domingo, 13 de fevereiro de 2011

GENERAL SEM MEDO

Passam hoje 46 anos sobre o assassinato do General Humberto da Silva Delgado, o General Sem Medo. No dia 13 de Fevereiro de 1965, pensando dirigir-se ao encontro de opositores ao regime do Estado Novo, foi morto perto de Villanueva del Fresno numa emboscada por um grupo de agentes da  PIDE, comandados por Rosa Casaco. Terminava assim a vida do General Sem Medo, o homem que no célebre discurso em Chaves para as eleições presidenciais de 1958, afirmou: «Eu estou pronto a morrer pela liberdade!»
Poet'anarquista
General Humberto Delgado
General Sem Medo
BIOGRAFIA

Humberto da Silva Delgado (Brogueira, Torres Novas, 15 de Maio de 1906 — Villanueva del Fresno, 13 de Fevereiro de 1965) foi um militar português da Força Aérea que corporizou o principal movimento de tentativa de derrube da ditadura salazarista através de eleições, tendo contudo sido derrotado nas urnas, num processo eleitoral fraudulento que deu a vitória ao candidato do regime ditatorial vigente, Américo Tomás.

Os primeiros anos

Frequentou o Colégio Militar, onde recebeu o número 156, cujo curso concluiu em 1922. Em 1925 entrou na Escola Prática de Artilharia, de Vendas Novas. Participou no movimento militar de 28 de Maio de 1926, que derrubou a República Parlamentar e implantou a Ditadura Militar que, poucos anos mais tarde, em 1933, iria dar lugar ao Estado Novo liderado por Salazar. Durante muitos anos apoiou as posições oficiais do regime salazarista, particularmente o seu anti-comunismo.

A carreira militar

Representou Portugal nos acordos secretos com o Governo Inglês sobre a instalação das Bases Aliadas nos Açores durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1944 foi nomeado director do Secretariado da Aeronáutica Civil. Entre 1947 e 1950 representou Portugal na Organização da Aviação Civil Internacional, sediada em Montreal, Canadá. Foi procurador à Câmara Corporativa entre 1951 e 1952. Em 1952 foi nomeado adido militar na Embaixada de Portugal em Washington e membro do comité dos Representantes Militares da NATO. Promovido a general na sequência da realização do curso de altos comandos, onde obteve a classificação máxima, passa a Chefe da Missão Militar junto da NATO. Regressado a Portugal foi nomeado Director-Geral da Aeronáutica Militar.

Na oposição ao regime

Os cinco anos que viveu nos Estados Unidos da América modificam a sua forma de encarar a política portuguesa. Convidado por opositores ao regime de Salazar para se candidatar à Presidência da República, em 1958, contra o candidato do regime, Américo Tomás, aceita, reunindo em torno de si toda a oposição ao Estado Novo.
Numa conferência de imprensa da campanha eleitoral, realizada em 10 de Maio de 1958 no café Chave de Ouro, em Lisboa, quando lhe foi perguntado por um jornalista que postura tomaria em relação ao Presidente do Conselho Oliveira Salazar, respondeu com a frase "Obviamente, demito-o!". Esta frase incendiou os espíritos das pessoas oprimidas pelo regime salazarista que o apoiaram e o aclamaram durante a campanha com particular destaque para a entusiástica recepção popular na Praça Carlos Alberto no Porto a 14 de Maio de 1958. Devido à coragem que manifestou ao longo da campanha perante a repressão policial foi cognominado «General sem Medo». O resultado eleitoral não lhe foi favorável graças à gigantesca fraude eleitoral montada pelo regime.

Marco com inscrição próximo de Villanueva del Fresno, 
onde foi encontrado o corpo do General Humberto Delgado, 
assassinado pela PIDE em 1965.
Foto: Arlindo Sequeira

O exílio e a morte

Em 1959, na sequência da derrota eleitoral, vítima de represálias por parte do regime salazarista e alvo de ameaças por parte da polícia política, pede asilo político na Embaixada do Brasil, seguindo depois para o exílio neste país. Convencido de que o regime não poderia ser derrubado por meios pacíficos promove a realização de um golpe de estado militar, que vem a ser concretizado em 1962 e que visava tomar o quartel de Beja e outras posições estratégicas importantes de Portugal. O golpe, porém, fracassou. Pensando vir reunir-se com opositores ao regime do Estado Novo, Humberto Delgado dirigiu-se à fronteira espanhola em Villanueva del Fresno, em 13 de Fevereiro de 1965. Ao seu encontro vai um grupo de agentes da PIDE, liderados por Rosa Casaco, que o assassina bem como à sua secretária, Arajaryr Campos.

