segunda-feira, 22 de novembro de 2010

ARTE CHINESA

Museu de Xangai: quadro pintado entre 1085 - 1145, mede mais de 5 metros.

                
A gravura acima é parte de um quadro chinês muito célebre. Os visitantes chegam a estar horas em fila, no museu de Xangai, para o admirar. 

Foi pintado cerca de 1085-1145, durante a dinastia "Canção do Norte". Foi repintado durante a dinastia Qing.

O quadro mede 5,28m de comprimento e 24,8cm de altura e é considerado como um dos grandes tesouros da China. A pintura foi exposta no museu de arte de Hong-Kong no ano passado.

Clique na gravura. Ao abrir a página do site é só deslocar o cursor de um lado para o outro do quadro para mover a tela. Irá também encontrar três quadrados, clique neles para uma visita virtual.
Fonte: Museu de Xangai

CAMINHADA CONTRA A POBREZA

Poet'anarquista associa-se a esta iniciativa no dia 27 de Novembro de 2010, pelo combate à pobreza e exclusão social, no ano europeu 2010, caminhando pelos que mais precisam.

A minha solidariedade a todos quantos sofrem desse flagelo que é a pobreza e exclusão social.
Poet'anarquista
Caminhada Solidária
Contra a Pobreza e Abandono

LITERATURA

Corria o ano de 1963, precisamente o dia 22 de Novembro, quando o grande escritor Aldous Huxley escreveu  num pedaço de papel, por já não conseguir falar, para que a sua companheira lhe injectasse 100 microgramas de LSD. Às 17.21 do mesmo dia falecia Aldous Huxley, ensaísta/ romancista. Poet'anarquista recorda o escritor de "Admirável Mundo Novo", que muito influenciou o percurso da sua adolescência.
Poet'anarquista
Aldous Huxley
Ensaísta/ Romancista
BIOGRAFIA

