domingo, 31 de janeiro de 2010

DANÇA com "Stomp"


Stomp é um famoso grupo de dança oriundo de Brighton, Reino Unido, que usa o corpo e objetos comuns para criar performances teatrais físicas percussivas. Suas origens musicais remontam ao trabalho do Einstürzende Neubauten e Savage Aural Hotbed.

A palavra stomp pode se referir a um subgênero distinto de teatro físico, onde o corpo incorpora-se a outros objetos como meio de produzir percussão e movimento que ecoa as danças tribais.

Eles surgiram na banda The Yes/No People (London Records), onde eram conhecidos como Mr. Johnson e Some Things Are True na compilação Giant. Desde que se transformaram em Stomp, lançaram músicas e estrelaram comerciais de TV. A HBO também produziu um DVD, Stomp Out Loud, que mostra os membros do grupo fazendo percussão em utensílios domésticos, e até mesmo num depósito de sucata.


Lusíadas- Canto VIII


Luís Vaz de Camões

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Lusíadas

Canto VIII


33 - Pêro Rodrigues do Landroal*

"Na mesma guerra vê que presas ganha

Estoutro Capitão de pouca gente;

Comendadores vence e o gado apanha,

Que levavam roubado ousadamente.

Outra vez vê que a lança em sangue banha

Destes, só por livrar com o amor ardente

O preso amigo, preso por leal:

Pêro Rodrigues é do Landroal.

*-Landroal (nome original da vila do Alandroal)


BREVE BIOGRAFIA

Poeta português, considerado por muitos o maior poeta português, é o autor do famoso poema épico, Os Lusíadas, e de uma considerável obra lírica e dramática. Os seus dados biográficos mais importantes podemos obtê-los na sua vastíssima obra poética. Através dela se conhecem os seus amores, a vida boémia e arruaceira, as alegrias e frustrações, a pobreza e as inquietações transcendentais.Viveu algum tempo em Coimbra onde terá frequentado aulas de Humanidades no Mosteiro de Santa Cruz. Regressou a Lisboa, levando aí uma vida de boémia. Em 1553, depois de ter sido preso devido a uma rixa, partiu para a Índia. Fixou-se na cidade de Goa e aí terá escrito grande parte da sua obra. Foi nessa mesma cidade que sofreu caluniosas acusações, dolorosas perseguições e duros trabalhos, vindo Diogo do Couto a encontrá-lo em Moçambique, em 1568, "tão pobre que comia de amigos", trabalhandon'Os Lusíadas e no seu Parnaso, "livro de muita erudição, doutrina e filosofia", segundo o mesmo autor.Regressou a Portugal em 1569, pobre e doente, conseguindo publicar Os Lusíadas em 1572, graças à influência de alguns amigos junto do rei D. Sebastião, a quem era dedicado, o que lhe valeu uma tença anual de 15 000 réis pelo prazo de três anos. Os últimos anos de Camões foram amargurados pela doença e pela miséria. Reza a tradição que se não morreu de fome foi devido à solicitude de um escravo Jau, trazido da Índia, que ia de noite, sem o poeta saber, mendigar de porta em porta o pão do dia seguinte. Faleceu em Lisboa no dia 10 de Junho, que é hoje comemorado como o Dia de Portugal e das Comunidades Lusófonas. O seu enterro foi feito a expensas de uma instituição de beneficência, a Companhia dos Cortesãos. Um fidalgo letrado seu amigo mandou inscrever-lhe na campa rasa um epitáfio significativo: "Aqui jaz Luís de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente, e assim morreu."A sua obra situa-se entre o Classicismo e o Maneirismo, destacando-se, para além da já referida epopeia: Rimas, El-Rei Seleuco, Auto de Filodemo e Anfitriões.

Fonte: Netprof

Homenagem ao vídeo Al Tejo sobre o Alandroal

ALANDROAL


Alandroal terra de castelos
Que a história não esqueceu...
A magia de locais tão belos,
Por um povo nobre se ergueu!

Ao canto oitavo referenciado
O preso amigo, preso por leal...
Nos Lusíadas imortalizado,
Pêro Rodrigues do Landroal!

Assim Camões te celebrizou
Capitão Mor de pouca gente...
A coragem por quanto ousou,
Nessa guerra tão diferente!

Para sempre terás teu nome
Escrito de forma original...
Alandroal, ainda quem chame,
Da história antiga Landroal!!!