Depois do 25 de Abril

Em 1990 foi nomeado, a título póstumo, Marechal da Força Aérea. O seu corpo está no Panteão Nacional.
Fonte: Wikipédia

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CHARLES DARWIN

Assinala-se hoje a data de nascimento do naturalista britânico Charles Robert Darwin. Nascido a 12 de Fevereiro de 1809, desenvolveu a teoria da evolução das espécies  por meio de selecção natural e sexual. Esta teoria veio a tornar-se crucial para a explicação de diversos fenómenos na Biologia. Foi agraciado com vários prémios pelos seus estudos, com destaque para o prémio atribuído pela Sociedade Geológica de Londres, a medalha de Wollaston, com que foi laureado em 1859.
Poet'anarquista
Charles Darwin
Naturalista Britânico
BREVE HISTORIAL

Charles Robert Darwin nasceu numa família próspera e culta. Seu pai, Robert, era um médico respeitado e o seu avô paterno, Erasmus, poeta, médico e filósofo.

Em 1825, foi para Edimburgo estudar medicina, mas abandonou a carreira. Mudou-se para Cambridge, disposto a  tornar-se um sacerdote anglicano, mas ficou amigo do botânico John Stevens Henslow, com quem aprofundou os seus conhecimentos em história natural, matéria em que o seu talento se manifestava desde a infância.

Henslow conseguiu incluir Darwin como naturalista numa expedição ao redor do globo no navio Beagle, que deixou Davenport em 27 de Dezembro de 1831 rumo à América do Sul.

Foram quatro anos e nove meses de pesquisas. Juntou fósseis, amostras geológicas, observou milhares de espécies vegetais e animais, erupções vulcânicas e terremotos. Em 1839, após se casar com Emma Wedgwood, foi viver no campo, na terra natal. Sofreu de uma doença não diagnosticada na época, e suspeita-se que tenha sido o mal de Chagas.

Na viagem do Beagle, Darwin notou que um mesmo animal tinha características próprias de uma região para outra. O mesmo acontecia em espécies separadas pelo tempo, como demonstravam os fósseis. Embora bem definidas na mente de Darwin, as ideias evolucionistas  eram apenas assunto para um círculo íntimo de amigos, pois chocavam com a versão bíblica da criação e com a noção filosófica grega de formas ideais.

«A Origem das Espécies»
Charles Darwin

O evolucionismo, porém, já era uma corrente importante na biologia. Animado ao conhecer o trabalho do zoólogo Alfred Russell Wallace, que chegava a conclusões semelhantes, Darwin publicou em 1859 seu livro conhecido hoje como "A Origem das Espécies".

O nome completo era: "Sobre a Origem das Espécies por Meio da Selecção Natural ou a Conservação das Raças Favorecidas na Luta pela Vida".

Pela selecção natural, as condições ambientais determinam quanto uma determinada característica ajuda na sobrevivência e na reprodução de um ser vivo.

Aqueles com características mais eficientes para se adaptar a seu meio-ambiente geram mais filhos e os outros podem morrer antes de se reproduzirem ou serem menos prolíficos. O conceito de que só os fortes sobrevivem, porém, é um erro comum. Por exemplo, conforme as condições, um animal muito robusto pode demandar mais alimento e ter menos chances do que um outro mais ágil.

Como previa o naturalista, o pensamento conservador reagiu à sua teoria. Embora os cientistas tenham concluído que Darwin estava certo, a polémica permanece até hoje nos meios filosóficos e religiosos. Há sectores destes últimos que proíbem o ensino do evolucionismo darwiniano em escolas, pois adoptam a teoria do criacionismo, da criação do ser humano por Deus, como está na Bíblia. Independente de qualquer polémica, porém, o evolucionismo darwinista foi a base das ciências biológicas contemporâneas.

Extremamente apegado à família, o caráter modesto e cuidadoso de Darwin atraía a simpatia até dos adversários. Fulminado por um ataque cardíaco em 19 de Abril de 1882, foi enterrado na abadia de Westminster, por solicitação expressa do Parlamento Inglês.
Fonte: UOL Educação

ALENTEJO MEGALÍTICO

Na Herdade do Barrocal, situado numa clareira com vista para a vila de Monsaraz, encontra-se o monumento megalítico «Menir do Barrocal». Este monumento fálico com 5,70 metros de altura e mais de 15 toneladas de peso, foi descoberto aquando do enchimento da Barragem do Alqueva, inícios do séc. XXI.
Num declive a cerca de 100 metros do local onde foi encontrado este monumento megalítico, zona com vários afloramentos graníticos, encontra-se a pedra mãe de onde foi retirado o menir.
Poet'anarquista
Pedra Mãe - Vista da Base
Foto: Carlos Galhardas

Pedra Mãe - Vista Superior
Foto: Carlos Galhardas

Menir do Barrocal
Foto: Manuel Calado

Menir do Barrocal
Foto: Manuel Calado

Pedra Mãe - Vista Parcial
Foto: Carlos Galhardas

Pedra Mãe - Vista Geral
Foto: Carlos Galhardas

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 12 de Fevereiro...