Aldous Leonard Huxley (Godalming, 26 de Julho de 1894 — Los Angeles, 22 de Novembro de 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley.
A sua família incluía os mais distintos membros da classe dominante inglesa; uma vasta elite intelectual. O seu avô era Thomas Henry Huxley, um grande biólogo defensor da teoria evolucionista de Charles Darwin, tendo desenvolvido o conceito agnóstico. A sua mãe era irmã da romancista Humphrey Ward; a sobrinha de Matthew Arnold, o poeta; e a neta de Thomas Arnold, um famoso educador e diretor da Rugby School que acabou tornando-se um personagem no romance "Tom Brown's Schooldays".
Estudou na aristocrática escola de Eton, que foi obrigado a abandonar aos dezesseis anos, devido a uma doença nos olhos que quase o cegou, impedindo-o de cursar medicina. Mais tarde recuperou visão suficiente para se formar com honra pela Universidade de Oxford, mas não suficiente para servir o exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial. Em Oxford, engajou-se com a literatura pela primeira vez, conhecendo Lytton Strachey e Bertrand Russell, e também se tornou um amigo íntimo de D. H. Lawrence.
Em 1921, lançou "Crome Yellow", o primeiro de uma série de romances e novelas que combinam diálogos emocionantes, e um aparente ceticismo, com profundas considerações morais.
Viveu a maior parte dos anos 20 na Itália fascista de Mussolini, que inspirou parte dos sistemas autoritários retratados em suas obras.
A obra-prima de Huxley, "Brave New World" (Admirável Mundo Novo), foi escrita durante quatro meses no ano de 1931. Os temas nela abordados remontam grande parte das suas preocupações ideológicas, como a liberdade individual em detrimento ao autoritarismo do Estado.
No ano de 1937 Aldous Huxley mudou-se para Los Angeles, e em 1938, no auge da sua carreira, chegou a Hollywood, como um dos mais bem remunerados roteiristas. Nessa fase, escreveu romances como "Também o cisne morre" (1939), "O Tempo pode parar" (1944), "O macaco e a essência" (1948).
O cinema para Huxley foi uma aventura tão fascinante quanto as suas descobertas e experiências com a mescalina, narradas em "As portas da percepção" (The Doors of Perception), de 1954, livro que influenciou em muito a cultura hippie que florescia, dando nome por exemplo à banda The Doors, pois tais relatos com a droga indígena se assemelham em muito com o LSD que estava em ascensão. Dois anos depois, viúvo, casou-se novamente e publicou "Entre o céu e o inferno".
Huxley viajou ainda pela América Central e em 1958 visitou o Brasil, tendo conhecido os índios do Xingu e as favelas do Rio de Janeiro.
Em 1959, foi agraciado pela Academia Americana de Artes e Letras com um prémio pelos seus romances. Esse prémio era concedido a cada cinco anos e havia sido entregue anteriormente a Ernest Hemingway, Thomas Mann e Theodore Dreiser.
Huxley permaneceu quase cego por toda a sua vida. A sua esposa, Maria Huxley, faleceu em 1955. Um ano mais tarde, Huxley casou-se com Laura Archera. Ele morreu em 22 de Novembro de 1963 na sua pequena casa de Los Angeles.
Huxley produziu um total de 47 livros ao longo de sua vida. O crítico britânico Anthony Burgess uma vez afirmou que Huxley fora o pioneiro do "romance cerebral". No entanto, outras correntes de críticos classificaram Huxley como um ensaísta, ao invés de romancista, pois as suas obras eram conduzidas e mais apoiadas sobre as suas ideias, do que o desenrolar de personagens ou contextos de histórias.
MORTE
No seu leito de morte, impossibilitado de falar, Huxley escreveu um pedido à sua mulher para 100 microgramas de LDS, aplicação intramuscular. Injectou-lhe uma dose às 11:45 da manhã e outra algumas horas depois. Morreu às 17:21 do dia 22 de novembro de 1963, aos 69 anos. As cinzas de Huxley foram enterrados no jazigo da família no cemitério de Watts, casa de Watts Mortuary Chapel em Compton, uma vila perto de Guildford, Surrey, England.
A cobertura dos mídia a respeito da sua morte foi ofuscada pelo assassinato de John F. Kennedy, no mesmo dia, assim como a morte do autor irlandês C. S. Lewis. Essa coincidência foi inspiração para Peter Kreeft e o seu livro Between Heaven and Hell: A Dialog Somewhere Beyond Death with John F. Kennedy, C. S. Lewis, & Aldous Huxley.
O filho único de Huxley, Matthew Huxley, é também um autor, e também um educador, antropologista, e proeminente epidemologista. Aldous Huxley sobrevive também na figura dos seus dois netos.
Fonte: Wikipédia

GREVE GERAL

DIA 24 DE NOVEMBRO, GREVE GERAL... A LUTA ESTÁ NA ORDEM DO DIA!

Cartoons




Zédalmeida


24 de Novembro - Greve Geral

Carvalho da Silva - CGTP-IN

domingo, 21 de novembro de 2010

QUADRAS versus CARTOON

Concessão Papal

Sua Santidade:

Nalguns casos até admito
O uso do preservativo...
Concedo no nome de Cristo,
Absolvição em exclusivo!

Jornalista:

E quais são Sua Santidade
As excepções anunciadas???...
Suponho que contra a mortandade
De milhões de vidas infectadas!

Sua Santidade:

No caso da prostituição
Permito o uso da camisinha…
Mas não vislumbro salvação
Pra tanta alma infectadinha!

POETA
Concessão Papal
HenriCartoon

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 21 de Novembro...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

COMPOSITORES

Franz Schubert, compositor austríaco, falecia a 19 de Novembro do ano de 1828. O extraordinário tenor italiano Luciano Pavarotti celebrou-o num concerto memorável, com a interpretação fantástica do tema de Shubert "Ave Maria". Ouçam...
Poet'anarquista
"AVE MARIA" DE SHUBERT
LUCIANO PAVAROTTI

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 19 de Novembro...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