Matias José

sábado, 30 de janeiro de 2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

PINTURA CORPORAL

Emma Hack
Breve Biografia

Emma Hack é uma artista de corpo apaixonado e talentoso, cujo ofício evoluiu das suas origens como pintora de crianças, rosto e make-up artist. Hoje, ela é reconhecida como uma artista no seu meio. Emma, foi palco de seis exposições na Austrália e os seus retratos de personalidades do chefe celebridade Ian Parmenter, Geoff Jansz e Jason Roberts estão em exposição no National Portrait Gallery, em Camberra. Os Seus clientes corporativos em todo o mundo incluem Tiffany & Co., o Cirque du Soleil, Toyota, MAC, Sony Playstation, Adelaide Festival of Arts and Cabaret Adelaide Festival.

sábado, 23 de janeiro de 2010

POESIA


POETAS BRASILEIROS
Guilherme de Almeida

Inédito do grande poeta brasileiro

GUILHERME DE ALMEIDA


Sem Título

No meio da praça

está a estátua de bronze de um homem célebre.

Todas as noites, um mendigo

vem dormir sobre as pedras do pedestal.

A Glória e a Miséria.

Entre uma e outra apenas uma diferença:

a recíproca indiferença.


Esta Vida


Um sábio me dizia: esta existência,
não vale a angústia de viver. A ciência,
se fôssemos eternos, num transporte
de desespero inventaria a morte.
Uma célula orgânica aparece
no infinito do tempo. E vibra e cresce
e se desdobra e estala num segundo.
Homem, eis o que somos neste mundo.


Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.


Um monge me dizia: ó mocidade,
és relâmpago ao pé da eternidade!
Pensa: o tempo anda sempre e não repousa;
esta vida não vale grande coisa.
Uma mulher que chora, um berço a um canto;
o riso, às vezes, quase sempre, um pranto.
Depois o mundo, a luta que intimida,
quadro círios acesos : eis a vida


Isto me disse o monge e eu continuei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.


Um pobre me dizia: para o pobre
a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre.
Deus, eu não creio nesta fantasia.
Deus me deu fome e sede a cada dia
mas nunca me deu pão, nem me deu água.
Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa
de andar de porta em porta, esfarrapado.
Deu-me esta vida: um pão envenenado.


Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver,
dentro da própria morte, o encanto de morrer.


Uma mulher me disse: vem comigo!
Fecha os olhos e sonha, meu amigo.
Sonha um lar, uma doce companheira
que queiras muito e que também te queira.
No telhado, um penacho de fumaça.
Cortinas muito brancas na vidraça
Um canário que canta na gaiola.
Que linda a vida lá por dentro rola!


Pela primeira vez eu comecei a ver,
dentro da própria vida, o encanto de viver.


BIOGRAFIA

Guilherme de Almeida (Guilherme de Andrade de Almeida), advogado, jornalista, poeta, ensaísta e tradutor, nasceu em Campinas, SP, em 24 de julho de 1890, e faleceu em São Paulo, SP, em 11 de julho de 1969. Eleito para a Cadeira nº. 15 da Academia Brasileira de Letras, na sucessão de Amadeu Amaral, em 6 de março de 1930, foi recebido, em 21 de junho de 1930, pelo acadêmico Olegário Mariano. Em 1932 participou na Revolução Constitucionalista de São Paulo. Distinguiu-se também como heraldista. É autor dos brasões-de-armas das seguintes cidades: São Paulo (SP), Petrópolis (RJ), Volta Redonda (RJ), Londrina (PR), Brasília (DF), Guaxupé (MG), Caconde, Iacanga e Embu (SP). Compôs também um hino a Brasília, quando a cidade foi inaugurada. Em concurso organizado pelo Correio da Manhã foi eleito, em 16 de setembro de 1959, “Príncipe dos Poetas Brasileiros”. Era membro da Academia Paulista de Letras; do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; do Seminário de Estudos Galegos, de Santiago de Compostela; e do Instituto de Coimbra. Um dos promotores da Semana de Arte Moderna, em 1922, foi fundador da Klaxon, a principal revista dos modernistas. Traduziu, entre outros, os poetas Paul Géraldy, Rabindranath Tagore, Charles Baudelaire, Paul Verlaine e, ainda, Huis clos (Entre quatro paredes) de Jean Paul Sartre. Principais obras: Nós, poesia (1917); A dança das horas, poesia (1919); Messidor, poesia (1919); Livro de horas de Soror Dolorosa, poesia (1920); Era uma vez..., poesia (1922); A flauta que eu perdi, poesia (1924); Meu, poesia (1925); Raça, poesia (1925); Encantamento, poesia (1925); Do sentimento nacionalista na poesia brasileira, ensaio (1926); Ritmo, elemento de expressão, ensaio (1926); Simplicidade, poesia (1929); Você, poesia (1931); Poemas escolhidos (1931); Acaso, poesia (1938); Poesia vária (1947); Toda a poesia (1953). Em 1931, tornou-se co-proprietário dos jornais paulistas Folha da Noite e Folha da Manhã. Manteve a coluna "Sombra Amiga" até o jornal mudar de dono, em 1945; nesse período criou também o Folha Informações (actual Banco de Dados de São Paulo).