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

POESIA - SYLVIA PLATH

Reconhecida pela sua obra poética do género poesia confessional, Sylvia Plath suicidou-se no dia 11 de Fevereiro de 1963, apenas com 30 anos de idade. Esta poetisa norte-americana escreveu ainda um romance auto-biográfico, A Redoma de Vidro, com o pseudónimo de Victoria Lucas, contendo detalhes da sua luta contra a depressão.
Poet'anarquista
Sylvia Plath
Poetisa Norte-Americana
BIOGRAFIA
Por Wilton Rossi

Sylvia Plath nasceu em 27 de outubro de 1932 e matou-se em 11 de fevereiro de 1963, quanto tinha apenas 30 anos. Até então a sua única obra poética era The Colossus, publicado em 1960. Mas são os poemas escritos após a publicação do seu primeiro livro que a transformaram num mito da poesia contemporânea. Os seus últimos dez meses de vida foram marcados por uma intensa actividade poética que gerou os seus melhores poemas, uma obra que a lançou no patamar dos grandes poetas do século.

Plath é habitualmente classificada como poeta confessional. Neste sentido, a sua vida é retratada fielmente na sua poesia, de alto grau emocional. Plath sempre foi marcada por uma forte instabilidade, fruto do trauma causado pela morte do seu pai quando ainda era uma criança de oito anos. A morte do seu pai foi a gênese da imagem do colosso masculino, do deus másculo e onipotente que ela ao mesmo tempo adorava e repudiava.

A sua vida foi marcada pela sombra de homens que considerava poderosos e opressores, figuras que ao mesmo tempo a inspiravam e a diminuíam. Ao lado do seu pai, Plath posicionou no seu pódio o seu marido Ted Hughes, também poeta, homem que ela admirava profundamente. Plath divinizava estas duas figuras masculinas e inseriu-as na sua poesia e na forma do mito do deus ausente ou morto, cuja ausência ou morte ora é lamentada, ora é celebrada.

O Seu casamento com Ted Hughe proporcionou-lhe a parceria ideal e Hughes substituiu em certa medida a figura paterna que a assombrava. Ambos dividiam os mesmos interesses e as mesmas leituras. Hughes era para ela o grande mentor que a educava e contribuía para o seu aprimoramento. Os dois chegaram a abandonar as suas profissões para viver apenas da poesia, mudando-se dos Estados Unidos para Londres, Inglaterra, em 1959. Este período marcou o início de sua fase madura, demonstrando claramente como a sua vida íntima se refletia na sua poesia.

No entanto, o ápice da sua produção poética só seria atingido após um período conturbado e traumático. Em Julho de 1962 Plath descobre o envolvimento adúltero de Hughes com outra mulher e o seu mundo desmorona. Plath percebe que vivia uma fantasia e esta constatação dá início à produção dos seus maiores poemas. O divórcio consuma-se em Outubro desse mesmo ano, um momento de intensa criatividade. Deste período são os poemas mais fortes e mórbidos de Plath. A morte está mais presente do que nunca. O seu imaginário é preenchido por sangue, desmembramento, ossos e órgãos internos que criam imagens muito fortes na sua poesia.

Plath muda-se em Dezembro com os seus dois filhos para um apartamento em Londres durante um dos mais frios invernos do século. Em janeiro, cerca de um mês antes do seu suicídio, é publicado The Bell Jar, um romance autobiográfico que explora o seu passado e os seus traumas.

A biografia de Sylvia Plath certamente é essencial para a compreensão de sua poesia, dado o poder de influência do seu pai e do seu marido na sua criatividade. Os seus maiores poemas, tais como "Daddy", "Lady Lazarus", "Purdah" e "Fever 103°", refletem com grande força as suas experiências existenciais. No entanto, a classificacão de Plath na categoria de poetas confessionais representa também o perigo de subestimar outras facetas de sua poesia que são tão importantes quanto o carácter biográfico da mesma. Num estudo brilhante datado de 1975, Judith Kroll faz uma excelente análise da face mítica da poesia de Plath. Segundo Kroll, o mito do grande deus morto lamentado pela deusa amante ou mãe é o ponto crucial na obra de Plath. O seu pai e seu marido representavam este deus poderoso. A admiração que Plath tinha por ambos mesclava-se com um sentimento de ódio, pois apenas a destruição de ambos lhe daria a autonomia para crescer. Somente livre da sombra destes homens ela podia desenvolver o seu potencial criativo.