FLAMENCO

Dançarinas de Flamenco
Teatro de Dança Flamenca Miguel Vargas
UNESCO

O Flamenco é Património Imaterial da Humanidade

por ALEXANDRE ELIAS

A Espanha conseguiu esta semana  a aprovação da candidatura do Flamenco
À segunda foi de vez, pelo menos no caso da candidatura do Flamenco a Património Cultural Imaterial da Humanidade. Após o fracasso da primeira candidatura do Flamenco a Património da UNESCO em 2005, o órgão cultural das Nações Unidas oficializou na terça-feira (dia 16) a entrada desse género musical no rol dos (agora) 178 itens da lista do Património Imaterial da Humanidade.
Numa reunião dos 24 membros do Comité Internacional para o Património, que decorreu em Nairobi, no Quénia, a UNESCO realçou a importância do Flamenco como símbolo importante da tradição oral, a sua representatividade social e o apoio institucional de que goza o Flamenco como motivos para a aprovação da candidatura, levada a cabo pelo Ministério da Cultura espanhol e pelas Juntas de Andaluzia, Extremadura e Murcia.
É a preservação dessas vertentes, a cultural e a artística, que a Espanha terá de efectuar, com a classificação do Flamenco como Património da Humanidade.
Fonte: DN ARTES
                                                                                                                                                                                 PERCUSSION FLAMENCA
                                                                        PACO DE LUCIA

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 18 de Novembro...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ESCULTURA CONTEMPORÂNEA

Na escultura contemporânea ou escultura do século XX podemos assinalar duas grandes tendências:
1. A conservadora, que defende a integridade do mundo visível, dentro de uma atitude humanística.
2. A inovadora, entregada febrilmente à abertura de novos horizontes.
Nesta última tendência, por sua vez, podem reconhecer-se duas direcções:
1. A do expressionismo, que centrado o problema no conteúdo espiritual do homem, o exaspera, desinteressando-se das consequências formais.
2. A do abstraccionismo, que pelo contrário, se desentende de todo problema espiritual e joga unicamente com o mundo das formas. Na abstracção o cubismo manterá uma organização plástica geométrica referida ao homem e ao mundo. A escultura orgânica constitui outra variante da abstracção não figurativa, que tem criado um mundo totalmente desumanizado no conteúdo e na forma, mas que tem explorado beneficiosamente territórios paralelos aos da ciência moderna.
Fonte: Wiki Lingue

Cabeça de Cavalo
Escultura (Ferro)

O Sonhador
Artesão Mexicano (Arcillas Esmalte)

Entranhados
Cláudia Souto (Bronze)

Kate Moss 
Marc Quinn (Ouro)

Paixão Africana
Selenis (Pedra)

Expressões 
Escultura Argentina (Madeira)

Natureza e Cultura
Javier Dobao (Granito)

Mural I
Celso Cunha (Madeira)

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 17 de Novembro...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

POESIA - MATIAS JOSÉ

Mar de Odeceixe - Janela Aberta para o Mar
Foto: Carlos Camões Galhardas

JANELA ABERTA PARA O MAR

Entrei… mas não sorriste,
Da tua janela para o mar...
Sorrindo ao som das gaivotas
Que não paravam de voar!
Porque estavas triste?...
Já de mim não gostas??
Por fim esse olhar
Tão terno quando me viste!!
Afinal sempre te importas...
O que estavas a pensar???
Finalmente a alma abriste!!!

Matias José
  

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 15 de Novembro...

domingo, 14 de novembro de 2010

PINTURA

Outro aniversariante hoje no Poet'anarquista, Claude Monet, um dos mais célebres pintores da época impressionista. O termo impressionismo aparece quando, Claude Monet,  produz uma das obras mais notáveis  "Impressão, nascer do sol", e o pintor e escritor Louis Leroy faz a seguinte crítica ao quadro: "Impressão, nascer do sol - eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um pastel de parede é mais elaborado que esta cena marinha.".
Poet'anarquista
Claude Monet
Pintor Francês Impressionista
BIOGRAFIA

Oscar-Claude Monet (Paris, 14 de novembro de 1840 — Giverny, 5 de dezembro de 1926 foi um pintor francês e o mais célebre entre os pintores impressionistas.

