quinta-feira, 6 de outubro de 2011

POESIA - MATIAS JOSÉ

«Porque sou Assim»
Dia Incerto do Mês de Janeiro de 1964

PORQUE SOU ASSIM

Porque sou assim desconheço (?)
Desde menino assim sou…
Não sei se me conheço,
Nem sei para onde vou!

Ando às voltas com a vida,
Com as voltas que ela dá…
A vida… essa anda perdida,
Por não saber onde está!

Vou por esse caminho
Que não leva a nada,
Esperando um carinho
Numa extensão parada!

Matias José  

POETA TOMAS TRANSTRÔMER - NOBEL DA LITERATURA 2011

É com enorme satisfação que publico a notícia do Prémio Nobel da Literatura 2011, atribuído ao poeta e cidadão sueco Tomas Transtrômer. Nasceu em Estocolmo, a 15 de Abril de 1931 e a sua poesia tem tido grande influência na escrita sueca, assim como em todo o mundo das letras. Com tradução em mais de trinta línguas, já havia recebido outros prémios na sua carreira, dos quais destaco o Prémio Literário do Conselho Nórdico entregue em 1990. Está de parabéns a literatura, e neste caso particular, a poesia. Daqui envio um abraço muito especial a Tomas Transtrômer!
Poet'anarquista
Tomas Transtrômer
Poeta Sueco
BREVE BIOGRAFIA

Tomas Tranströmer (Estocolmo, 15 de abril de 1931) é um poeta e tradutor sueco.
A poesia de Tranströmer tem uma grande influência na Suécia e em todo o mundo, sendo ele o poeta sueco mais traduzido: os seus poemas estão traduzidos em mais de trinta línguas. Recebeu numerosos prémios literários, como por exemplo o Prémio Literário do Conselho Nórdico em 1990 e agora o Prémio Nobel da Literatura em 2011.
Tranströmer iniciou-se na poesia aos 23 anos de idade. O seu primeiro livro intitulava-se «17 Dikter» (17 poemas). A maior parte da sua obra é escrita em verso livre, embora também tenha feito experiências com linguagem métrica. Na sua escrita nota-se uma certa disciplina horaciana.
Vive presentemente numa ilha, longe dos olhares do mundo e dos meios de comunicação. Foi psicólogo de profissão até 1990. Redigiu cerca de uma quinzena de obras numa longa carreira dedicada à escrita.
Em 1990 foi vítima de um acidente vascular cerebral que o deixou em parte afásico e hemiplégico. Continuou a escrever e publicou três obras, das quais se destaca «O Grande Enigma: 45 Haikus».
Fonte: Wikipédia

FUNCHAL

O restaurante do peixe na praia, uma simples barraca, construída por náufragos.

Muitos, chegados à porta, voltam para trás, mas não assim as rajadas de vento do mar. Uma sombra encontra-se num cubículo fumarento e assa dois peixes, segundo uma antiga receita da Atlântida, pequenas explosões de alho.

O óleo flui sobre as rodelas do tomate. Cada dentada diz que o oceano nos quer bem, um zunido das profundezas.

Ela e eu: olhamos um para o outro. Assim como se trepássemos as agrestes colinas floridas, sem qualquer cansaço. Encontramo-nos do lado dos animais, bem-vindos, não envelhecemos. Mas já suportámos tantas coisas juntos, lembramo-nos disso, horas em que também de pouco ou nada servíamos ( por exemplo, quando esperávamos na bicha para doar o sangue saudável – ele tinha prescrito uma transfusão). Acontecimentos, que nos podiam ter separado, se não nos tivéssemos unido, e acontecimentos que, lado a lado, esquecemos – mas eles não nos esqueceram!

Eles tornaram-se pedras, pedras claras e escuras, pedras de um mosaico desordenado.

E agora aconteceu: os cacos voam todos na mesma direcção, o mosaico nasce.

Ele espera por nós. Do cimo da parede, ele ilumina o quarto de hotel, um design, violento e doce, talvez um rosto, não nos é possível compreender tudo, mesmo quando tiramos as roupas.

Ao entardecer, saímos. A poderosa pata, azul escura, da meia ilha jaz,expelida sobre o mar. Embrenhamo-nos na multidão, somos empurrados amigavelmente, suaves controlos, todos falam, fervorosos, na línguaestranha. “ um homem não é uma ilha.“ Por meio deles fortalecemo-nos, mas também por meio de nós mesmos. Por meio daquilo que existe em nós e que os outros não conseguem ver. Aquela coisa que só se consegue encontrar a ela própria. O paradoxo interior, a flor da garagem, a válvula contra a boa escuridão.