De igual importância na poesia de Plath é o mito da lua, adorada como deusa em muitas culturas primitivas. A lua é o símbolo da inspiração poética, significando para Plath o seu destino enquanto criadora, sua musa e sua guia. A lua está presente de forma explícita em muitos poemas, especialmente na sua fase madura, e a sua influência enquanto mito pode ser sentida mesmo nos poemas em que não é mencionada de forma explícita. Em "Edge", que é muito provavelmente o último poema escrito por Plath, a lua assiste a tudo impassível, como uma presença implacável. Em "Elm" ela é "impiedosa".

O branco, cor mais significativa na sua poesia, é sempre o símbolo da morte, ou renovação, iminente. Nos poemas escolhidos aqui sentimos a sua presença no "branco zinco", nas "nuvens", na palidez cadavérica, na "serpente branca", no "leite", no "açúcar", no "capuz ósseo" da própria lua.

A idéia da morte na poesia de Plath não representa apenas o fim, a eliminação definitiva e completa da sua identidade. A morte mítica muitas vezes marca o início de um novo ciclo. Em muitos mitos absorvidos pela poesia de Plath a morte do deus é seguida pelo seu renascimento. É este o sentido da morte na sua poesia. O seu desejo de morte é nada menos que o desejo de transcendência, de renovação. Para Plath a morte é o fim de um estágio e o início de um período superior de vivência. Este viés interpretativo dá uma nova dimensão à poesia de Sylvia Plath, uma obra magnífica que se sustenta entre as maiores do século, a despeito dos factos trágicos que marcaram a sua vida.


PALAVRAS

Golpes 
De machado na madeira,
E os ecos!
Ecos que partem
A galope.

A seiva
Jorra como pranto, como
Água lutando
Para repor seu espelho
Sobre a rocha

Que cai e rola,
Crânio branco
Comido pelas ervas.
Anos depois, na estrada,
Encontro

Essas palavras secas e sem rédeas,
Bater de cascos incansável.
Enquanto do fundo do poço, estrelas fixas
Decidem uma vida.

Sylvia Plath


ARIEL

Estancamento no escuro
E então o fluir azul e insubstancial
De montanha e distância.

Leoa do Senhor como nos unimos
Eixo de calcanhares e joelhos!... O sulco

Afunda e passa, irmão
Do arco tenso
Do pescoço que não consigo dobrar.

Sementes
De olhos negros lançam escuros
Anzóis...

Negro, doce sangue na boca,
Sombra,
Um outro vôo

Me arrasta pelo ar...
Coxas, pêlos;
Escamas e calcanhares.
Branca
Godiva, descasco
Mãos mortas, asperezas mortas.

E então
Ondulo como trigo, um brilho de mares.
O grito da criança

Escorre pela parede.
E eu
Sou a flexa,

O orvalho que voa,
Suicida, unido com o impulso
Dentro do olho

Vermelho, caldeirão da manhã.

Sylvia Plath

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 11 de Fevereiro...

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

BERTOLD BRECHT - POETA E DRAMATURGO

Faz hoje cerca de um ano que fiz publicação no Poet'anarquista  (10 de Março de 2010), com o título «Poeta e Dramaturgo», sobre vida e obra de Eugen Berthold Friedrich Brecht, conhecido como Bertold Brecht. Cidadão alemão, nasceu a 10 de Fevereiro de 1898 em Augsburgo, e faleceu a 14 de Agosto de 1956 em Berlim Oriental. Os seus trabalhos influenciaram profundamente a poesia e o teatro contemporâneo, interagindo com o público para estimular o pensamento crítico dos leitores e espectadores. Novamente lhe presto homenagem pela genialidade do seu pensamento crítico!
Poet'anarquista
Berthold Brecht
Poeta e Dramaturgo Alemão
BIOGRAFIA

Eugen Berthold Friedrich Brecht é um dos autores alemães mais importantes do século XX, especialmente nas suas facetas de dramaturgo e de poeta. De formação marxista, Bertolt Brecht (seu nome artístico) dava grande importância à dimensão pedagógica das suas obras de teatro: contrário à passividade do espectador, sua intenção era formar e estimular o pensamento crítico do público. Para isso, servia-se de efeitos de distanciamento, como máscaras, entre-actos musicais ou painéis nos quais se comentava a acção. Brecht expôs em escritos de caráter teórico e encenações modelares essa nova forma de entender o teatro. 

