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Segunda-feira, 19 de Março de 2012

PINTURA - MANUEL RIBEIRO DE PAVIA

O pintor e ilustrador do neo-realismo português Manuel Ribeiro de Pavia, nasceu em Pavia, concelho de Mora, distrito de Évora, a 19 de Março de 1910. Ficou essencialmente conhecido como um extraordinário ilustrador, com grande influência nas modernas artes gráficas portuguesas, quer através de capas de livros e revistas, assim como de ilustrações para obras de escritores seus contemporâneos. Manuel de Pavia faleceu em Lisboa, a 19 de Março de 1957.
Poet'anarquista
Manuel Ribeiro de Pavia
Pintor e Ilustrador Português
BIOGRAFIA

Manuel Ribeiro de Pavia (n.1910 - m.1957), desenhador, ilustrador, aguarelista, foi um dos maiores valores do neo-realismo português, no campo das artes plásticas.

Nasceu em Pavia, em 1910, e em 1929 veio para Lisboa, onde se dedicou ao desenho e à ilustração. Ilustrou principalmente livros de escritores neo-realistas, nomeadamente Alves Redol. «As exigências gráficas das capas levaram-no a encontrar soluções formais decorativistas». (Manuel Alves de Almeida, 1990).

Participou em quase todas as Exposições Gerais de Artes Plásticas, tendo visto várias das suas obras apreendidas na segunda destas exposições, em 1947.

A temática mais recorrente nos seus trabalhos (desenhos e aguarelas) é o Alentejo e os seus camponeses, oscilando a expressão entre o lirismo, principalmente na representação da mulher, e a agressividade da denúncia social.

«Nunca tendo podido realizar sonhos de pintor mural, dentro dos esquemas estéticos do neo-realismo, em que ideologicamente se enquadrava, Pavia deixou larga obra dispersa de guaches a desenhos». (José Augusto França, 1973).

Em 1950 publicou um álbum de desenhos a que chamou «Líricas».

Morreu em Lisboa em 1957.

O conjunto da sua obra foi exposto no ano seguinte pela Sociedade Nacional de Belas Artes.

No centro da povoação, junto à Anta e muito próximo do local onde nasceu, encontra-se a Casa Museu Manuel Ribeiro de Pavia, dedicada à obra do artista. Trata-se de um pequeno espaço, fundado e inaugurada em 1984, onde se podem admirar, para além de algumas peças de artesanato local, cerca de uma vintena de pinturas e desenhos originais, algumas reproduções e bastantes livros ilustrados por este insigne alentejano. 

Participa nas Exposições Gerais de Artes Plásticas, na Exposição dos Modernos Gravadores Portugueses (Galeria de Artes e Letras, 1995) e na Exposição Gravura Portuguesa (Pórtico, 1956).

Em 1950, a Editorial Inquérito publica um Álbum com 15 desenhos, «Líricas», com um texto de José Gomes Ferreira.

Em 1952, dá uma entrevista ao jornal Ler. Em Maio de 1957, após a sua morte, a revista Vértice, publica um número especial com depoimentos de intelectuais que é um vivo testemunho da sua actividade na vida artística portuguesa.

Em 1958, um grupo de amigos do artista realiza na SNBA, a primeira exposição e única retrospectiva da sua obra.

Em 1976, na FIL, é realizado no Mercado Popular do Livro e do Disco, em Abril, uma exposição documental sobre a sua obra, que posteriormente foi itinerante em várias cidades do país.

A obra singular deste artista, encontrou um espaço próprio, que o apoio dos seus muitos amigos, a compreensão do Alentejo - quadro inteiro do seu trabalho - garantem: a Casa Museu Manuel Ribeiro de Pavia.
Fonte: cm-mora.pt/conteúdos
«Servos da Gleba»
Manuel de Pavia

«Servos da Gleba»
Manuel de Pavia 

«Servos da Gleba»
Manuel de Pavia 

«Servos da Gleba»
Manuel de Pavia 

«Servos da Gleba»
Manuel de Pavia 

«Servos da Gleba»
Manuel de Pavia 

«Servos da Gleba»
Manuel de Pavia 

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

PACO IBAÑEZ - «La Poesia Es Un Arma Cargada De Futuro»

Poet'anarquista


A POESIA É UMA ARMA CARREGADA DE FUTURO

Quando nada se espera pessoalmente exaltando
Mais batidas e continua neste lado da consciência,
Ferozmente existente, cegamente, dizendo:
Como um pulso que bate a escuridão,
Batendo a escuridão.

Quando visto de frente
Olhos brilhantes a morte rápida
Verdades são contadas;
O bárbaro, crueldade terrível amoroso,
Amar crueldade.

Poesia para os pobres, a poesia necessária
Como pão de cada dia,
Como o ar que exigimos treze vezes por minuto
Ser e ambos são, a um auto-glorificação,
Dar uma auto-glorificação.

Porque vivemos para a morte, porque só se deixarmos
Dizer que somos quem somos,
Nossas músicas não são sem pecado um ornamento,
Estamos tocando o fundo,
Estamos tocar no fundo.

Eu amaldiçoo a poesia concebida como um luxo
Neutros cultural
Que lavar as mãos, afastam-se e evitá-los.
Eu amaldiçoo poesia que não tenha tomado partido,
Festa até coloração.