Uma bebida que borbulha nos copos vazios. Um altifalante que propaga o silêncio.

Um atalho que, por detrás de cada passo, cresce e cresce. Um livro que só no escuro se consegue ler.

Tomas Tranströmer

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

PAUL SIMON - «Late in the Evening»

Poet'anarquista

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CARTOON versus QUADRAS

«Menos 600 Milhões para a Educação»
HenriCartoon

MENOS 600 MILHÕES PARA A EDUCAÇÃO

Compreendi senhor ministro
Vou já reduzir nos custos…
Por agora tenho cá quatro,
Mas dois são pouco espertos!

Tenho quatro,  atiro em dois,
Sobram dois… assim espero;
Nos outros dois atiro depois,
Pra alcançar o custo zero!

POETA

ESCOLA POPULAR TÚLIO ESPANCA

Universidade Sénior
Escola Popular Túlio Espanca

Pólo de Alandroal da Escola Popular Túlio Espanca Prepara-se Para Iniciar Novo Ano Lectivo

O Pólo de Alandroal da Escola Popular Túlio Espanca prepara-se para iniciar o seu segundo ano lectivo, com algumas novidades e a mesma motivação, empenho e dinâmica que marcaram o seu primeiro ano de actividade. A Sessão Oficial de Abertura está marcada para o próximo dia 15 de Outubro, a partir das 16:00 horas, no Fórum Cultural de Alandroal.

A cerimónia de abertura do novo ano lectivo vai contar com a presença do director da Escola Popular Túlio Espanca, Bravo Nico, e do presidente da Câmara Municipal de Alandroal, João Grilo, e vai servir para apresentar as actividades e aulas programadas para este ano. Ao longo da tarde haverá tempo ainda para assistir a uma representação do Grupo de Teatro do Pólo de Alandroal, mostrando assim algum do trabalho desenvolvido no primeiro de actividade do Pólo.

Para o novo ano lectivo, que se inicia depois da sessão de apresentação, no dia 17 de Outubro, a Câmara Municipal de Alandroal preparou um conjunto de novidades que vão desde a introdução de aulas de alfabetização, história universal e relações internacionais, até à realização de workshops de culinária em vários pontos do concelho de Alandroal.  

Além destas actividades, e há semelhança do que aconteceu no primeiro de actividade do Pólo de Alandroal, vão estar em funcionamento também as aulas de Informática, inglês, teatro e ginástica. A realização de visitas de estudo e de algumas iniciativas em parceria com outros pólos completam o plano de trabalhos para o ano lectivo 2011/20112.

A Autarquia alandroalense pretende descentralizar as actividades, levando a Escola Popular a vários pontos do concelho e dinamizando os edifícios das antigas escolas primárias, à medida que estejam reunidas as condições para isso. Se deseja participar nas actividades do Pólo de Alandroal da Escola popular Túlio Espanca basta que se dirija à Câmara Municipal de Alandroal ou a qualquer Junta de Freguesia do concelho e formalize a sua inscrição. Em alternativa poderá também aceder ao site da Autarquia (www.cm-alandroal.pt) e fazer a sua inscrição online.
Fonte: gabinete imprensa/cmalandroal
   

ESCULTURA - FRÉDÉRIC AUGUSTE BARTHOLD

O escultor francês Frédéric Auguste Barthold de Mello, nasceu em Colmar, na Alsácia, a 2 de Agosto de 1834. Ficou célebre com a obra «Estátua da Liberdade», presente da França aos Estados Unidos situada na entrada do porto de Nova York, e com o famoso «Leão de Belfort» representando a resistência da cidade durante o cerco de 1780/1781, durante a guerra franco-prussiana. Barthold faleceu em Paris, a 5 de Outubro de 1904.
Poet'anarquista
Frédéric Auguste Barthold
Escultor Francês
BIOGRAFIA

Nascido 02 de abril de 1834 em Colmar, Alsácia, veio mais tarde a estudar pintura com Ary Scheffer, em Paris, acabando por enveredar pela escultura. 

Começou a interessar-se em obras monumentais após várias viagens para o Egito. 

Realizou obras como «Francesca da Rimini» (1852), «Monumento a Martin Schongauer » (1863), «Le Vigne-ron» (1870), e «Vercingetorix» (1872).