O reconhecimento de sua genialidade chegou muito depressa: em 1922, foi concedido ao jovem Brecht o prémio Kleist por Tambores da Noite. No entanto, no princípio dedicou-se à assessoria artística, trabalhando, por exemplo, para o Teatro Alemão de Berlim, de Max Reinhard, entre 1924 e 1926. Brecht consolidou-se como escritor independente logo após os musicais Ópera dos Três Vinténs (1928) – que bem mais tarde inspiraria a Ópera do Malandro, do brasileiro Chico Buarque de Holanda – e Ascensão e Queda da Cidade de Mahagonny (1930), escritos em colaboração com o compositor Kurt Weil. A crítica social contida nessas obras e o seu humor cínico causaram escândalo na República de Weimar alemã. 

A ascensão ao poder dos nazistas marcou o início de uma longa odisseia para Brecht, que, no final, o conduziu à Califórnia, onde permaneceu até ao final da guerra e onde escreveu muitas das suas famosas obras teatrais: Galileu Galilei (1938), que aborda a responsabilidade da ciência, dando três pontos de vista distintos nas suas três versões; a peça antibelicista Mãe Coragem (1939); A Boa Pessoa de Setzuan (1941). Em colaboração com Lion Feuchtwanger, em As Visões de Simone Machard, transportou para a época da Segunda Guerra Mundial o mito de Joana d´Arc, personagem que já tinha abordado em 1930 em Santa Joana dos Matadouros, que só estreou em 1959. A obra contra Hitler, A Ascensão Irresistível de Arturo Ui, escrita no exílio na Finlândia, em 1941, só estreou depois da morte de Brecht. Após o regresso à Alemanha Oriental, fundou –- e, a partir de 1949, dirigiu, conjuntamente com sua mulher –- o Berliner Ensemble, onde se encenavam principalmente as suas obras. 

Tal como as peças de teatro, a obra lírica de Brecht, publicada em quatro colecções, contém uma importante carga de crítica política e de ironia, embora também tenha composto poemas de amor muito pessoais. São especialmente conhecidas as Histórias do Sr. Keuner, colecção de breves episódios, que escreveu desde 1930 até a sua morte e foi publicada em 1958.
Fonte: NETSABER

HÁ HOMENS QUE LUTAM UM DIA, E SÃO BONS

Há homens que lutam um dia, e são bons;
Há outros que lutam um ano, e são melhores;
Há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons;
Porém há os que lutam toda a vida
Estes são os imprescindíveis


Bertold Brecht

NADA É IMPOSSÍVEL MUDAR

Desconfiai do mais trivial, na aparência singelo.
E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.

Bertold Brecht

DO RIO QUE TUDO ARRASTA

Do rio que tudo arrasta se
diz que é violento
Mas ninguém diz violentas as
margens que o comprimem


Bertold Brecht
«O ANALFABETO POLÍTICO»

BERTOLD BRECHT

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo da vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado
e o pior de todos os bandidos:
O político vigarista,
pilantra, corrupto e lacaio
das empresas nacionais e multinacionais

Bertold Brecht

LITERATURA - BORIS PASTERNAK

O poeta e romancista russo Boris Leonidovicht Pasternak, nasceu em Moscovo no dia 10 de Fevereiro de 1890. Ganhou o Prémio Nobel da Literatura em 1958, mas por questões políticas não foi autorizado a receber a honraria. O seu famoso livro "Doutor Jivago", com fortes críticas ao regime comunista soviético, levou as  autoridades russas a proibirem a sua publicação na União Soviética. Só com a entrada de Mikhail Gorbatchev foi possível  os russos terem livre acesso ao livro, e assim conhecerem a saga de "Doutor Jivago".
Poet'anarquista
Boris Pasternak
Poeta e Romancista Russo
BIOGRAFIA
Filho de um professor de pintura e de uma pianista, teve uma juventude numa atmosfera cosmopolita. Estudou Filosofia na Alemanha e voltou a Moscovo em 1914, ano em que publicou sua primeira colecção de poesias. Primeiramente próximo do Futurismo russo, é principalmente como poeta que Pasternak se tornou conhecido na Rússia.
Durante a Primeira Guerra Mundial ensina e trabalha numa fábrica química dos Urais, o que lhe deu matéria para a sua famosa saga "Doctor Zhivago" anos mais tarde.
Pasternak caiu em desgraça com as autoridades soviéticas durante os anos 1930; acusado de subjectivismo,  conseguiu, no entanto, não ser enviado para um campo de trabalho.
Foi-lhe atribuído o Nobel de Literatura de 1958, mas não foi autorizado a recebê-lo por razões políticas.
Na Rússia é mais conhecido como poeta do que romancista, em virtude de o livro "Dr. Jivago" não ter feito muito sucesso na antiga União Soviética por motivos políticos. É interessante observar, no entanto, que o personagem principal, homónimo ao livro é, justamente, um poeta que tem problemas com as autoridades soviéticas stalinistas, embora simpatizante da causa dos deserdados. O "Dr. Jivago", percebe-se, é um alter-ego do poeta Pasternak.

