sábado, 5 de agosto de 2017

OUTROS CONTOS

«A Dor», por Manel d' Sousa.

«A Dor»
Mia, a Gata Mourisca

1063- «A DOR»

“Mia está morta!… Mia está morta!!”
Gritou meu amor, louca aflição,
Eu sem sentir o bater do coração…
O dia escureceu, nada importa.

Essa dor que ninguém suporta,
Que deita de rastos p’lo chão…
Quero esquecer, não há solução,
Só o tempo é que nos conforta.

Até se abrir de novo a porta,
Sentimos o peso da separação
Como uma espada que corta;

Passa leve aragem de Verão
Debaixo dos sobreiros da horta,
Onde reina a paz e a solidão.

Manel d’ Sousa

2 comentários:

Anónimo disse...


Sei, de certo modo, avaliar essa "dor", dado que, há cerca de dois meses, a nossa cadelinha esteve muito doentinha, quase que a perdemos... Apesar de
ter recuperado, tem práticamente 14 anos e está a ficar vélhinha... e isso
deixa-nos muito tristes e preocupados, pois se houver uma repetição, não sei se conseguirá resistir... É, para todos nós, considerada um elemento da família, QUE MERECE TODA A NOSSA DEDICAÇÃO E CARINHO !

Andamos "azarados", Kabé, o nosso e o vosso caso foram semelhantes..., a "dose" foi em duplicado..., melhores tempos virão, se Deus quiser !

Desejo-lhe as suas melhoras! Por cá já tudo voltou à normalidade...

Um abraço amigo para toda a Família !

Uma Alandroalense (Liva)




Camões disse...

Grande tristeza cá em casa...

Quando chegámos do trabalho a Mia estava morta debaixo do alguidar da roupa que se encontrava em cima de um banco. Penso que o derrubou ficando enjaulada dentro dele, e como é pesado, não foi capaz de se libertar. Acabou por morrer desidratada, pois não eram visíveis quaisquer lesões.

Choro e mais choro foi o que se passou a seguir, perante a impotência do sucedido.

Grande tristeza!

O NOME DA GATA

A gata mourisca chama-se Mia,
Dorme agora no meu regaço...
Mais de mil afagos lhe faço,
Comove-me a sua simpatia!

Um ser assim, de tão pequenino
Que me cabe na palma da mão...
Vou sentindo o bater do coração,
E dou as boas graças ao destino.

Em boa hora no meu caminho
O felino haveria de cruzar,
Tão meigo e terno olhar...

Seu cheiro doce a pedir carinho,
Diz-me que não estou sozinho
Quando a ouço ronronar!

Manel d' Sousa

Acabei de trazer para casa a mãe da Mia. Era o único animal que restava no canil do município.

Escolhemos para nome Manchas.

É de pelagem branca com três manchas pretas na cabeça e quatro manchas pretas no dorso.

De uma mansidão total.

É caso pra dizer, tal mãe tal filha.

Mas a Mia viverá sempre dentro dos nossos corações.

Agora está guardadinha debaixo dos sobreiros da Horta da Vinha mesmo ao lado do Sebastião, onde a paz reina.

Jamais te esqueceremos, Mia!

Um doido qualquer que gosta de animais

Cumprimentos...

Kabé