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

AMIGOS D'ARTE- Escultura



Mário Nunes- O Caminho da Felicidade
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Marius Moraru- Toscana
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E. Rafael- Raízes III
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E. Rafael- Raízes I
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Galeria de Arte CNAP

A Galeria de Arte do Clube Nacional de Artes Plásticas(CNAP), existe desde 1999. e tem como principal objectivo a promoção, divulgação e ensino das Artes Plásticas.

Com esse objectivo realiza exposições em diversas áreas tais como pintura, escultura, desenho e serigrafia.



segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

AMIGOS D'ARTE- Serigrafia


ALFREDO COELHO

Sevilhana I
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Estátua Branca
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Cabeça de Cristo
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Menina na Praia
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ALFREDO COELHO


Nasceu em 1959 em Angola. Em 1976 foi para o Brasil onde residiu cerca de 20 anos. Depois viveu 4 anos na Alemanha, tendo regressado recentemente a Portugal. Fez o ensino liceal em Luanda e frequentou arquitectura no Rio de Janeiro, tendo iniciado a sua actividade profissional de designer de projectos e decorador de interiores. Paralelamente participou no atelier da pintura de Marisa Guerra. Desde 1980 dedica-se quase exclusivamente à pintura mas fez também ilustrações de livros, revistas, capas de discos, etc. Realizou 25 exposições individuais em Portugal, França, Alemanha e Brasil. Foi distinguido com vários prémios dos quais destaca o 1º prémio (Público) e Obra de Mérito no 1º Salão Internacional de arte de Portimão e também o Troféu de 1º prémio e Menção Honrosa no XIII Salão de Arte de Itatiaia – Rio de Janeiro.












domingo, 17 de janeiro de 2010

AMIGOS D'ARTE- Pintura


Abel Grade - Guarda Freio
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Guarda Freio
Dimensões 150x100
Refª AG-O005
Técnica Acrilico s/ tela
Data 2009-01-15


Para os Amigos d'Arte o Poet'anarquista vai a partir de hoje proporcionar aos seus visitantes a oportunidade de ficarem a conhecer obras de pintura, escultura, desenho e serigrafia de autores portugueses, através de uma visita à Galeria de Arte do Clube Nacional de Artes Plásticas. Esta Galeria criada em 1999 tem como principal objectivo a promoção, divulgação e ensino das Artes Plásticas. Com esse objectivo realiza exposições em diversas áreas tais como pintura, escultura, desenho e serigrafia.


Abel Grade - Ponte sobre o tejo
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Ponte sobre o tejo
Dimensões 120x70
Refª AG-O001
Técnica Acrilico s/ tela
Data 2009-07-27


Abel Grade


Nasceu em 1961, De raízes além Tejo, nasceu em África onde passou parte da sua infância. Já em Portugal, começou desde cedo no mundo das Artes Plásticas, frequentou cursos de Pintura na SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes), e no AR.CO (Centro de Arte e Comunicação) com formação em Desenho Gráfico (fotografia) e Pintura. Cursou ainda Aulas de Azulejaria e restauro de Arte Sacra com o Mestre Vieira Duque. Ao longo dos últimos anos, e com grande descrição, foi cedendo a sua pintura a amigos e coleccionadores em Portugal e no Estrangeiro, começando a despertar grande interesse comercial a partir de 1999.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Álvaro Ruas- Pelo Sonho é que Vamos

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Álvaro Ruas


Poesia a Pessoa


A Incomparável Leveza Do Ser


tinha escrito sobre esta beleza

Assim Pessoa a enalteceu…

As palavras são com certeza

O melhor que Deus nos deu!


O tempo não me interessa

Na distância percorrida...

Qualquer coisa com pressa

Espera uma nova partida!


Na procura de um lugar

Onde amar sempre quis...

Encontrei o teu olhar

E por instantes fui feliz!


A incomparável leveza do ser

Entrou num coração;

Mais querer... É nada querer,

Que o resto ortigas são!!!