SOBRE "DOUTOR JIVAGO"


Em 1958, Boris Pasternak publicou o seu mais conhecido trabalho no mundo ocidental: o romance "Doctor Zhivago" (no português, Doutor Jivago). O livro não pôde ser publicado na então União Soviética, devido às críticas feitas ao regime comunista na obra. Os originais do livro foram contrabandeados para fora da "Cortina de Ferro" e editados na Itália, tornando-se rapidamente num verdadeiro best-seller, fazendo de Pasternak ganhador do Nobel de Literatura.

Entretanto, pelo fato de ser um livro proibido pelo governo de Moscovo, Pasternak foi impedido de receber o Nobel e acabou sendo obrigado a devolver a honraria. A proibição da publicação de "Dr. Jivago" dentro da União Soviética vigorou até 1989, quando a política de abertura de Mikhail Gorbatchev, então líder da URSS, liberou a publicação da obra. Somente neste ano, os russos puderam conhecer a saga de Jivago.

Em 1965, "Doutor Jivago" ganhou uma adaptação para o cinema, com Omar Shariff, no papel principal. O filme ficou famoso também pela sua grande trilha sonora, "Lara's Theme". Entretanto, Pasternak não viveu para ver o seu livro adaptado para as telas. Morreu em 1960.
Fonte: Wikipédia

DEFINIÇÃO DE POESIA

Um risco maduro de assobio.
O trincar do gelo comprimido.
A noite, a folha sob o granizo.
Rouxinóis num dueto desafio.

Um doce ervilhal abandonado
A dor do universo numa fava.
Fígaro: das estantes e flautas -
Geada no canteiro, tombado.

Tudo o que para a noite releva
Nas funduras da casa de banho,
Trazer para o jardim uma estrela
Nas palmas úmidas, tiritando.

Mormaço: como pranchas na água,
Mais raso. Céu de bétulas, turvo.
Se dirá que as estrelas gargalham,
E no entanto o universo está surdo.

Boris Pasternak

É INDECOROSO SER FAMOSO

É indecoroso ser famoso
Porque não é isso que eleva.
E não vale a pena montar arquivos
Nem perder tempo com manuscritos antigos.

O caminho da criação é a entrega total,
E não fazer barulho ou ter sucesso.
Isso, infelizmente, nada significa
E é como uma alegoria a viajar de boca em boca.

É preciso, porém, viver sem pretensões,
Viver de tal modo que no fim das contas
Um amor ideal nos alcance
E ouçamos o apelo dos anos que virão.

O que é preciso rever
É o destino, não velhos papéis;
Nem parágrafos e capítulos de uma vida
Anotar ou emendar.

E mergulhar no anonimato,
Silenciar nele os nossos passos,
Como foge a paisagem na neblina
Em plena escuridão.

Outros, nesse rastro vivo,
Seguirão o teu caminho passo a passo,
Mas tu mesmo não deves distinguir
Derrota de vitória.

E não deves nem por um instante
Recuar ou trair o que tu és,
Mas estar vivo, só vivo,
E só vivo — até o fim.

Boris Pasternak

O DOM DA POESIA

Deixa a palavra escorregar,
Como um jardim o âmbar e a cidra,
Magnânimo e distraído,
Devagar, devagar, devagar.

Boris Pasternak

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 10 de Fevereiro...

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

LITERATURA - JULES VERNE

O escritor ficcionista Jules Verne nasceu em Nantes, França, a 8 de Fevereiro de 1828. Foi considerado pelos críticos literários como o grande impulsionador do género de ficção científica. Os seus livros falam do aparecimento de novas tecnologias e avanços científicos, o que veio a verificar-se alguns anos mais tarde.
Poet'anarquista
Jules Verne
Escritor Francês
BIOGRAFIA

Jules Verne passou a infância com os pais e irmãos, na cidade francesa de Nantes e na casa de verão da família. A proximidade do porto e das docas constituíram provavelmente grande estímulo para o desenvolvimento da imaginação do autor sobre a vida marítima e viagens a terras distantes. Com nove anos foi mandado para o colégio com o seu irmão Paul. Mais tarde, seu pai, com a esperança de que o filho seguisse a sua carreira de advogado, enviou o jovem Júlio para Paris, a fim de estudar Direito. Ali começou interessar-se mais pelo teatro do que pelas leis, tendo escrito alguns livretos de operetas e pequenas histórias de viagens. Seu pai, ao saber disso, cortou-lhe o apoio financeiro, o que o levou a trabalhar como corretor de acções, o que teve como propósito lhe garantir alguma estabilidade financeira. Foi quando conheceu uma viúva com duas filhas chamada Honorine de Viane Morel, com quem se casou em 1857 e teve em 1861 um filho chamado Michel Jean Pierre Verne. Durante esse período conheceu os escritores Alexandre Dumas e Victor Hugo.