Eu faço minhas próprias falhas.
Eu sinto no meu aqueles que sofrem respiração e canto.
Cantar e cantar e cantar além das minhas tristezas
Dos meus problemas pessoais,
Eu ampliei, eu ampliei.

Eu quero suas vidas, actos provocam novas
E eu acho que sim, com a arte que eu posso.
Eu sou um engenheiro e um trabalhador do verso
Trabalhar com outros para Espanha,
Espanha para as suas espadas.

Existe uma poesia pensamento gota a gota,
É um produto bonito.
Nem uma fruta perfeita
É mais necessária: ela não tem nome.
Eles estão gritando no céu e na terra são actos.

Porque vivemos para a morte,
Porque só se nós deixarmos dizer que somos quem somos,
Nossas músicas não são sem pecado ornamento
Estamos tocando o fundo,
Estamos tocando o fundo.

Paco Ibañez

Domingo, 18 de Março de 2012

REFLEXÃO MuDA

«Silêncio»
Reflexão MuDA

«(...) a democracia está muito exposta a oportunistas, a vendedores de banha da cobra, a pessoas determinadas e bem-falantes mas sem grandes princípios. Que continuam a ser choradas, mesmo depois de estar à vista de todos a sua natureza.»

José António Saraiva, «Política a Sério», Semanário «Sol», 16 de Março de 2012
Fonte: MUDA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

BLITZ - «Cruel, Cruel Esquizofrenético Blues»

Poet'anarquista


CRUEL, CRUEL ESQUIZOFRENÉTICO BLUES

Oh esse é um papo meu
Esse é um papo meu com uma mina da mesma idade que eu
Só que ela envelheceu

Um dia eu perguntei pra ela: ô, mina, você ainda tem um brilho
(brilho...)
Eu disse um brilho nos olhos
Você ainda tá ligada,
Ligada nos dias de ontem,
Quando tudo era divino, divino maravilhoso

Agora conte me sobre o seu esposo
Sentado numa sala atapetada,
Com ar condicionado em frente à televisão
Que sua mãe coitada, ainda paga a prestação
Ela lhe deu quando você se formou
Ela lhe deu quando você se casou
Ela lhe deu quando você engravidou
(E agora é mãe...)

Mãe de um loiro lindo casal levadíssimo.
Mas você não sabe e também não entende
Que esse vazio idiota que te consome
E some com a tua paz

Que se foi como aquela empregada radical
Que você mandou embora numa cena feia
Depois da ceia na noite de Natal
Só porque ela pegou no peru do seu marido, (peru de Natal...)
Você ficou com o coração ferido,
Sacou o lance num relance
Quando passou pela cozinha

Não, não vá dizer que a culpa é minha
Meu Deus como você foi
Ah meu Deus como você foi
Eu disse meu Deus como você foi

(Cruel cruel), esquizofrenético blues,
(Cruel cruel), esquizofrenético blues,

(Não, não vá...). Não, não vá botar a culpa no destino,
Por ter casado com um cretino industrial
Apenas para dar uma satisfação, à sociedade
Pois na verdade eras parada, num surfista boçal
Não agora não dá mais, ah a puta que o pariu

Meu Deus como você foi,
Eu disse meu Deus como você foi,
Cruel cruel, cruel cruel, cruel cruel, cruel cruel, cruel cruel
(Tirururu...., Tirururu...., )

Blitz

Sábado, 17 de Março de 2012

CARTOON versus QUADRA

O Fim da Seca
HenriCartoon

«O FIM DA SECA»

Água p’ra molhar esta crise enxuta…
Venha chuva, já que não há trabalho,
 Mas sem exagerar muito (@&alho…
Não precisa chover assim à bruta!

POETA

EXPOSIÇÃO NO FÓRUM CULTURAL

Rota do Contrabando
Exposição Fórum Cultural de Alandroal

Câmara Municipal de Alandroal
Vila d'Landroal

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(Escolha musical da blogosfera)

NANA MOUSKOURI - «De Colores»

Poet'anarquista


DAS CORES

Cor,
Cor do vestido dos campos
Na primavera,

Das cores,
Cores dos passarinhos
Estão vindo de fora,

Das cores,
As cores do arco-íris
É que vemos brilhando,

E assim os grandes amores
De muitas cores agradam-me,

E assim os grandes amores
De muitas cores agradam-me,

E assim os grandes amores
De muitas cores por favor.

O galo canta,
Canta o galo com o
Quiri, quiri, quiri, quiri, qui

O frango,
O frango com a
Cara, rosto, rosto rosto rosto,

Pintos,
Pintos com
Pio, pio, pio, pio, pi

E assim os grandes amores
De muitas cores agradam-me,

E assim os grandes amores
De muitas cores agradam-me,

E assim os grandes amores
De muitas cores por favor.

Nana Mouskouri

Sexta-feira, 16 de Março de 2012

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(A pedido de uma cozinheira da blogosfera)

THE ROLLING STONES - «Cook Cook Blues»

Poet'anarquista


BLUES COZINHAR, COZINHAR

Cozinhar, cozinhar, cozinhar toda a manhã
Cozinhar, cozinhar, cozinhar durante toda a noite
Trabalhar, trabalhar, trabalhar de tarde garoto
E dançar, e tudo vai funcionar bem
Trabalhe em mim, querida chegue mais perto
Você cozinha, cozinha, cozinha a noite toda.

