segunda-feira, 21 de outubro de 2019

SÁTIRA...

O Alter Ego
Sátira...

O ALTER EGO

- Dr.º Varandas Frederico…
O que me pode receitar
Para de vez eu deixar
De me sentir excêntrico?
- Pare de ser egocêntrico,
Dr.º Frederico Varandas!…
Deixe de fazer ondas!!
Tome estes comprimidos,
Deixa d’ouvir zumbidos
Nas próximas demandas!!

ATEOP

domingo, 20 de outubro de 2019

OUTROS CONTOS

«Crisálida», por Solrac Agib.

«Crisálida»
Décima de Solrac Agib

1464- «CRISÁLIDA»

Sou uma alma pura…
Acreditem que sou!,
Mas às vezes estou
Em modo de clausura.
Fico pois mais segura
Dentro do meu casulo,
Permaneço no túmulo
E pondero as questões…
Mas tomar decisões
Para mim é o cúmulo.

Solrac Agib

OUTROS CONTOS

«Princesa do Povo», por Solrac Agib.

«Princesa do Povo»
Diana

1463- «PRINCESA DO POVO»

Uma senhora princesa!,
Diana era do povo…
O que mais nela louvo,
Mandou a fava a realeza.
Incomodava sua alteza
Por não ser mulher fútil,
Ela decidiu ser útil
Em causas importantes…
Morreu, contudo, antes…
Como a vida é volátil!

Solrac Agib

sábado, 19 de outubro de 2019

SÁTIRA...

Jesus pra 'Parsidente'
Sátira...

«JESUS PRA ‘PARSIDENTE’»

- ‘Jasus’ pra ‘Parsidente’
De todo o Universo...
Pela ordem e progresso,
Ao poder imediatamente!
- Sou o mais ‘compatente’
Da ‘galáxe futibol’,
Desde a terra até ao sol
Sou quem sabe de bola…
Tenho ‘ganda’ carola,
Assoem-se a este lençol!!

ATEOP

SÁTIRA...

A Catrefada
Sátira...

«A CATREFADA»

- Quando se der a tomada
De posse do novo governo,
Já em tempo de Inverno,
Pago a todos almoçarada…
Quantos são a rapaziada?
- Mando lista no caderno
De despesas do desgoverno…
Faz conta com catrefada!
- Assim sendo não pago nada…
Paga o produto interno!

POETA

SÁTIRA

A Praga
Sátira...

Estrofe irregular...

«A PRAGA»

- Cautela, portugueses!…
Detetou-se praga de ministros,
Todos muito sinistros…
Encontrar, vai dar fezes!!
- Outra vez estes fregueses?
Ilda, ainda temos ministricida?
-Não, Zé… só há fungicida...
É pra matares alguma praga?
- Uma verdadeira chaga!...
Qualquer coisa serve
Antes que eu me enerve…
Desembaraça-te, Ilda!!!

POETA

SÁTIRA...

Taça Gozar Comigo
Sátira...

«TAÇA GOZAR COMIGO»

- Tem calma, LEÃOzinho…
A camisa é Hugo Boss!
Olha, dou-te um doce,
Não estragues o colarinho.
- Ouve bem, patrãozinho…
Quero lá saber do Hugo,
Seu malcheiroso texugo!
Vou degolar-te, Varandas…
Quando é que desandas
Daqui, maldito verdugo?

ATEOP

OUTROS CONTOS

«Cada Segundo», por Solrac Agib.

«Cada Segundo»
Décima de Solrac Agib

1462- «CADA SEGUNDO»

Não sintas vergonha
Por te doer o coração…
Se ele sofre de paixão,
A dor não envergonha.
Se tua alma ainda sonha
Com um amor profundo,
Virar costas ao mundo
Não acho boa postura…
Sofre essa dor e tortura,
Aproveita cada segundo!

Solrac Agib

OUTROS CONTOS

«Sorriso Sensual», por Solrac Agib.

«Sorriso Sensual»
Princesa Sissy

1461- «SORRISO SENSUAL»

Sorriu para mim, um sorriso sensual…
Pensei: - Mau, o que se vai dar aqui?
Coisa mais sorridente igual nunca vi,
Na verdade, deve ser sonho surreal.