O trabalho que lhe é reconhecido pelo mundo é a «Estátua da Liberdade», que passou dez anos a ser esculpido, de estilo clássico e que marca a memória da humanidade a partir da sua fé primitiva.

Concebida em colaboração com Gustave Eiffel, mede 46 metros de altura, está assente num pedestal de 45 metros e pesa 200 mil quilos. A face da deusa segurando uma tocha teve como modelo a sua mãe. Os sete raios da coroa da estátua representam os sete oceanos e continentes. A tocha erguida na mão direita , é um farol para guiar os navios à vela no meio da noite, enquanto a sua mão esquerda segura uma tábua que diz em algarismos romanos «04 de Julho de 1776». Sob os seus pés correntes quebradas da tirania, deixando muito claro que todos os grilhões à liberdade serão destruídos.

Originalmente chamada de Liberdade, esta estátua foi um presente da França para a América do Norte para comemorar o centenário da independência dos Estados Unidos, e para simbolizar a amizade eterna entre os povos de ambas as nações. É um dos monumentos mais visitados no mundo.

Uma versão muito menor foi colocado, por sua vez numa ilha no Sena em Paris.

Outra grande obra é o «Leão de Belfort» em memória das vítimas da ocupação Prussiana entre 1870-1871. Berthold  criou um leão de 22 metros de comprimento e 11 de altura.

O artista morreu aos 70 anos de idade, em 05 de Outubro de 1904.
Fonte: biografias.com
«Estátua da Liberdade»
Barthold

«Leão de Belfort»
Barthold

«Liberdade da Poesia»
Barthold

«Madona e Filho»
Barthold

«Lafayette»
Barthold

«Martin Schongauer»
Barthold

«Jean Roesselman»
Barthold

«Escultor da Liberdade»
Barthold

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...
(Escolha musical da blogosfera)

NANA MOUSKOURI - «Fais du Feu»

Poet'anarquista

terça-feira, 4 de outubro de 2011

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é... 
(Escolha musical da blogosfera)

NEY MATOGROSSO - «Veja Bem Meu Bem»

Poet'anarquista

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A PROPÓSITO DE ARTE...

Estava eu fazendo publicação no blogue sobre o evento «Pensar com Arte», a realizar no Alandroal no próximo dia 12 de Outubro do corrente ano, quando recebi na minha caixa de correio electrónico mensagem do amigo F.M. Uma foto alusiva a um concurso de pintura, captando ilustres concorrentes e os respectivos trabalhos. Pela expressão facial das pintoras Sara, Paula, Gena, Carla e Conceição, adivinha-se que a atribuição do primeiro prémio do concurso tenha sido bastante difícil, tendo o júri que recorrer às imagens faciais das concorrentes para desempatar as obras apresentadas. Mas nem assim foi possível, tal a originalidade do fotógrafo. Quem acabou por arrecadar o prémio foi a mais pequenina, como mandam as regras nestes casos. Como prémio de consolação para as outras quatro participantes no concurso, o júri resolveu oferecer uma foto para a posteridade. Para a Sara um grande beijinho do Poet'anarquista!
Poet'anarquista
«Participantes no Concurso de Pintura»
Pela esquerda: Conceição*Sara*Paula*Gena*Carla
Foto: F.M.

PENSAR COM ARTE

«Pensar com Arte»
Cartaz e Programa do Evento

Alandroal vai “Pensar Com Arte” no próximo dia 12 de Outubro

No mundo em que vivemos torna-se cada vez mais importante pensar a sociedade e tudo aquilo que nos rodeia. E quanto mais cedo se começar a “treinar” essa capacidade melhor. Com esta ideia em mente, a Câmara Municipal de Alandroal vai promover a iniciativa “Pensar Com Arte”, que tem como objectivos a promoção do desenvolvimento da capacidade cognitiva das nossas crianças e a divulgação do programa pedagógico “Filosofia Para Crianças”.

Debates de ideias, workshops e uma sessão de cinema, são algumas das actividades programadas para o próximo dia 12, a partir das 10:00h, no Fórum Cultural de Alandroal. Um dos pontos altos desta iniciativa está agendado para as 10:30, com a projecção do filme “Uma Casa na História”, de José Meireles. No final da projecção do filme haverá lugar a um debate de ideias, que contará com a presença do realizador.

Para a parte da tarde está reservado o workshop “Pensar Bem Para Interpretar Bem”, que será conduzido pela Dr.ª Teresa Santos, e que pretende dar a conhecer a todos os presentes o programa pedagógico “Filosofia Para Crianças”.