Mal, mal, mal amante querida
E eu deito meu amor, tudo bem
E eu não tinha derramado o torrão
E eu não preciso imaginar
E eu vou desistir, tudo bem.

Amar, amar, amar e cozinhar, cozinhar para nós a noite toda.

Cozinhar, cozinhar, cozinhar até de manhã
Cozinhar, cozinhar, cozinhar até de noite
Trabalhar, trabalhar, trabalhar na cozinha
E vai fazer tudo dar certo
Bem eu não quero viver como um homem pobre
E trabalhar, trabalhar, trabalhar toda a noite.

Oh, não, oh não, não, não
Trabalhar, trabalhar, trabalhar toda a manhã
E a mesma coisa toda a noite
Eu apenas espero pela manhã
Quando eu estou cozido, cozido toda noite.

The Rolling Stones

POETAS DO CONCELHO D' ALANDROAL

XVII DÉCIMAS

Décimas pelo poeta Moisés José Ramalho, nascido a 6 de Outubro de 1934 na aldeia de Hortinhas, freguesia de São Pedro de Terena do concelho de Alandroal. Foi profissionalmente cabouqueiro de mármores e começou a escrever poesia ainda muito jovem. As décimas de sua autoria que hoje se publicam são dedicadas a um outro grande poeta do concelho de Alandroal, Anastácio Pires.
Poet'anarquista
Moisés José Ramalho
Poeta Popular

MOTE

És poeta sem fronteira
Amigo Anastácio Pires
Vás à festa e vás à feira
P'ra dizeres e p'ra ouvires.

Glosas

Recordar o teu passado
Toca-me no coração
No tempo da escravidão
Foste bem martirizado.
Preparavas o arado
P'ra fazeres a sementeira
Até o pão ir p'rá eira
Havia alqueive* e atalho,
Hoje fazes um trabalho
És poeta sem fronteira.

Pegavas num enxadão
Muitas das vezes sozinho
Com dois dedos de toicinho
E uma fatia de pão.
Fazer a desmoitação**
P'rá tua missão cumprires
P'ra não dizeres nem ouvires
P'ra seres mais explorado,
Hoje és poeta amado
Amigo Anastácio Pires.

Eram quatro da manhã
Tinhas tudo preparado
P'ra ires p'ró pé do arado
Ainda se não via bem.
Esse tempo já não vem
Acabou a parvoeira
Debulhar sem ter eira
Ser-se mal alimentado,
Hoje vás p'ra todo o lado
Vás à festa e vás à feira.

Foste bom p'ra tanta gente
Merecias ser bem tratado
Emprestaste o passado
Estás emprestando o presente.
Coitado do inocente
Se esse tempo torna a vir
Muitos têm que fugir
Do nosso país p'ra fora,
E tens a liberdade agora
P'ra dizeres e p'ra ouvires.

Moisés Ramalho
  
  * Terra lavrada que fica em pousio.
** Arrancar mato, ervas e arbustos das moitas.

Quinta-feira, 15 de Março de 2012

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

JANIS JOPLIN - «Kozmic Blues»

Poet'anarquista


BLUES CÓSMICO

Tempo continua passando
Amigos, eles vão embora.
Eu continuo indo...
Mas eu nunca descobri porquê
Eu continuo pressionando tanto o sonho
Eu continuo tentando fazer do jeito certo
Através de outro dia solitário, whoa

O amanhecer chegou até que
Vinte e cinco anos, em apenas uma noite, docinho
Bem, eu tenho vinte e cinco anos agora
Então eu sei que não podemos estar certos
E eu não sou melhor, baby,
E eu não posso mais te ajudar
Como eu fiz quando era uma garota.

Ah, mas não faz diferença nenhuma, baby, não, não,
E eu sei que nós sempre podemos tentar
Isso não faz diferença, baby,
Eu aguento melhor isso
Eu preciso mais disso, yeah,
É melhor eu usá-lo até o dia em que eu morrer, whoa.

Não espere nenhuma resposta querido,
Pois eu sei que elas não vêem com a idade, não, não.
Bem, não vou nunca amar você mais, baby.
E eu nunca iria amá-lo direito,
Então é melhor você aceitar agora, já.

Oh! Mas não faz diferença nenhuma, baby, hey,
E eu sei que eu sempre poderia tentar.
Tem um fogo dentro de todos
É melhor você precisar dele, agora
Eu tenho que segurá-lo, yeah,
É melhor eu usá-lo até o dia em que eu morrer.

Não faz diferença nenhuma baby, não, não, não,
E nunca fará, hey,
Eu quero falar um pouquinho de amor
Eu tenho que segurá-lo, baby,
Eu vou precisar dele agora,
Eu irei usá-lo, diga, aaaah,

Não faz diferença nenhuma docinho, Eu odeio ser «a escolhida»
Eu digo você terá que viver sua vida
E você terá que amar sua vida
Ou baby, algum dia você terá que chorar
Sim de facto, sim de facto, sim de facto,
Ah, baby, sim de facto.

Eu te disse, você sempre irá me machucar,
Eu disse que você sempre me deixará pra baixo
Eu disse em todo lugar, todo dia, todo dia
E de todas as maneiras, todas as maneiras.
Ah docinho por que você não segura aí o que vai mudar
Eu disse irá desaparecer
Quando você virar as costas.
Eu disse você sabe que não estará aqui
Quando você quiser alcançar e agarrar.