A carreira literária de Jules Verne começou a se destacar quando se associou a Pierre-Jules Hetzel, editor experiente que trabalhava com grandes nomes da época, como Alfred de Brehat, Victor Hugo, George Sand e Erckmann-Chatrian.
Hetzel publicou a primeira grande novela de sucesso de Jules Verne em 1862, o relato da viagem a África em balão, intitulado Cinco semanas num balão. Essa história continha detalhes tão minuciosos de coordenadas geográficas, culturas, animais, etc., que os leitores perguntavam se era ficção ou um relato verídico. Na verdade, Jules Verne nunca havia estado num balão ou viajado a África. Toda a informação sobre a história veio da sua imaginação e capacidade de pesquisa.

Hetzel apresentou Verne a Félix Nadar, cientista interessado em navegação aérea e balonismo, de quem se tornou grande amigo e que introduziu Verne ao seu círculo de amigos cientistas, de cujas conversações o autor provavelmente tirou algumas das suas ideias.

O sucesso de Cinco semanas num balão rendeu-lhe fama e dinheiro. A sua produção literária seguia em ritmo acelerado. Quase todos os anos Hetzel publicava novo livro de Verne, quase todos grandes sucessos. Dentre eles se encontram: Vinte Mil Léguas Submarinas, Viagem ao centro da terra, A volta ao mundo em oitenta dias, Da terra à lua , Robur - o conquistador.

O seu último livro publicado foi Paris no século XX. Escrito em 1863, somente publicado em 1989, quando o manuscrito foi encontrado pelo bisneto de Verne. Livro de conteúdo depressivo, foi rejeitado por Hetzel, que recomendou Verne a não publicá-lo na época, por fugir à fórmula de sucesso dos livros já escritos, que falavam de aventuras extraordinárias. Verne seguiu o seu conselho e guardou o manuscrito num cofre, só sendo encontrado mais de um século depois.

Até hoje Jules Verne é o escritor cuja obra foi mais traduzida em toda a história, com traduções em 148 línguas, segundo estatísticas da UNESCO, tendo escrito mais de 100 livros.

Michel, seu filho, era considerado um rapaz rebelde, e não seguiu as orientações do pai. Jules Verne mandou o seu filho, aos 16 anos, numa viagem de instrução num navio, por 18 meses, com esperança que a disciplina a bordo e a vida no mar corrigissem o seu carácter rebelde, mas de nada adiantou. Michel não se corrigiu e acabou por casar com uma actriz, contra a vontade do pai, tendo com ela dois filhos.

Em 9 de Março de 1886, seu sobrinho Gaston deu dois tiros contra o autor, quando este chegava em casa na cidade de Amiens. Um dos tiros atingiu-o no ombro e demorou a cicatrizar, o outro atingiu o tornozelo, deixando-o coxo nos seus últimos 19 anos de vida. Não se sabe bem por que seu sobrinho tenha cometido o atentado, mas ele foi considerado louco e internado num manicómio até ao final da vida. Este episódio serviu para aproximar pai e filho, pois Michel vendo-se em vias de perder o pai passou a encarar a vida com mais seriedade.

Neste mesmo ano, morria o editor Pierre Hetzel, grande amigo de Júlio Verne, facto que o deixou muito abalado.

Nos últimos anos, Verne escreveu muitos livros sobre o uso erróneo da tecnologia e os seus impactos ambientais, a sua principal preocupação naquela época. Continuou a sua obra até a sua morte em 24 de Março de 1905. O seu filho Michel editou os seus trabalhos incompletos e escreveu ele mesmo alguns capítulos que estavam faltando, quando da morte do pai.
Fonte: Wikipédia
«Capa das Edições Hetzel»
Jules Verne

FOTOGRAFIA - SEBASTIÃO SALGADO

Nascido a 8 de Fevereiro de 1944, Sebastião Ribeiro Salgado é um fotógrafo brasileiro com reconhecimento a nível mundial. Vencedor de vários prémios atribuídos ao longo da sua carreira como foto-jornalista, a partir de 2001 foi nomeado representante da UNICEF e dedicou-se a escrever crónicas sobre a pobreza e exclusão social, do que resultou a publicação de dez livros e várias exposições de fotografia.
Poet'anarquista
Sebastião Salgado
Foto-Jornalista
BIOGRAFIA