Primeiros anos
Seu pai, Claude-Auguste, tinha uma mercearia modesta. Aos cinco anos, a sua família mudou-se para Havre, na Normandia. Seu pai desejava que Claude continuasse no comércio da família, mas ele desejava pintar. Foi a sua tia Marie-Jeanne Lecadre que o apoiou a seguir a carreira artística, pois ela fora também pintora.
Em 1851, Monet entrou para a escola secundária de artes e acabou tornando-se conhecido na cidade pelas caricaturas que fazia. Nas praias da Normandia, Monet conheceu, por volta de 1856, Eugène Boudin, um artista que trabalhava extensivamente com pintura ao ar livre nessas mesmas praias, e que lhe ensinou algumas técnicas ao ar livre.
Em 28 de janeiro de 1857, sua mãe morreu e, aos dezesseis anos, Monet abandonou a escola e foi morar com sua tia Marie-Jeanne Lecadre.
Em 1859, Monet foi para Paris estudar pintura, e foi aí que conheceu a sua primeira mulher, Camille. Monet retratou-a muitas vezes, em quadros onde ela aparecia mais do que uma vez na mesma pintura.
Estudos de Arte
Em 1859, Monet mudou-se para Paris. Frequentava muito o museu do Louvre onde copiava os grandes mestres.
Em 1861, ele foi obrigado a servir no Exército, na Argélia. Sua tia Lecadre concordou em conseguir sua dispensa do serviço caso Monet se comprometesse a cursar Artes na universidade. Deixou o exército, mas não lhe agradou o tradicionalismo da pintura académica.
Decepcionado com o ensino da pintura académica na Universidade, em 1862 foi estudar artes com Charles Gleyer em Paris, onde conheceu Pierre-Auguste Renoir, Frédéric Bazille e Alfred Sisley. Juntos desenvolveram a técnica de pintar o efeito das luzes com rápidas pinceladas, o que mais tarde seria conhecido como impressionismo.
Mulheres no Jardim
Claude Monet
Carreira Artística
Dois anos após conhecer Bazille, foram morar juntos em Honfleur. Em 1865, ajudado por seu pai, Monet e Bazille alugaram um pequeno estúdio em Paris. No mesmo ano, Monet entraria para o Salão oficial de Paris com duas telas: "Estuário do Sena" e "Ponte sobre Hève na Vazante".
No ano seguinte, Monet novamente expôs duas telas no salão de Paris: "Camille" ou "O vestido verde" e "A floresta em Fontainebleu". A tela "O vestido verde" recebeu grandes elogios por parte dos críticos e ganhou um prémio no salão de Paris. Em "Camille", Monet retratou Camille Doncieux, que se tornaria sua futura mulher. No ano de 1867, Monet tentou inscrever a obra "Mulheres no Jardim" no Salão, que não a aceitou. A tela era tão grande que ele construiu uma vala para poder enterrar a parte inferior e atingir a parte superior da tela ao pintar. No mesmo ano, Monet e Camille teriam seu primeiro filho, Jean.
Em 1868, Monet entrou em dificuldades financeiras, teve um quadro inscrito no Salão de Paris, "Navio deixando o cais de Le Havre", que recebeu uma crítica negativa. Recebeu, no mesmo ano, medalha de prata na Exposição Marítima Internacional de Le Havre pela tela "O molhe de Le Havre".
Em 1870, Camille e Monet casaram-se três anos após o nascimento do primeiro filho do casal. No mesmo ano, com o início da guerra franco-prussiana, Monet e sua família refugiam-se em Londres. De volta à França e com o pai já morto, viver em Le Havre não o atraía mais, por isso Monet mudou-se para Argenteuil, onde passou a receber os seus amigos impressionistas (Manet, Renoir, Sisley e outros). Na cidade, o rio Sena e as belas paisagens serviram de inspiração para numerosos quadros de Monet, e os seus amigos que puderam pintar ao ar livre.
Casa de Monet em Argenteuil
Claude Monet

Em 1872 Monet pintou "Impressão, nascer do sol" (Impression: Soleil Levant (actualmente no Museu Marmottan de Paris), uma paisagem do Havre, exibida na primeira exposição impressionista de 1874. O quadro deu origem ao nome usado para definir o movimento impressionista.