Whoa baby, whoa baby, whoa baby,
Oh mas continue indo...
Whoa yeah, whoa yeah, whoa yeah,
Whoa, whoa, whoa, whoa, whoa...

Janis Joplin

Quarta-feira, 14 de Março de 2012

14 MARÇO 2012

«Meditação»
Alexej von Jawlensky

MEDITAÇÃO

(Quadra Solta)

Não sei ser triste a sério
Nem alegre de verdade,
Em tudo há um mistério...
Meu amor, não venhas tarde!

Matias José

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

JIMI HENDRIX - «Happy Birthday»

Poet'anarquista

JIMI HENDRIX - «HAPPY BIRTHDAY»

Poet'anarquista

PINTURA - LEFEBVRE

O pintor Francês Jules Joseph Lefebvre, nasceu em Tournan-en-Brie a 14 de Março de 1836. Influenciado pelo maneirismo, é notória a sua obra sobre a complexidade e o morfismo feminino. Em 1861 ganhou o prestigiado «Prémio de Roma» e, mais tarde, em 1898, o «Grande Prémio da Academia de Belas Artes de Paris». Lefebvre faleceu em Paris, a 24 de Fevereiro de 1911 aos 75 anos de idade.
Poet'anarquista
Jules Joseph Lefebvre
Pintor Francês
BIOGRAFIA

Iniciou os seus estudos em Paris em 1852, onde foi aluno de Léon Cogniet. Como um típico artista académico, começou a sua carreira pintando temas históricos e outras narrativas. Um ano mais tarde, passou a frequentar a «École des Beaux Arts». A sua estreia no Salão de Paris foi em 1855 e nos anos seguintes perseguiu o cobiçado «Prix de Rome» (Prémio de Roma), a principal competição para jovens pintores, que garantia ao ganhador  bastante prestígio e uma bolsa de estudos de cinco anos em Roma. Em 1859 chegou bem perto, ao segundo lugar e, dois anos depois, com a pintura «A morte de Príamo», conquistaria o cobiçado prémio. 

Em Roma, foi influenciado pelo Maneirismo e, especialmente, por Andrea del Sarto, cujas obras copiou com avidez. Nas suas pinturas desta época, nota-se o desenho preciso, as cores delicadas, características de muitos dos seus trabalhos posteriores, como também o seu interesse pelo nus femininos, datando o primeiro de 1863.

Em 1866 sofreu uma grave depressão (causada pela morte dos seus pais e uma das suas irmãs), e pela crítica negativa do seu último trabalho em Roma: «Cornélia, Mãe dos Gracos». Após essas experiências, passou à pintura de retratos e nus, exibindo 72 retratos em Salões entre 1855 e 1898. Pouco se sabe sobre eles uma vez que quase todos permanecem em coleções particulares. Em 1868 exibiu um nu no Salão, que ao contrário do seu último trabalho significativo, lhe rendeu muitos elogios. Dois anos depois, veio o grande sucesso com o quadro alegórico intitulado «Verdade».

Em 1870 tornou-se um prestigiado professor da «Academie Julien de Paris» e contou com mais de 1500 alunos, entre eles o escocês William Hart, Georges Rochegrosse, Félix Vallotton, Edmund C. Tarbell (pintor impressionista americano), e muitos outros.

O que se seguiu nas décadas seguintes foram inúmeras pinturas de nus, tais como: «Maria Madalena» (1876), «Pandora» (1877), «Diana» (1879), «Psique» (1883) e «Aurora», que se tornaram tão famosas quanto as de Bouguereau. Ao contrário deste, porém, Lefebvre usou uma variedade maior de modelos.

As suas participações nas Exposições Universais acabaram por lhe dar o «Grande Prémio", em 1889. Em 1891, tornou-se membro da «Academie des Beaux Arts» e em 1898, promovido a Comandante da Legião de Honra.
Fonte: ArteCultura
«Morte de Príam»
Lefebvre

«Odalisca»
Lefebvre 

«Maria Madalena na Caverna»
Lefebvre 

«A Menina Eva»
Lefebvre  

«A Louca Senhora Godiva»
Lefebvre

«Jovem Pintando Máscara»
Lefebvre 

«A Cigana»
  Lefebvre 

«MANEIRISMO»
JULES JOSEPH LEFEBVRE

Terça-feira, 13 de Março de 2012

Segunda-feira, 12 de Março de 2012

CARTOON versus QUADRA

A Populaça
HenriCartoon

«A POPULAÇA»

Patrão, o mísero salário anda louco…
P’ra pagar as contas é um fatalismo!

No pingo doce? Só pode ser populismo…
Sabe-me tão bem pagar-te tão pouco!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

QUILAPAYUN - «Machu Pichu»

Poet'anarquista

Domingo, 11 de Março de 2012

POESIA - TORQUATO TASSO

Torquato Tasso nasceu em Sorrento, Itália, a 11 de Março de 1544. Foi o último poeta clássico renascentista, contemporâneo do grande poeta Ariosto. Este autor do séc. XVI ficou conhecido pela sua obra poética com o título «Jerusalém Libertada», onde descreve combates do imaginário entre cristãos e muçulumanos, no final da primeira cruzada, durante o grande cerco a Jerusalém. Torquato Tasso faleceu em Roma, a 25 de Abril de 1595.
Poet'anarquista
Torquato Tasso
Poeta Italiano
BIOGRAFIA

Tasso nasceu em Sorrento a 11 de março de 1544 e morreu em Roma, no convento de Sant'Onofrio, a 25 de abril de 1595. Filho do poeta Bernardo Tasso, realizou a sua formação humanística em Nápoles, Roma, Veneza, Bolonha e Pádua, onde concluiu os estudos de direito, filosofia e retórica e conheceu o filósofo Sperone, que muito o influenciaria.