Formado em economia pela Universidade de São Paulo, trabalhou na Organização Internacional do Café em 1973, e trocou a economia pela fotografia após viajar para a África levando emprestada a câmera fotográfica da sua mulher, Lélia Wanick Salgado. O seu primeiro livro, Outras Américas, sobre os pobres na América Latina, foi publicado em 1986. Na sequência, publicou Sahel: O Homem em Pânico (também publicado em 1986), resultado de uma longa colaboração de quinze meses com a ONG Médicos sem Fronteiras, cobrindo a seca no Norte de África. Entre 1986 e 1992 concentrou-se na documentação do trabalho manual em todo o mundo, publicada e exibida sob o nome Trabalhadores rurais, um feito monumental que confirmou a sua reputação como foto-documentarista de primeira linha. De 1993 a 1999 voltou a sua atenção para o fenómeno global de desalojamento em massa de pessoas, que resultou em Êxodos e Retratos de Crianças do Êxodo, publicados em 2000 e aclamados internacionalmente.


Na introdução de Êxodos, escreveu: "Mais do que nunca, sinto que a raça humana é somente uma. Há diferenças de cores, línguas, culturas e oportunidades, mas os sentimentos e reações das pessoas são semelhantes. Pessoas fogem das guerras para escapar da morte, migram para melhorar a sua sorte, constroem novas vidas em terras estrangeiras, adaptam-se a situações extremas…" Trabalhando inteiramente com fotos em preto e branco, o respeito de Sebastião Salgado pelo seu objecto de trabalho e a sua determinação em mostrar o significado mais amplo do que está acontecendo com essas pessoas, criou um conjunto de imagens que testemunham a dignidade fundamental de toda a humanidade ao mesmo tempo que protestam contra a violação dessa dignidade por meio da guerra, pobreza e outras injustiças.


Ao longo dos anos, Sebastião Salgado tem contribuído generosamente com organizações humanitárias incluindo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, (ACNUR), a Organização Mundial da Saúde (OMS), a ONG Médicos sem Fronteiras e a Amnistia Internacional. Com a sua mulher, Lélia Wanick Salgado, apoia actualmente um projecto de reflorestamento e revitalização comunitária em Minas Gerais. Em setembro de 2000, com o apoio das Nações Unidas e do UNICEF, Sebastião Salgado montou uma exposição no Escritório das Nações Unidas em Nova Iorque, com 90 retratos de crianças desalojadas extraídos de sua obra Retratos de Crianças do Êxodo. Essas impressionantes fotografias prestam solene testemunho a 30 milhões de pessoas em todo o mundo, a maioria delas crianças e mulheres sem residência fixa. Em outras colaborações com o UNICEF, Sebastião Salgado doou os direitos de reprodução de várias fotografias suas para o Movimento Global pela Criança e para ilustrar um livro da moçambicana Graça Machel, actualizando um relatório de 1996, como Representante Especial das Nações Unidas sobre o Impacto dos Conflitos Armados sobre as Crianças. Actualmente, num projeto conjunto do UNICEF e da OMS, está documentando uma campanha mundial para a erradicação da poliomielite.


Sebastião Salgado foi internacionalmente reconhecido e recebeu praticamente todos os principais prémios de fotografia do mundo como reconhecimento pelo seu trabalho. Fundou em 1994 a sua própria agência de notícias, "As Imagens da Amazónia" , que representa o fotógrafo e o seu trabalho. Salgado e a sua esposa Lélia Wanick Salgado vivem actualmente em Paris, autora do projecto gráfico da maioria dos seus livros. O casal tem dois filhos.
Fonte: Wikipédia

OLHAR AS COISAS
O  instante  momento
Que  passa...
A  vida!
Uma  imagem...
Um  sonho
Que  fica
Para  sempre
No  teu  olhar!!
Matias  José  (14.03.1997)

SEBASTIÃO SALGADO - A BRANCO E PRETO



















FOTOGRAFIA DE SEBASTIÃO SALGADO

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 8 de Fevereiro...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CARTOON versus QUADRAS

«TAKE MCLXXI»
A PROMESSA DE SÓCRATES 
HenriCartoon

A Promessa de Sócrates (Take MCLXXI)

Garanto-vos que não haverá despedimentos,
Promessa cá do Zé aos funcionários públicos...
Digo-o com convicção e sem ressentimentos,
Os que foram despedidos, não serão os únicos!!

Alguns desempregados depois...

Não digam que nos despediu
E nós não demos por nada?...
Engenhosa trama o Zé urdiu,
Deixa a malta desempregada!

POETA