Impressão, Nascer do Sol
Claude Monet

Em 1878, Monet mudou-se para Paris com a família devido a crise financeira. No mesmo ano, nasceria o seu segundo filho, Michel. Em férias com o casal Hoschédé, Monet acabou apaixonando-se pela mulher do Sr. Hoschédé, Alice. Um ano depois, Camille Doncieux morreu de câncer, aos trinta e dois anos de idade.
Em 1883, Monet mudou-se para Giverny, na Normandia. Monet trocava correspondência com Alice até à morte de seu marido em 1891. No ano seguinte Claude Monet e Alice Hoschédé casaram-se.
Na década após o seu casamento, Monet pintou uma série de imagens da Catedral de Rouen em vários horários e pontos de vista diferentes. Vinte pinturas da catedral foram exibidas na galeria Durand-Ruel em 1895. Ele também fez uma série de pinturas de pilhas de feno.
Em 1899, Monet pintou em Giverny a famosas série de quadros chamadas "Nenúfares". Na sua propriedade em Giverny, Monet tinha um lago e uma pequena ponte japonesa que inspirou a série de nenúfares. Estas obras quando foram expostas fizeram grande sucesso. Era o reconhecimento tardio de um génio da pintura.
Monet ao pintar Nenúfares baseou-se no lago e na ponte japonesa da sua própria casa, no outono, porque era nessa época do ano em que as flores caíam sobre o lago, criando uma linda visão na qual Monet resolveu pintar. A técnica de Monet para pintar quadros era bastante peculiar para as pessoas e outros artistas que o viam pintando, mas a técnica de Monet desenvolvida na época foi considerada mais tarde como umas das mais belas do mundo, que é o impressionismo, e que aparenta ser de perto apenas borrões, mas ao distanciar a visão, o quadro toma forma nitidamente.
Catedral em Rouen
Claude Monet
Morte
Monet teve uma catarata no fim da sua vida. A doença surgiu por causa das muitas horas com os olhos expostos ao sol, pois gostava de pintar ao ar livre, em diferentes horários do dia e em várias épocas do ano, o que foi outra característica do Impressionismo. Durante a sua doença Monet não parou de pintar, - usou nessa época da sua vida cores mais fortes, como o vermelho-carne e vermelho goiaba, cor tijolo, entre outros vermelhos e cores mais fortes.
Em 1911, com o falecimento de Alice e o seu problema de visão, Monet perdeu um pouco a vontade de viver e pintar. A sua vontade só seria animada com a amizade de Georges Clémenceau, que lhe escrevia cartas de apoio.
Nenúfares
Claude Monet

Monet morreu em 1926 e está enterrado no Cemitério da Igreja de Giverny, Eure, na Haute-Normandia.
Fonte: Wikipédia
PINTURAS DE CLAUDE MONET

LITERATURA

Júlio Dinis, pseudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, comemoraria hoje, dia 14 de Novembro de 2010, mais uma data do seu aniversário. Poet'anarquista recorda aquele que foi um grande médico e escritor português do séc. XIX.
Poet'anarquista
Júlio Dinis
Escritor

BIOGRAFIA

Joaquim Guilherme Gomes Coelho (Porto, 14 de Novembro de 1839 – Porto, 12 de Setembro de 1871) foi um médico e escritor português.