Em fins de 1565 entrou para o serviço do cardeal Luigi d'Este, em Ferrara, onde residiu, com alguns intervalos, por cerca de vinte anos. Em 1571 passou ao serviço do irmão do cardeal, Alfonso II, que muito o protegeu na corte de Ferrara, proporcionando-lhe um dos períodos mais tranquilos da sua agitada existência.

Entre 1575 e 1576, Tasso esteve envolvido com a censura inquisitorial, o que, provavelmente, lançou as raízes do desequilíbrio mental a que depois viria a sucumbir. Esse desequilíbrio, agravado por frustrações eróticas e escrúpulos religiosos, provocou o delírio persecutório que determinou, em 1580, após severa crise, o seu internamento num mosteiro de Ferrara, ficando-lhe proibidas quaisquer visitas.

Assim viveu o poeta, com períodos alternados de lucidez e alucinação, até ser liberado por Afonso II d'Este em 1586. Pouco depois, entretanto, já em Roma e sob a protecção papal, o estado de saúde de Tasso iria agravar-se de forma crítica, e o poeta mergulhou na loucura absoluta, à qual pouco sobreviveu.

Na sua primeira obra, o poema «Rinaldo» (1562), Tasso procura dar unidade estilística ao material confuso da literatura de cavalaria através da centralização da narrativa em um único herói e da ênfase sobre os aspectos solenes da acção épica. Ainda que obra imatura, o «Rinaldo» é importante para a compreensão da gênese e do desenvolvimento ulterior das epopéias de Tasso.

Escrita em 1573, a comédia pastoril «Aminta» é superior a «Rinaldo». Com o seu sensualismo renascentista e a sua atmosfera idílica, «Aminta» é uma das obras-primas do género. Nessa obra, Tasso é, sobretudo, um poeta da melancolia, da nostalgia do idílio perdido, dos instintos recalcados pela austeridade moral da Contra-Reforma.

Com «Jerusalém Libertada» (1581), Tasso ascende à categoria de um dos mais célebres poetas de toda a literatura universal, o «Último Grande Clássico», cujo triste destino foi lamentado por Goethe na tragédia «Torquato Tasso» e por lorde Byron no poema «O Lamento de Tasso».

Comparado a Homero, Virgílio e Dante, Tasso foi, também, o último grande poeta italiano a exercer influência sobre a Europa inteira. A musicalidade do verso e o sensualismo das descrições são admiráveis. Mas a crítica moderna também aponta certos convencionalismos e a grandiloquência, características essas, aliás, inerentes à estrutura da grande epopéia heróica e sacra do século XVII, que paga tributo à «Jerusalém Libertada».

Ainda que cultor de um género virtualmente extinto na actualidade, Tasso sobrevive porque o substrato poético da sua obra é, em essência, de natureza lírico-musical, o que vale dizer: antiépico. Muitos episódios da sua obra são momentos de intenso e comovente lirismo.

Tasso deixou várias outras obras, entre elas, uma segunda coletânea de «Rimas» e a comédia «Intrigas de Amor», de autoria controversa. Tais obras, como as anteriores, revelam sobretudo o alto lirismo e a melancolia noturna do autor. A nostalgia romântica e as implicações teológicas da poesia de Tasso correspondem, a rigor, à agonia do universo de beleza criado pelo sensualismo dionisíaco do Renascimento, já então corroído pela reacção contra-reformista.
Fonte: UOLEducação


MADRIGAL

Qual orvalho, ou qual pranto,
Que lágrimas aquelas
Que correrem do noturno manto
E do luzente rosto das estrelas?
E por que semeou a branca lua
Nuvens negras de gotas cristalinas
À relva das colinas?
Por que na noite escura
Se ouviram, como gritos, mundo afora
Caçar o vento a aurora?
Foram sinais, talvez, de que partiste
E eu, mudo, fiquei triste?

Torquato Tasso

VIDA DA MINHA VIDA

Vida da minha vida,
Tu me pareces azeitona pálida,
Ou bem uma rosa esquálida,
Mas de beleza és diva,
E em qualquer modo sempre me és querida,
Ou anelante, ou esquiva;
E quer fujas, quer sigas,
Suavemente me destróis e obrigas.

Torquato Tasso

NA MORTE DE MARGARIDA BENTIVOGLIO

Não é isto um morrer,
Imortal Margarida,
Mas, um passa, mais cedo a uma, outra vida;
Nem dessa ignota via
Dor te descore ou prema,
Mas só piedade na partida extrema.
De nós penosa e pia,
De ti feliz, segura,
Te despedes do mundo, ó alma pura.

Torquato Tasso

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

THE POGUES - «Summer In Siam»

Poet'anarquista


VERÃO EM SIAM

Quando é Verão em Siam
E a lua está cheia de arco-íris
Quando é Verão em Siam
E passamos por muitas mudanças
Quando é Verão em Siam
Então tudo o que realmente sei
É o que eu realmente sou
No Verão em Siam

The Pogues 

Sábado, 10 de Março de 2012

CARTOON versus QUADRAS

O Jardim Infantil
HenriCartoon

«O JARDIM INFANTIL»

Desafio-te Pedro Passos Fedelho
Para debate público a dois, na TV,
No jardim infantil desta pequenez…
Frente a frente como a um espelho.