Deixei de ter controle na parte íntima…
Não que isso me importasse demasiado,
Afinal de contas eu já estava desarmado
Quando aquele sorriso escolheu a vítima.

Foi assim que acabei cheio de desejo
Por possuí-la até as entranhas do sexo…
Aquele sorriso, é sempre o que eu vejo!

Dou por mim a pensar: - Não tem nexo!,
Em todos os sorrisos sensuais só revejo
Aquele sorriso que me deixou perplexo?...

Solrac Agib

SÁTIRA...

«O Suicídio», por Solrac Agib.

«O Suicídio»
Soneto de Solrac Agib

1460- «O SUICÍDIO»

Ano 1994, de má lembrança...
Dia dois do mês de Outubro,
As vindimas estavam ao rubro
Lá longe, em terras de França.

Meu irmão mais novo, o JP,
Resolve suicidar-se ainda moço...
Põe fim à vida dentro dum poço,
Aí permanece durante um mês.

No Alentejo morre-se assim...
Apontam ser o isolamento
Uma das causas deste triste fim.

Diz o povo ser uma doença
Que toma conta do pensamento,
E entra nele sem pedir licença.

Solrac Agib

SÁTIRA...

O Extremo Direito
Sátira...

«O EXTREMO DIREITO»

Tinha que ser do Benfica
Esta pobre e triste figura,
Chama-se Merda Figura...
O nome, que bem lhe fica!
Chega agora à política
O extremo-direito radical,
Quer governar Portugal
E afirma-se alternativa...
Só pode ser pela negativa,
O extremismo é irracional!!

POETA

SÁTIRA...

Devagar se Vai ao Longe
Sátira...

Estrofe irregular...

«DEVAGAR SE VAI AO LONGE»

- Vamos lá rapazes...
Na Ucrânia é pra ganhar!...
45 minutos devem chegar,
Acham que são capazes?
- Vamos ser eficazes
Se não houver contratempo…
Mister, e no segundo tempo
O que é que fazemos?
- Não nos antecipemos
A fazer a festa…
Esse é para a sesta,
Depois logo veremos (?)

ATEOP

SÁTIRA

Dom 1/ Efeito Perverso
Sátira...

«DOM 1»

- Aí!... Sossega Leão!
Levas com a cadeira
No centro da focinheira…
Tenho o chicote na mão!?
- Escuta com atenção,
Abre bem esse ouvido…
Ouviste este rugido?
- Não olhes pra mim assim
Sou o presidente Varandim…?
- Eu já te devia ter comido!

«EFEITO PERVERSO»

- Ninguém se intromete!...
Concordas de verdade,
Mudar o nome de Alvalade
Para Estádio CR7?
- Isto agora promete…
Mas pode ser perverso,
Ou então dá-se o inverso
E começamos a ganhar…
- Gosto de te ouvir falar,
Tens um rugir controverso!

ATEOP

OUTROS CONTOS

«O Pão», por Solrac Agib.

«O Pão»
Quadra de Aleixo

Mote

O Pão que sobra à riqueza
Distribuído pela razão,
Matava a fome à pobreza
E ainda sobrava pão.

António Aleixo

1459- «O PÃO»

Glosas

Os celeiros no Alentejo
Rasos com trigo oiro...
Tempo de bom agoiro
Nas terras a sul do Tejo.
Boas searas almejo
Por toda a redondeza,
A ceifa uma dureza
Usando força de braço…
Ao pobre é escasso
O Pão que sobra à riqueza.

Há quem viva na fartura,
Outros sem ter de comer…
Como pode acontecer
Este mal que ainda perdura?
No mundo se prefigura
Tamanha separação,
Muita fome sem precisão
E tanto olhar faminto…
Isto podia ser extinto
Distribuído pela razão

Cega a pérfida ganância,
Tudo essa maldita quer…
«- Só reparto se quiser!»,
Diz com toda a jactância.
Vive em abundância
Sem conhecer escasseza,
O necessitado despreza
P’ra só ela se alimentar…
Se não quisesse usurpar
Matava a fome à pobreza.