A Câmara Municipal de Alandroal convida toda a população a estar presente nesta iniciativa que pretende levá-lo a pensar “Pensar Com Arte”. Para participar basta que se dirija à Biblioteca Municipal de Alandroal e formalize a sua inscrição, de forma gratuita.
Fonte: gabinete imprensa/cmalandroal 
«Pensar com Arte»
»Arte para Pensar«
      

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

THE POGUES - «Four O'Clock in the Morning»

Poet'anarquista

POESIA - LOUIS ARAGON

O poeta e escritor francês Louis Aragon, nasceu em Paris a 3 de Outubro de 1897. Iniciou a sua carreira literária ainda muito jovem e, mais tarde, durante a segunda guerra mundial, conheceu o poeta André Breton num hospital de campanha; os dois fundaram a revista «Littérature» voltada essencialmente para o surrealismo. Em 1957 foi-lhe atribuído o «Prémio Lenine da Paz». Louis Aragon faleceu na sua cidade natal, a 24 de Dezembro de 1982.
Poet'anarquista
Louis Aragon
Poeta Francês
BIOGRAFIA

Poeta, romancista e ensaísta francês nascido em Paris a 3 de Outubro de 1897, um dos iniciadores do surrealismo (1919), com André Breton e Philippe Soupault.

Audacioso nas invenções da juventude, quando indicou novos caminhos ao aderir ao verso livre, os seus primeiros sucessos vieram com a publicação dos seus primeiros livros de poemas, como «Le Mouvement Perpétuel» (1926).

Após o romance« Le Paysan de Paris» (1926), no qual já abordava temas sociais, e uma obra de inspiração ainda surrealista, o «Traité du Style» (1928), afastou-se dessa corrente e tornou-se comunista, passando a escrever romances realistas e revolucionários e abraçando as reivindicações sociais e proletárias.

A ruptura definitiva deu-se com o poema «Hourra l'Oural» (1934). Os romances «Les Cloches de Bâle» (1934), «Les Beaux Quartiers» (1936), «Les Voyageurs l’Impériale» (1942), «Aurélien» (1944) e «La Semaine Sainte» (1958).

A Sua fama cresceu ao regressar, nas obras da maturidade, aos ritmos, à rima e a outros recursos tradicionais da criação literária. Desta poesia da sua segunda fase, são exemplos «Le Crève-Coeur» (1941) e «Les Yeux d'Elsa» (1942), este dedicado à sua mulher, a escritora Elsa Triolet (1896-1970), russa de nascimento e cunhada do poeta Vladimir Maiakovski.

Morreu em Paris no dia 24 de Dezembro de 1982.
Fonte: Biografias.com

CHEGO ONDE SOU ESTRANGEIRO

Nada é tão precário quanto viver
Nada quanto ser é tão passageiro
É quase como gelo derreter
E para o vento ser ligeiro
Chego onde sou estrangeiro

Um dia passas a margem
De onde vens mas onde vais então
Amanhã que importa que importa ontem
Muda o cardo e o coração
Tudo é sem rima nem perdão

Passa na tua têmpora teu dedo
Toca a infância como os olhos veem
Baixa as lâmpadas mais cedo
A noite por mais tempo nos convém
É o dia claro envelhecendo

As árvores são belas no outono
Mas da criança o que é sucedido
Eu me olho e me assombro
Deste viajante desconhecido
Seu rosto e seu pé desvestido

Pouco a pouco te fazes silêncio
Mas não rápido o bastante
Para não sentires tua dessemelhança
E sobre o tu-mesmo de antes
Cair a poeira do tempo

É demorado envelhecer enfim
A areia nos foge entre os dedos
É como uma água fria em torvelim
É como a vergonha num crescendo
Um couro duro corroendo

É demorado ser um homem uma coisa
É demorado renunciar totalmente
E sentes-tu as metamorfoses
Que se passam internamente
Dobrar nossos joelhos lentamente

Ó mar amargo ó mar profundo
Qual é a hora da preamar
Quanto é preciso de anos-segundos
Ao homem para o homem abjurar
Por que por que esse gracejar

Nada é tão precário como viver
Nada quanto ser é tão passageiro
É quase como gelo derreter
E para o vento ser ligeiro
Chego onde sou estrangeiro

Louis Aragon

domingo, 2 de outubro de 2011

MÚSICAS DO MUNDO

E a música de hoje é...