Inseguro, estás em debate público
Deixa-te dessas tristes pieguices,
Desembucha as tuas mariquices…
E verás que não, não és o único!

Ministro insensível, cara de pau,
Espécie rara de coelho mijão…

Fraco opositor, efectivamente mau
Este socialista com ar de cagão!

POETA

DÉCIMAS «O OUTRO EU» POR MATIAS JOSÉ

«O Outro Eu»
Retrato de JPGalhardas

MOTE
(Inspirado nas décimas de Francisco José Bexiga)

Dentro de mim são dois quem mora
Às vezes só um dentro quer estar
Quando um pensa sair p’ra fora
Logo o outro pensa não abalar.

Glosas

1ª 
Penso ter dois dentro de mim
Sempre em grande contradição
Se um deles diz ser assim
 Logo o outro pensa que não.
 Sinto em ambos agitação
Um desejando ir-se embora
O outro não perdendo p’la demora
Diz então querer ficar,
Deus deu-me este rico par
Dentro de mim são dois quem mora.

2ª 
É duplamente desigual
Não sei p’rá onde pender
Parece-me uma cena irreal
Nenhum se querer entender.
Se um fala que quer morrer
Está o outro p’ra contrariar
Vivo assim uma vida a dobrar
Como descrevo, foi dado o mote,
Tirar entre dois um à sorte
Às vezes só um dentro quer estar.

3ª 
Nem p’la noite, se adormeço,
Me livro desta dupla sequela
Um deles em profundo descanso
O outro desperto abrindo a janela.
Fica então de sentinela
Tic-taque, hora após hora,
Só um dos dois dentro mora
O outro anda a vaguear,
Que triste este meu penar
Quando um pensa em sair p’ra fora.

 
Eu bem tento meter na ordem
Estes dois que tenho cá dentro
Mas certo  haverá desordem
Por querer uni-los ao centro.
Sem encontrar um epicentro
Que os ponha a concordar
Resolvo finalmente abandonar
 À sorte, estes dois em mim,
Um dia isto há-de ter um fim
Logo o outro pensa não abalar.

Matias José

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

SÉRGIO GODINHO - «Espalhem a Notícia»

Poet'anarquista


ESPALHEM A NOTÍCIA

Espalhem a notícia
Do mistério da delícia
Desse ventre
Espalhem a notícia do que é quente
E se parece
Com o que é firme e com o que é vago
Esse ventre que eu afago
Que eu bebia de um só trago
Se pudesse

Divulguem o encanto
O ventre de que canto
Que hoje toco
A pele onde à tardinha desemboco
Tão cansado
Esse ventre vagabundo
Que foi rente e foi fecundo
Que eu bebia até ao fundo
Saciado

Eu fui ao fim do mundo
Eu vou ao fundo de mim
Vou ao fundo do mar
Vou ao fundo do mar
No corpo de uma mulher
Vou ao fundo do mar
No corpo de uma mulher bonita

A terra tremeu ontem
Não mais do que anteontem
Pressenti-o
O ventre de que falo como um rio
Transbordou
E o tremor que anunciava
Era fogo e era lava
Era a terra que abalava
No que sou

Depois de entre os escombros
Ergueram-se dois ombros
Num murmúrio
E o sol, como é costume, foi um augúrio
De bonança
Sãos e salvos, felizmente
E como o riso vem ao ventre
Assim veio de repente
Uma criança

Eu fui ao fim do mundo
Eu vou ao fundo de mim
Vou ao fundo do mar
Vou ao fundo do mar
No corpo de uma mulher
Vou ao fundo do mar
No corpo de uma mulher bonita

Falei-vos desse ventre
Quem quiser que acrescente
Da sua lavra
Que a bom entendedor meia palavra
Basta, é só
Adivinhar o que há mais
Os segredos dos locais
Que no fundo são iguais
Em todos nós

Eu fui ao fim do mundo
Eu vou ao fundo do mim
Vou ao fundo do mar
Vou ao fundo do mar
No corpo de uma mulher
Vou ao fundo do mar
No corpo de uma mulher bonita

Sérgio Godinho

Sexta-feira, 9 de Março de 2012

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

BOB MARLEY - «No, Woman, No Cry»

Poet'anarquista


NÃO, MULHER, NÃO CHORE

Não, mulher, não chore
Não, mulher, não chore
Não, mulher, não chore
Não, mulher, não chore

Porque me lembro quando costumávamos sentar
Num jardim público em Trenchtown,
Observando os hipócritas
Misturando-se com a boa gente que encontramos
Bons amigos temos, bons amigos perdemos
Pelo caminho,
Neste grande futuro, Você não pode esquecer de seu passado;
Então enxugue suas lágrimas, eu digo!