Tudo podia ser diferente
Com um espécime racional,
O bem venceria o mal
Se a carne fosse inteligente.
Embora às vezes doente
Bate forte o coração,
Há quem partilhe o pão
Sem pedir nada em troca…
Saciava-se muita boca
E ainda sobrava pão.

Solrac Agib

OUTROS CONTOS

«A Troca», por Solrac Agib.

«A Troca»
Na hora de almoço...

1458- «A TROCA»

* Diz o garfo p'ra faca...
- Esse é o meu lugar,
À direita não sei trabalhar...
Que memória tão fraca!
* A faca contra-ataca...
- E eu aqui só me estafo,
Na esquerda não me safo,
Isto não tem explicação...
Toca a trocar de mão!
* Diz a faca p'ro garfo...

Solrac Agib

OUTROS CONTOS

«Olhos Azuis», por Solrac Agib.

«Olhos Azuis»
Solrac Agib

1457- «OLHOS AZUIS»

I

Sentei-me a seu lado, de olhar protector…
- Querida amo esses seus olhos
Azuis, da cor do oceano.
A lua, imensidão ondulante
Espera por nós…
Querida, você não sente
Como o amor é tão verdadeiro!?...

II

O sétimo céu espera por você…
Não vê que estou me separando
Dos bens terrenos?
Longe daqui,
É bom puder sentir os seus braços
E esses olhos azuis protectores…
Sentados no sol, como anjos
Amantes pegando fogo!

III

No olhar dos amantes
O azul do firmamento…
Amores perpétuos reflectem
Rios de crianças a desaguar.
Sorrindo para os deuses,
Elas são portadoras da glória
Em tempo de constante mudança;
Tocando o céu rasante,
Olhares inocentes jazem em silêncio.

IV

Venha comigo Criança Princesa
Atravessar os céus da ante-manhã,
Segure minha mão humana….
Mostre seus sonhos escondidos
De choro por me ter deixado ir.
Venha até mim, livre de tristeza,
Através d’ um golpe de pura magia
Cantando na chuva quente de Março….
Criança de olhos azuis
Cristalinos, como as águas selvagens.

V

Lua brilhante de Outubro... grito dos amantes:
- Então querida, não sabe que o amor é verdadeiro?
No jardim dois corpos alados... inertes
Sombras prateadas no chão iluminam a noite
E, entrelaçadas permanecem em silêncio;
Os cordeiros inocentes repousam.
Muito longe, muito longe dos seus braços
Olhos azuis vão percorrendo todos os recantos
Nesse jardim de antigos luares…
- Querida, como é bom senti-la de novo!
Faz muito tempo, muito tempo ao luar solidão.

VI

Olhos azuis, o percurso é claro…
Foi traçado muito tempo atrás.
Homens e mulheres permanecem fechados
Nos seus casulos intransponíveis;
Eles envelhecem solitários,
E a cena da morte é inevitável.
Ainda assim, beijo o aroma
Daquela noite na mansão cadeia
Ao som desse amor antigo.
Os cordeiros repousam no cercado
Separados pela distância de um olhar…
Entre eles, um rio de lágrimas azuis.

VII

Olhos azuis, castanhos, verdes...
Eu sei lá!... adoro os olhos negros
Se eles são de crianças
Felizes no coração da mãe África.
Aqueles olhares famintos,
Que me provocam distúrbios,
Esses não, eu não gosto...
E me envergonho de olhar neles.
Mas a lua também nasce
Nesses lugares recônditos
Onde, sentados no sol,
Os amantes pegando fogo
Mergulham nas águas da vida selvagem.

Solrac Agib

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

SÁTIRA...

Catequê?
Sátira...

«CATEQUÊ?»

- Cateterismo?... Outro partido??...
Da esquerda ou da direita?
- Do lado esquerdo se ajeita,
Mas parece estar adoecido.
- Ó Diabo! Ainda mal nascido
E já padece desse mal?
- Falo do coração, Presidente…
Está a ficar doente.
- Chama-se a televisão…
Verás como o meu coração
Trabalha lindamente!!

POETA

SÁTIRA...

Quatro aos Cem
Sátira...

