terça-feira, 25 de dezembro de 2012

TRÉGUA DE NATAL

Trégua de Natal, 25 de Dez./ 1914
Soldado Inglês e Alemão Confraternizam

«Quase um Séc. Depois...»

CONSOADA DE NATAL (A GUERRA PODE ESPERAR…)

Ouvem-se ao longe o rufar de mil tambores...
Regressam da guerra os soldados p'la consoada,
Esperam por eles mulheres sedentas d’amores
Num tempo novo onde a guerra não é esperada!

A paz reina, dizem… porque reina o Deus Menino,
E por momentos cessam o ribombar dos canhões...
Interrompem ano após ano a marcha do destino
Vendendo ao mundo um tempo gasto de ilusões.

Esta paz podre, onde parece haver alguma acalmia,
Motivo de reencontro de velhos amigos d’armas…
Deixa nos corações saudosos estranha melancolia;

Rezam p'los mortos, desejando paz às suas almas...
Orações sentidas reúnem no Natal  a velha família
E a guerra, por instantes, tem sabor a noites calmas!

Matias José

4 comentários:

Anónimo disse...


SONETO LINDO, COMOVENTE E TÃO
VERDADEIRO !!!...

SEM MAIS PALAVRAS ...

MUITÍSSIMO OBRIGADA, MATIAS JOSÉ !

Uma Alandroalense (L...)

Anónimo disse...

MAGNÍFICO SONETO QUASE UM SÉCULO DEPOIS. BRAVO!!!!

Anónimo disse...

Mais um soneto que marca a escrita inconfundível deste poeta alandroalense.

Muitos parabéns e um bom ano novo para o poetanarquista!

De passagem...

Anónimo disse...

Bom Ano Novo com excelente poesia no sapatinho é o que mais desejo!

Um abraço das arábias