Matias José ( 19-06-2009)



quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

POESIA

A Máquina de Escrever...


De José Chieroni “Grande Poeta Itálo-Brasileiro”
(Versos admiráveis que transformam o mais material dos temas, a máquina de escrever, em poema de elevado conteúdo espiritual.)

A MÁQUINA DE ESCREVER

Mãe, se eu morrer, de um repentino mal,
vende meus bens a bem de meus credores:
A fantasia de festivas cores
que usei no derradeiro carnaval.

Vende esse rádio que ganhei de prémio
por um concurso num jornal do povo,
e aquele fato novo, ou quase novo,
com poucas manchas de café boémio.

Vende também meus óculos antigos,
que me davam uns ares inocentes.
Já não precisarei de duas lentes
para enxergar os corações amigos.

Vende além das gravatas, do chapéu,
meus sapatos rangentes. Sem ruído
é mais provável que eu encontre o Céu
e logre penetrar, despercebido.

Vende o meu dente de ouro. O Paraíso
requer apenas a expressão do olhar.
Já não precisarei do meu sorriso
Para um outro sorriso me enganar.

Vende meus olhos a um judeu qualquer
que os guarde numa loja pardacenta,
reluzindo na sombra poeirenta;
reflectindo um semblante de mulher!

Vende tudo ao findar a minha sorte,
Libertando a minha alma pensativa,
Para ninguém chorar a minha morte
Sem realmente desejar que eu viva!

Podes vender meu próprio leito e roupa,
para pagar àqueles a quem devo.
Sim, vende tudo, minha mãe! Mas poupa
esta caduca máquina em que escrevo!

Mas poupa a minha amiga de horas mortas
com teclas bambas, tique-taque incerto.
De ano em ano, manda-a ao conserto
e unta de azeite as suas peças tortas.

Vende todas as grandes pequenezas
Que eram meu humílimo tesouro.
Mas não! Ainda que ofereçam ouro,
Não vendas o meu filtro de tristezas!

Quantas vezes esta máquina afugenta
meus fantasmas da dúvida e do mal,
ela que é minha rude ferramenta
e meu doce instrumento musical!

Bate rangendo, numa espécie de asma,
mas cada vez que bata é um grão de trigo.
Quando eu morrer, quem a levar consigo
há-de levar consigo o meu fantasma!

Pois será para ela uma tortura
Sentir nas bambas teclas solitárias
Um bando de dez unhas usurárias
A dactilografar uma factura!

Deixa-a morrer também, quando eu morrer!
Deixa-a cair numa quietude extrema,
à espera do meu íntimo poema
que as palavras não dão para dizer!

Conserva-a, minha mãe, no velho lar,
Conservando os meus íntimos instantes.
E nas noites de lua, não te espantes
quando as teclas baterem devagar!

José Chieroni

sábado, 9 de janeiro de 2010

A Arte no Barro


OG SALES

Og Lemos de Sales, ou simplesmente Og Sales, é o que poderíamos chamar de gênio espontâneo da cultura brasileira.

Baiano, de Maragogipinho - cidade que abriga mais de 5.000 artesãos - Og Sales é um artista nato, na literalidade da palavra: nasceu dentro de uma olaria. Discípulo de seu próprio pai, o mestre Hidebrando, desde cedo aprendeu a transferir para o barro sua própria simplicidade, transformando a terra no teatro da tragédia humana. A dor, a paixão, o sofrimento do homem e, em especial, do negro, estão lá, na sua obra. Admirar o seu trabalho é mergulhar em movimentos que se retorcem na busca da expressão de um sentimento específico. Das suas mãos mágicas, frutificam obras geniais; os críticos mais exigentes apontam Og Sales como possuidor de um estilo único e próprio, capaz de viver com intimidade o acto da criação.

O trabalho de Og Sales só tem um caminho: conquistar o mundo e o coração das pessoas, transformando-o, sem dúvida, em mais um dos destaques históricos da arte brasileira.


Vendedor de Mel

Preocupação

Vaso - O Palhaço e o Beijo

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Banda Desenhada- Personagem

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João Paulo Galhardas


Vila Cheia

Terra de horizontes imaginários
Ali nas abas da serra D’Ossa,
Onde gente simples mas honrada
Espera um novo dia, outra alvorada!
Sorrindo para quem passa
Por caminhos secundários,
Esse povo da vila “amada”
Tem cheiro a terra molhada!!
Vila Cheia, vila nossa?!...
De personagens extraordinários,
Será sempre a arte imaginada
Desta vossa “Banda Desenhada”!!!

Matias José