubro de 1640, em casa de D. Antão de Almada, hoje Palácio da Independência, reuniram-se D. Miguel de Almeida, Francisco de Melo e seu irmão Jorge de Melo, Pedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Decidiu-se então ir chamar o Duque de Bragança a Vila Viçosa para que este assumisse o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal.
No dia 1 de Dezembro do mesmo ano de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta, imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração no trono de Portugal da Casa de Bragança, dando o poder reinante a D. João IV.
Fim da Guerra da Restauração
Assinatura do Tratado de Lisboa (1668)
Guerra da Restauração
Finalmente, um sentimento profundo de autonomia estava a crescer e foi consumado na revolta de 1640, na qual um grupo de conspiradores da nobreza aclamou o duque de Bragançacomo Rei de Portugal, com o título de D. João IV (1640-1656), dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança.
O esforço nacional foi mantido durante vinte e oito anos, com o qual foi possível suster as sucessivas tentativas de invasão dos exércitos de Filipe III e vencê-los nas mais importantes batalhas em todas as frentes. No final foi feito um acordo de paz definitivo entre as partes, em 1668, assinalado oficialmente com o Tratado de Lisboa (1668). Esses anos foram bem sucedidos devido à conjugação de diversas vertentes como a coincidência das revoltas na Catalunha, os esforços diplomáticos da Inglaterra, França, Holanda e Roma, a reorganização do exército português, a reconstrução de fortalezas e a consolidação política e administrativa.
Paralelamente, entre 1641 e 1654, as tropas portuguesas conseguiram expulsar os holandeses do Brasil, de Angola e de São Tomé e Príncipe, restabelecendo o território ultramarino português e o respectivo poder atlântico, que a ele dizia respeito, anteriormente firmado antes do reino de Portugal estar sob o domínio filipino. No entanto, as perdas no Oriente tornaram-se irreversíveis e Ceuta ficaria na posse dos Habsburgo. Devido a estarem indisponíveis as mercadorias indianas, Portugal passou a obter a grande parte do seu lucro externo com a cana-de-açúcar e o ouro do Brasil.
Fonte: Wikipédia

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Aconteceu a 1 de Dezembro...