Não, mulher, não chore
Não, mulher, não chore
Benzinho, Não derrame nenhuma lágrima
Não, mulher, não chore

Eu disse que me lembro quando costumávamos sentar
Num jardim público em Trenchtown,
E então Georgie fazia fogueiras,
E a lenha ardia a noite toda!
Então nós cozinharíamos mingau de farinha de milho,
O qual compartilharei com você,
Meus pés são minha única carruagem
Portanto, tenho que ir em frente
Mas quando eu estiver indo, eu quero dizer

Tudo irá ficar bem
Tudo irá ficar bem
Tudo irá ficar bem
Tudo irá ficar bem
Eu digo, Tudo irá ficar bem
Tudo irá ficar bem
Tudo irá ficar bem, agora
Tudo irá ficar bem

Então,mulher, não chore
Não - Não, mulher - mulher, não chore
Mulher, pequena irmã, não derrame lágrimas
Não, mulher, não chore

Eu me lembro quando costumávamos sentar
Num jardim público em Trenchtown,
E então Georgie fazia fogueiras,
E a lenha ardia a noite toda!
Então nós cozinharíamos mingau de farinha de milho,
O qual compartilharei com você,
Meus pés são minha única carruagem
Portanto, tenho que ir em frente
Portanto, tenho que ir em frente

Não, mulher, não chore
Não, mulher, não chore
Mulher,Benzinho, digo não derrame lágrimas
Não, mulher, não chore

(Benzinho, não derrame lágrimas
Não, mulher, não chore
Pequena irmã, não derrame lágrimas
Não, mulher, não chore)

Bob Marley

POETAS DO CONCELHO D' ALANDROAL

XVI DÉCIMAS

O poeta popular Francisco José Bexiga, natural da Aldeia da Venda, freguesia de Santiago Maior do concelho de Alandroal, nasceu a 2 de Junho de 1921. Este poeta (pastor, carreiro e agricultor na sua vida profissional), começou a escrever poesia quando contava apenas 15 anos de idade.
Poet'anarquista
Francisco José Bexiga
Poeta Popular

Mote

Acho que habitam dois em mim
Porque um às vezes quer estar
Quando pensa ir embora
O outro não quer abalar.

Glosas

Já desde há muito atrasado
Comecei logo em novinho
A falar comigo sozinho
Como estando acompanhado.
Fui por mim analisado
E eis que apurei por fim
Que fui composto assim
Com este pensamento,
Um eu de fora outro dentro
Acho que habitam dois em mim.

Quando entramos num café
Que um se arruma à bebida
Diz p'ró outro: isto é que é vida!
Para gozar assim é que é.
Daqui não se arreda pé
Que eu hoje trago vagar
Tu tens que me acompanhar
Sabes que sou teu amigo,
Só não acerto contigo
Porque um às vezes quer estar.

Às vezes estamos a jogar
Às cartas, ao dominó
As pedras muda-as um só
E o outro está a pensar
A pedra que há-de mudar.
O outro à própria da hora
O tal eu que é o de fora
Que é amante do desporto,
Mas dá-lhe sempre sinal o outro
Quando pensa ir embora.

Quando no café estivemos
Tanto que tu lá gozaste
Mas os tombos que apanhaste
Só os dois é que sabemos.
Mas nem tu nem eu dissemos
O tempo que estiveste a gozar
E eu dentro de ti a esperar
Sei que foi mais de uma hora,
Depois um queria ir-se embora
O outro não quer abalar.

Francisco Bexiga

Quinta-feira, 8 de Março de 2012

ESPECIAL VÍDEO - MÚSICA versus PINTURA

Especial Vídeo «Música versus Pintura» com dedicatória a todas as mulheres do mundo, não esquecendo as que sofrem ainda em pleno séc. XXI os piores tormentos. Particularmente a todas aquelas Mulheres (com M grande) que não se calam, que lutam contra tiranos e opressores e exigem os seus direitos todos os dias. Hoje, 8 de Março de 2012 assinala-se o «Dia Mundial da Mulher» aqui, no Poet'anarquista, porque as mulheres são de facto o melhor que a vida contém... ou vice versa!
Poet'anarquista

JPGalhardas cantando acapella (1987) «Na Catedral de Lisboa», de Zeca Afonso 

Desenhos e Pinturas de JPGalhardas/ Vídeo Arca da Fonte 2012 Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Especial «Músicas do Mundo» com dedicatória a todas as mulheres do mundo, não esquecendo as que sofrem ainda em pleno séc. XXI os piores tormentos. Particularmente a todas aquelas Mulheres (com M grande) que não se calam, que lutam contra tiranos e opressores e exigem os seus direitos todos os dias. Hoje, 8 de Março de 2012 assinala-se o «Dia Mundial da Mulher» aqui, no Poet'anarquista, porque as mulheres são de facto o melhor que a vida contém... ou vice versa!
Poet'anarquista
Especial Músicas do Mundo

JOHN LENNON - Woman Is The Nigger Of The World»

Poet'anarquista


 (A MULHER É O NEGRO DO MUNDO)

A mulher é o negro do mundo
Sim, ela é, pense a respeito
A mulher é o negro do mundo
Pense a respeito. .. faça algo contra isso

Nós fazemos ela pintar o rosto e dançar
Se ela não quer ser nossa escrava, dizemos que não nos ama
Se ela é sincera, nós dizemos que ela está tentando ser um homem
Enquanto botamos ela para baixo, fingindo que ela está acima de nós

A mulher é o negro do mundo, sim ela é
Se não acredita em mim, olhe para a que está com você
A mulher é o negro do mundo
Ah , melhor gritar a respeito disto

Nós fazemos ela parir e criar nossos filhos
E depois a deixamos feito uma velha e gorda mãe galinha
Nós dizemos a ela que o único lugar onde ela deveria estar é em casa
E depois reclamamos que ela é provinciana demais para ser nossa amiga

A mulher é o negro do mundo, sim ela é
Se não acredita em mim, olhe para a que está com você
A mulher é o escravo dos escravos
Sim (Pense a respeito)

Nós insultamos ela todo dia na TV
E maravilhosamente perguntamos porque ela não tem coragem e
confiança
Quando ela é jovem, nós matamos seu desejo de ser livre
Enquanto dizemos para ela para não ser tão esperta
A botamos para baixo por ser tão boba.