Joaquim Guilherme Gomes Coelho, que no período mais brilhante da sua carreira literária usou o pseudónimo de Júlio Dinis, nasceu no Porto, na antiga Rua do Reguinho, a 14 de Novembro de 1839, e faleceu na mesma cidade, na Rua Costa Cabral, numa casa que já não existe, a 12 de Setembro de 1871.
Júlio Dinis era filho de José Joaquim Gomes Coelho, cirurgião, natural de Ovar, e de Ana Constança Potter Pereira Gomes Coelho, de ascendência anglo-irlandesa, e vitimada pela tuberculose quando Júlio Dinis contava apenas seis anos de idade. Frequentou a escola primária em Miragaia. Aos catorze anos de idade (1853), concluiu o curso preparatório do liceu. Matriculou-se na Escola Politécnica, tendo, em seguida, transitado para a Escola Médico-Cirúrgica do Porto, cujo curso completou a 27 de Julho de 1861, com alta classificação. Mais tarde (1867), foi incluído como demonstrador e lente substituto no corpo docente desta mesma Escola.
Já então sofria da doença da tuberculose pelo que, esperançado em encontrar cura no ambiente mais salutar da província, se transferiu temporariamente para Ovar, para casa de uma sua tia, Rosa Zagalo Gomes Coelho, que vivia no Largo dos Campos. E foi ainda esperançado numa cura de ares, que esteve duas vezes na ilha da Madeira, além de outras peregrinações que terá feito através do país. Simplesmente, o mal de Júlio Dinis não tinha cura. E com trinta e dois anos apenas, morria aquele que foi o mais «suave e terno romancista português, cronista de afectos puros, paixões simples, prosa limpa». De resto, essa terrível doença, que já havia vitimado a mãe, em 1845, foi a causa da morte de todos os seus oito irmãos.
O romance «As Pupilas do Senhor Reitor» foi publicado em 1869, tendo sido representado e cinematizado. Um ano antes, tinha sido dado a público «Uma Família Inglesa» e, em 1870, veio a público «Serões da Província».
No ano do seu falecimento, 1871, publicou-se o romance «Os Fidalgos da Casa Mourisca». Só depois da sua morte se publicaram «Inéditos» e «Esparsos», em dois volumes, assim como as suas «Poesias», dadas à estampa entre 1873 e 1874. Encontra-se sepultado num jazigo de família com o n.º 58, no cemitério privado da Ordem Terceira de S. Francisco, em Agramonte.
Foi o criador do romance campesino e as suas personagens, tiradas, na sua maioria, de pessoas com quem viveu ou contactou na vida real, estão imbuídas de tanta naturalidade que muitas delas nos são ainda hoje familiares. É o caso da tia Doroteia, de «A Morgadinha dos Canaviais», inspirada por sua tia, em casa de quem viveu, quando se refugiou em Ovar, ou de Jenny, para a qual recebeu inspiração da sua prima e madrinha, Rita de Cássia Pinto Coelho.
Júlio Dinis viu sempre o mundo pelo prisma da fraternidade, do optimismo, dos sentimentos sadios do amor e da esperança. Quanto à forma, é considerado um escritor de transição entre o romantismo e o realismo.
Além deste pseudónimo, Júlio Dinis usou também o de Diana de Aveleda, com que assinou pequenas narrativas ingénuas como «Os Novelos da Tia Filomena» e o «Espólio do Senhor Cipriano», publicados em 1862 e 1863, respectivamente. Foi com este pseudónimo que se iniciou nas andanças das letras, tendo, com ele, assinado também pequenas crónicas no Diário do Porto.
A casa onde Júlio Dinis nasceu, foi demolida com a abertura da Rua Nova da Alfândega, e aquela onde morreu, deu lugar à construção de uma casa de espectáculos cinematográficos.
Fonte : Wikipédia

(As Pupilas do Sr. Reitor)

MOMENTO DECISIVO

O Sol descia ao poente,
E florente estava o prado;
Ouviam-se auras suaves
E das aves o trinado.


Tu sentada ao pé da fonte
O horizonte contemplavas
Vias o Sol declinando
E, corando, suspiravas.


E depois... seria acaso?
Do ocaso a vista ergueste,
E, ao olhar-me, mais coraste,
Suspiraste e emudeceste.


Foi bem rápido o momento
Dum alento repentino;
Porém nesse olhar de fogo
Eu li logo o meu destino.


Nesse olhar, no rubor vivo,
No furtivo respirar...
Diz, tu mesma nessas letras
Não soletras já: amar?

Júlio Dinis 



Nota do Autor - Não é muito fácil esta espécie de leitura, o sentido das letras é diferente, conforme os desejos de quem as pretende decifrar, e daí mil decepções e amargos desenganos. Eu não sei se li bem ou mal; mas é certo que depois disso, o livro parece fechado... nao descubro caracteres novos.

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 14 de Novembro...

POESIA

Interpretação dos Sonhos
O Sub-consciente

ESGOTADO

Deito-me  esgotado  sobre este  mundo  cruel?...           
Cansado  demais  para  continuar;  
Faltam-me  forças!...
E  já  não  tenho  mais  tempo  neste  tempo  perdido.
Sonhos  queria  tê-los  se  fossem  só  sonhos...
Sonhos  é  não  querer  esquecer!! 


Matias José
                          

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

CARTOON versus QUADRA

A Forca
HenriCartoon

A FORCA

O abutre espera o momento
Pra pôr fim a este "Prantos"...
E enforcar um orçamento,
Que se chama Teixeira Santos!