«QUATRO AOS CEM»

- Ouça cá… tem uma Geringoça
Que não provoque danos,
Com combustível pra quatro anos
E ao jeito dos amigos da onça?

- Aqui tem à escolha estas três.
A que leva mais gente,
Tem o bloco inteligente…
Avarias, só de quando em vez!

A outra, de espaço reduzido
Só anda em marcha-atrás…
P’ra frente, já não é capaz!!

E este modelo desenvolvido…
Em quatro anos tem crescido,
Mas depressa acaba o gás!!!

POETA

SÁTIRA...

A Roubalheira
Sátira...

«A ROUBALHEIRA»

- Viste o que ‘passou-se?’
Assaltaram a Catedral...
Isto não é normal,
Própria casa que ‘rouba-se’ (…?...)
- Falas mal… fosga-se!
Devias ter mais cuidado…
Se não tivesses espantado
As pobres toupeiras...
Não havia roubalheiras,
Tinhas o espólio guardado!!

ATEOP

OUTROS CONTOS

«Cobra Escada», por Solrac Agib.

«Cobra Escada»
Cobra Escada/ Foto Carlos Biga

1456- «COBRA ESCADA»

Eis a cobra escada
Também chamada rateira…
Uma boa companheira,
Alimenta-se de bicharada.
A sua picada
Não é corrosiva,
Deixem-na que viva
Livre no ecossistema…
Que ninguém tema
Esta cobra inofensiva.

Solrac Agib

OUTROS CONTOS

«Morte Anunciada», por Solrac Agib.

«Morte Anunciada»
Novo Pseudónimo

1455- «MORTE ANUNCIADA»

P’la meia-noite sucedeu
Quando se esfumou,
Manel da Trindade findou
Com enfarte que lhe deu.
A alma então cedeu
Lugar a Solrac Agib,
O inquilino não se inibe
E começa a reescrever…
A décima que estás a ler
É já ele quem exibe.

Solrac Agib

OUTROS CONTOS

«Olhos Azuis VII», por Carlos Biga.

Sobre os VII poemas com o título «Olhos Azuis»...

Olhos Azuis- A lua azul de 30 de Março 2018
Os Amantes- Quatro amigos que se estimam
Os Cordeiros- Os rebentos
O Jardim- Jardim das Meninas
O Amor- O luar
O Sétimo Céu- O Cosmos
Criança Princesa- Princesa Sissy
Poet'anarquista

«Olhos Azuis VII»
Carlos Biga

1454- «OLHOS AZUIS»

VII

Olhos azuis, castanhos, verdes...
Eu sei lá!... adoro os olhos negros
Se eles são de crianças
Felizes no coração da mãe África.
Aqueles olhares famintos,
Que me provocam distúrbios,
Esses não, eu não gosto...
E me envergonho de olhar neles.
Mas a lua também nasce
Nesses lugares recônditos
Onde, sentados no sol,
Os amantes pegando fogo
Mergulham nas águas da vida selvagem.

Carlos Biga

OUTROS CONTOS

«Olhos Azuis VI», por Carlos Biga.

«Olhos Azuis VI»
Carlos Biga

1453- «OLHOS AZUIS»

VI

Olhos azuis, o percurso é claro…
Foi traçado muito tempo atrás.
Homens e mulheres permanecem fechados
Nos seus casulos intransponíveis,
Eles envelhecem solitários
E a cena da morte é inevitável.
Ainda assim, beijo o aroma
Daquela noite na mansão cadeia
Ao som desse amor antigo.
Os cordeiros repousam no cercado
Separados pela distância de um olhar…
Entre eles, um rio de lágrimas azuis.


OUTROS CONTOS

«Olhos Azuis V», por Carlos Biga.

«Olhos Azuis V»
Carlos Biga

1452- «OLHOS AZUIS»

V

Lua brilhante de Outubro... grito dos amantes:
- Então querida, não sabe que o amor é verdadeiro?
No jardim dois corpos alados... inertes
Sombras prateadas no chão iluminam a noite
E, entrelaçadas permanecem em silêncio;
Os cordeiros inocentes repousam.
Muito longe, muito longe dos seus braços
Olhos azuis vão percorrendo todos os recantos
Nesse jardim de antigos luares…
- Querida, como é bom senti-la de novo!
Faz muito tempo, muito tempo ao luar solidão.


segunda-feira, 7 de outubro de 2019

SÁTIRA...