A mulher é o negro do mundo , sim ela é
Se não acredita em mim, olhe para a que está com você
É melhor gritar a respeito

Nós fazemos ela pintar o seu rosto e dançar
Nós fazemos ela pintar o seu rosto e dançar
Nós fazemos ela pintar o seu rosto e dançar
Nós fazemos ela pintar o seu rosto e dançar

John Lennon

ESPECIAL - PINTURA DENTRO DE PORTAS

Especial «Pintura Dentro de Portas» com dedicatória a todas as mulheres do mundo, não esquecendo as que sofrem ainda em pleno séc. XXI os piores tormentos. Particularmente a todas aquelas Mulheres (com M grande) que não se calam, que lutam contra tiranos e opressores e exigem os seus direitos todos os dias. Hoje, 8 de Março de 2012 assinala-se o «Dia Mundial da Mulher» aqui, no Poet'anarquista, porque as mulheres são de facto o melhor que a vida contém... ou vice versa!
Poet'anarquista
João Fontes
Pintor Alandroalense

«Erotismo e Sensualidade»
João Fontes

«Erotismo e Sensualidade»
João Fontes

«Erotismo e Sensualidade»
João Fontes

«Erotismo e Sensualidade»
João Fontes

«Erotismo e Sensualidade»
João Fontes

«Erotismo e Sensualidade»
João Fontes

«Comemoração do 8 de Março, Dia da Mulher»
João Fontes

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Especial «Músicas do Mundo» com dedicatória a todas as mulheres do mundo, não esquecendo as que sofrem ainda em pleno séc. XXI os piores tormentos. Particularmente a todas aquelas Mulheres (com M grande) que não se calam, que lutam contra tiranos e opressores e exigem os seus direitos todos os dias. Hoje, 8 de Março de 2012 assinala-se o «Dia Mundial da Mulher» aqui, no Poet'anarquista, porque as mulheres são de facto o melhor que a vida contém... ou vice versa!
Poet'anarquista
Especial Músicas do Mundo

JOHN LENNON - «Woman»

Poet'anarquista

MULHER

Mulher, eu quase não consigo expressar
Minhas emoções confusas na minha negligência.
Afinal de contas, estou eternamente em dívida com você.
E, mulher, eu tentarei expressar
Meus sentimentos interiores e gratidão
Por me mostrar o significado do sucesso.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.

Mulher, eu sei que você compreende
A criancinha dentro do homem.
Por favor, lembre-se: minha vida está em suas mãos.
E, mulher, mantenha-me próximo do seu coração
Por mais que [estejamos] distantes, não nos mantenha separados.
Afinal de contas, está escrito nas estrelas...

Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo.
Ooh, bem, bem,
Doo, doo, doo, doo, doo,
Bem...

Mulher, por favor deixe-me explicar:
Eu nunca tive intenção de te causar tristeza ou dor.
Então, deixe-me te dizer de novo e de novo e de novo

Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim,
Agora e eternamente.
Eu te amo, sim, sim...

John Lennon
  

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

  FAIRPORT CONVENTION * JON BENNS * WURZEL - «Quazi Be Good»

Poet'anarquista

Quarta-feira, 7 de Março de 2012

CARTOON versus QUADRA

A Longa Espera
HenriCartoon

«A LONGA ESPERA»

Esta longa espera depois de tanto esforço
Sem sinais de fumo para qualquer retoma
Põe a peste da Troika em grande alvoroço…
A morte anuncia um novo Estado de coma!

POETA

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(Dedicada a uma mulher de San Tropez)

PINK FLOYD - «San Tropez»

Poet'anarquista


SAN TROPEZ

Enquanto eu apanho um pêssego
Deslizo por uma linha atrás
De um sofá em San Tropez
Quebrando uma vara
Com um tijolo na areia
Pegando uma onda
Após a outra num velho Sedan

Dormindo sozinho
No zumbido da escuridão
Arranhado pela areia
Que caiu do meu amor
Profundamente em meus sonhos
E ainda a ouço chamando
Se você está sozinha,
Eu irei para casa

Retornando ao lar,
O pombo, a pomba
Indo com o vento
E a chuva num avião
Nascido numa casa
Sem colher de prata
Estou bebendo champanhe
Como um bom magnata

Mais cedo do que espero
Por uma mudança no tempo
Vou organizar meus vastos
Pensamentos agitados
Correndo no vento
Até um novo dia
Se você está sozinho,
Eu irei para casa

E vou parar por um instante
Numa escadaria rural
E escutar as coisas que eles dizem
Cavando por ouro
Com uma enxada em minha mão
Abra o livro,
Dê uma olhada na forma
Como as coisas foram postas

E você está me conduzindo
Para um lugar perto do mar
E ouço a sua voz suave
Chamando por mim
Marcando um encontro
Para mais tarde pelo telefone
Se você está sozinha,
Eu irei para casa

Pink Floyd