POETA

HISTÓRIAS DESTE DIA

Peço desculpa aos leitores, mas não me foi possível, por não ter acesso, blogar o vídeo do dia 11 de Novembro sobre as "HISTÓRIAS DESTE DIA".
Poet'anarquista
Aconteceu a 12 de Novembro...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SURREALISMO - VLADIMIR KUSH

Vladimir Kush
Above the Sea Level

Vladimir Kush
Divine Geometry

Vladimir Kush
Fish in the City

Vladimir Kush
 Journey Along the Edge of the Earth

Vladimir Kush
Maui- God of Sun

Vladimir Kush
Moonlight Sonata

BIOGRAFIA

Bem vindo ao mundo de Vladimir Kush, onde mito, metáfora e poesia se combinam em novas formas. Através da justaposição de objetos previamente independentes e a exploração de diferentes pontos de vista, a obra do artista faz referência a profundos significados e metáforas, mantendo ainda a sua abordagem realista de representação, um estilo que ele chama de realismo metafórico.
Vladimir Kush nasceu e cresceu em Moscovo, Rússia. Seu pai Oleg, um matemático com tendências artísticas, incentivou o talento natural do seu filho numa idade adiantada. Ele também fez o seu melhor para fornecer ao seu filho livros de viagens românticas de autores como Jules Verne, Jack London e Herman Melville, na esperança de que a sua mente iria vagar fora do mundo cinzento que englobava. Na idade de sete anos, Vladimir começou o treino formal que o levou para o Instituto de Arte de Moscou, onde promoveu o seu domínio da cor, composição, óleos e técnicas de arte de todos os tipos. A escola entendeu o que poderia ser chamado de método de Cézanne, e apesar de Vladimir rapidamente o dominar, deixou-o para trás, porque estava perdido em forma de cor e emoção, tomando conta quando  sentiu que o intelecto deve justamente vagar.
Depois de uma passagem obrigatória no exército russo, onde a maioria do tempo se manteve ocupado na pintura de grandes murais e retratos de generais, descobriu que podia ganhar mais dinheiro (e tem bastante tempo livre para explorar o seu estilo recém-formado)  pintando retratos nas ruas. Foi lá que fez ligações com funcionários da embaixada norte-americana, que o ajudaram na sua transição para os EUA, após o seu primeiro show de sucesso na Alemanha, em 1989, veio para Los Angeles.
Vladimir ainda visita Moscovo, onde muitas vezes os Invernos são frios e escuros, mas a influência decisiva do céu havaiano é evidente em muitas das suas pinturas. Resume assim: "Devido às restrições políticas e geográficas, fui obrigado a viajar com a minha mente como uma criança, e é esta a maior parte de tudo o que moldou a minha percepção artística".
Kush desenvolveu o seu próprio credo artístico, que prova o seu Realismo metafórico e que, acima de tudo, exige o seguinte:
  • Semelhança, que é a evidência de alta habilidade profissional que faz o espectador acreditar no mundo imaginado pelo artista, como o realismo na ficção e cinema.
  • Prevenção de formas de vida reais, apresentando o objeto estético, em vez de temas emocionais.
  • O uso da ironia profunda para chegar a fruição estética real, e como um martelo para quebrar velhos mitos cujos pedaços serão então re-montados em formas novas, um processo conhecido como re-mitologização.
Explica ainda: "Eu quero tocar na minha audiência, num nível muito mais profundo emocional ou intelectual do que seria possível a pintura de uma paisagem bonita ou ainda, vida, onde os espectadores são tentados a colocar-se na paisagem, ou consumir o prato de frutos do objectivo de realismo, é também a sua limitação. Tento oferecer camadas de significado para os espectadores, para explorar e emocionalmente responderem às descobertas que eles encontram na minha arte. "
O artista chega ao domínio do incompreensível, onde o seu conhecimento não será suficiente. Substitui realidades inacessíveis com imagens metafísicas, lança um véu, escondendo a sua essência. Caso contrário, a ciência iria intervir, desintegrando a imagem e a sua beleza em componentes ... então o que iria acontecer com o famoso sorriso da Mona Lisa?
Fonte: ecgallery
SURREALISMOVladimir Kush