A Mansão do Playboy
Sátira...

«A MANSÃO DO PLAYBOY»

Nunca imaginaria!
(Sempre tive este sonho…)
Ajeitem-se com o Tonho,
Não rejeita a poligamia.
Vamos fazer uma orgia
Nesta bela mansão,
Dá pra todas a ração
Cá do monhé playboy…
Sou o maior cowboy
Promíscuo da Nação!

POETA

OUTROS CONTOS

«Olhos Azuis», por Carlos Biga.

«Olhos Azuis»
Carlos Biga

1451- «OLHOS AZUIS»

IV

Venha comigo Criança Princesa
Atravessar os céus da ante-manhã,
Segure minha mão humana….
Mostre seus sonhos escondidos
De choro por me ter deixado ir.
Venha até mim, livre de tristeza,
Através d’ um golpe de pura magia
Cantando na chuva quente de Março….
Criança de olhos azuis
Cristalinos, como as águas selvagens.


OUTROS CONTOS

«Olhos Azuis», por Carlos Biga.

«Olhos Azuis»
Carlos Biga

1450- «OLHOS AZUIS»

III

No olhar dos amantes
O azul do firmamento…
Amores perpétuos reflectem
Rios de crianças a desaguar.
Sorrindo para os deuses,
Elas são portadoras da glória
Em tempo de constante mudança.
Tocando o céu rasante,
Olhares inocentes jazem em silêncio.


OUTROS CONTOS

«Olhos Azuis», por Carlos Biga.

«Olhos Azuis»
Carlos Biga

1449- «OLHOS AZUIS»

II

O sétimo céu espera por você…
Não vê que estou me separando
Dos bens terrenos?
Longe daqui,
É bom puder sentir os seus braços
E esses olhos azuis protectores…
Sentados no sol, como anjos
Amantes pegando fogo!


OUTROS CONTOS

«Olhos Azuis», por Carlos Biga.

«Olhos Azuis»
Carlos Biga

1448- «OLHOS AZUIS»

I

Sentei-me a seu lado, de olhar protector…
- Querida amo esses seus olhos
Azuis, da cor do oceano.
A lua, imensidão ondulante
Espera por nós…
Querida, você não sente
Como o amor é tão verdadeiro!?...


OUTROS CONTOS

«Valha-me Deus!», por Manel da Trindade.

«Valha-me Deus!»
Sátira de Sexta à Noite

1447- «VALHA-ME DEUS!»

(Não invocar em vão o santo nome do Senhor)

- Comigo de viagem?
Ui!... Valha-me Deus!!
Eu digo-te já adeus,
Escolhe outra camaradagem.
- Fica então na paragem…
A casa depois regressa,
Era falsa a promessa
Que usou p’ra aliciar…
- Contigo há de viajar
Quem realmente mereça.

Já partiu o avião,
P’ra Índia segue destino…
Deixa em terra o menino
Essa mãe sem coração!
Acabou-se a ilusão
Nunca mais o engana,
Dele não viajar se ufana
Mas a sorte não é eterna…
Ao chegar parte a perna
Numa casca de banana!

A Índia espera por mim
Em boa companhia…
Mas alguém não queria
E disse, não vou assim!
Mas eu teimei que sim
E meti-me na bagagem,
Lá fui eu de viagem
Sem ela saber de nada…
Quando me viu, a danada
Prestou-me vassalagem!!

Com bloqueamento
Na cerimónia palaciana,
A beleza indiana
Desfez o casamento.
No preciso momento
Que devia dizer sim,
Meteu a cabeça no pudim
Com miúfa d’ assumir…
Da Índia zarpou a fugir,
Acabou-se o festim.

Já conheço a diferença
Das duas personalidades,
Uma é de formalidades
A outra, o que ela pensa.
A primeira fica suspensa
P’ra dar lugar à segunda,
Depois dá-se a barafunda
Quando volta à primeira…
Vive nessa tremedeira
A duplicidade moribunda.

Ebak