ROLLING STONES - «Sympathy For The Devil»

Poet'anarquista

sábado, 1 de outubro de 2011

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

MOZART - «Conc. 2 Pianos in E. Flat, KV 365/1 Allegro»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

BEETHOVEN - «5ª Sinfonia»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

AMÁLIA - «Vou Dar de Beber à Dor»

Poet'anarquista

PINTURA - CARYBÉ

Hector Julio Páride Bernabó, ou simplesmente Carybé, nasceu em Lánus, Argentina, a 7 de Fevereiro de 1911. Este enorme artista plástico e pintor figurativo do séc. XX, de origem argentina e mais tarde naturalizado brasileiro, foi igualmente gravador, desenhista, ilustrador, escultor, muralista, pesquisador, historiador e jornalista. Carybé faleceu em São Salvador, a 1 de Outubro de 1997.
Poet'anarquista
Carybé
Pintor Argentino Naturalizado Brasileiro
BIOGRAFIA

Argentino naturalizado brasileiro, Hector Julio Páride Bernabó ficou internacionalmente conhecido como Carybé, um destacado artista plástico figurativo do século XX.

Nascido em 7 de fevereiro de 1911, na pequena cidade de Lanús, subúrbio de Buenos Aires, o pintor viveu em Génova e Roma (Itália) dos 6 meses aos 8 anos. Em 1919, veio morar no Brasil onde completou os estudos secundários no Rio de Janeiro e estudou na Escola Nacional de Belas Artes.

Em 1927, regressou para a Argentina, onde trabalhou em diversos jornais, até que o periódico 'Prégon' o contratou para viajar por vários países fazendo e enviando desenhos e reportagens de onde passasse. Com isso, Carybé começou a ter contato com várias culturas e diferentes formas de expressão artística, que influenciaram o seu trabalho como pintor. Numa dessas viagens conheceu Salvador, onde começou a ter contacto com a cultura baiana.

Até meados dos anos 40, Carybé viveu entre vários países, mas sempre regressando ao Brasil. Neste período, trabalhou como ilustrador de obras literárias e traduziu o livro Macunaíma, de Mário de Andrade, para o espanhol. Em 1943, fez a sua primeira exposição individual e ilustrou o livro «Macumba, Relatos de la Tierra Verde», de Bernardo Kordan.

Em 1946, casou-se com Nancy, na província argentina de Salta, com quem teve dois filhos, o artista plástico Ramiro e a bióloga Solange. Após várias viagens para Salvador, em 1950 foi morar definitivamente na capital baiana, onde, através de uma carta de recomendação de Rubem Braga, foi contratado para fazer murais em prédios e obras públicas.

Durante os quase 50 anos em que viveu na Bahia, Carybé desenvolveu uma profunda relação com a cultura e com os artistas de Salvador. As manifestações culturais locais, como o candomblé, a capoeira e o samba de roda, passaram a marcar a sua obra. Ao lado de outros artistas plásticos, como Jenner Augusto, Mário Cravo e Genaro de Carvalho, participou activamente do movimento de renovação das artes plásticas no Estado.

Bastante eclético, Carybé experimentou ao longo de sua vida grande parte das técnicas artísticas conhecidas, como aquarelas, desenhos, esculturas, talhas, cerâmicas, entre outros. Além desses trabalhos, destacou-se também na criação de diversos murais pelo mundo, entre eles, um no Aeroporto de Nova York.

Em 1957, o artista naturalizou-se brasileiro. Entre os seus grandes amigos no país, destacou-se o escritor Jorge Amado, que escreveu, em sua homenagem, «O Capeta Carybé». Na obra, o artista foi definido como «feito de enganos, confusões, histórias absurdas, aparentes contradições, e, ao mesmo tempo, é a própria simplicidade». Carybé fez desenhos em inúmeras obras de Amado, além de ilustrar trabalhos para livros de outros autores de grande expressão, como Mário de Andrade, Gabriel García Márquez e Pierre Verger.

O artista também escreveu livros como «Olha o Boi» e foi co-autor da obra «Bahia, Boa Terra Bahia», com Jorge Amado. Em 1981, após 30 anos de pesquisa, publicou a Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia. Realizou também roteiros gráficos, direcção artística e figurinos para teatro e cinema.

Por quase toda a sua vida, o pintor acreditou que o seu apelido Carybé provinha de um pássaro da fauna brasileira. Somente muitos anos depois, através do amigo Rubem Braga, descobriu que a sua alcunha significava «mingau ralo», o que lhe rendeu diversas brincadeiras.

Frequentador do terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, Carybé morreu aos 86 anos, no dia 1° de Outubro de 1997, em Salvador, durante uma cerimónia no próprio terreiro. O artista deixou como legado mais de 5.000 trabalhos, entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços.
Fonte: UOLEducação
«Grandes Músicos»
Carybé

«Mercado»?...
Carybé

«Feira»
Carybé

«Baihanas»
Carybé

«Cavalgada»
Carybé

«Mulata Grande»
Carybé


«Índios»
Carybé

«PINTURA FIGURATIVA
CARYBÉ

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

SÉRGIO GODINHO - «Calendário»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

LUCIANO PAVAROTTI - «La Donna e Mobile»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

BOB DYLAN - «Jokerman»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

SECOS & MOLHADOS - «O Vira»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

CHICO BUARQUE - «Valsinha»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

MILTON NASCIMENTO - «Canção da América»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

ANA MOURA - «Fado da Procura»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

FAUSTO - «Lembra-me um Sonho Lindo»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

JOSÉ AFONSO - «Balada de Outono»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Dia Internacional da Música

ANTÓNIO VARIAÇÕES - «Estou Além»

Poet'anarquista

ESPECIAL - MÚSICAS DO MUNDO

Porque hoje é dia internacional da música, «Músicas do Mundo» irão ser publicadas no espaço Amigos d'Arte ao longo deste dia 1 de Outubro de 2011. VIVA A MÚSICA!

Dia Internacional da Música

MADREDEUS - «Haja o que Houver»

Poet'anarquista

MÚSICAS DO MUNDO

Dia 1 de Outubro comemora-se o dia internacional da música. Para celebrar esta data, Amigos d'Arte tem o enorme prazer de apresentar Jimi Hendrix, o melhor guitarrista de todos os tempos!


E a música de hoje é...

JIMI HENDRIX - «All Along The Watchtower»

Poet'anarquista

PINTURA - EDWIN LANDSEER

Sir Edwin Henry Landseer nasceu em Londres, a 7 de Março de 1802. Pintor do movimento estético da era vitoriana, Landseer pintou essencialmente cenas de animais, com grande destaque para o melhor amigo do homem, o cão. A sua arte, de grande realismo, muito cedo se veio a revelar; contava apenas 13 anos de idade quando pela primeira vez expôs obra na Academia Real Inglesa. Landseer faleceu na sua cidade natal, a 1 de Outubro de 1873.
Poet'anarquista
Sir Edwin Landseer
Pintor Inglês

«Estudo de Cães»
Landseer
BREVE BIOGRAFIA

Sir Edwin Henry Landseer, RA (7 de Março de 1802, Londres — 1 de Outubro de 1873), foi um pintor e escultor inglês, bastante conhecido pelas suas pinturas de animais — particularmente cavalos, cães e cervídeos. Entretanto, as obras mais conhecidas de Landseer são as esculturas: os leões da Trafalgar Square, em Londres.

VIDA E OBRA

Landseer foi uma espécie de menino prodígio cujos talentos artísticos foram precocemente reconhecidos; estudou com vários artistas, incluindo Benjamin Robert Haydon, um pintor muito conhecido e controverso que encorajou o jovem Landseer a realizar dissecações no intuito de compreender por completo a estrutura muscular e esquelética animal.

Em 1815, quando ainda tinha 13 anos, Landseer já havia exibido as suas obras na Academia Real Inglesa. Foi eleito um associado da Academia Real aos 24 anos, e cinco anos mais tarde, em 1831, tornou-se académico. 

Em 1850, foi nomeado Cavaleiro, e apesar de ter sido eleito presidente da Academia Real, em 1866, Landseer recusou o convite.

Landseer foi um personagem notável na arte inglesa do século XIX, e as suas obras podem ser encontradas no Tate Britain, no Victoria and Albert Museum, na Kenwood House e na Coleção Wallace, em Londres. 

Participou igualmente em trabalhos com o colega pintor Frederick Richard Lee.
Fonte: VidaUniversitária
«Landseer Salvo»
Landseer

«Um Distinguido Membro da Sociedade Humana»
Landseer

«Dignidade e Ousadia»
Landseer

«Cadela Lady Blessington - A Barreira» 
Landseer

«A Vida de Low»
Landseer

«Bloodhound Dormindo»
Landseer


«Suspense»
Landseer


«Lar, Doce Lar»
Landseer


«MOVIMENTO ESTÉTICO»
EDWIN LANDSEER