terça-feira, 31 de julho de 2012

POESIA - MATIAS JOSÉ

«Prometheus Libertado»
 Jacques Villon/1960

A LIBERTAÇÃO

Não sei se foste
Tu que morreste
Se fui eu que morri
Para estar junto a ti…

Aqui permaneço
Sem novo começo
Morto já estou
A morte me levou…

Cansada de mim
Deu-me este fim
Morrer sem saber
E nunca esquecer…

Na água se espelha
Última centelha
Mas não revejo
Esse último desejo…

Num recanto final
Entre bem e mal
Seu corpo flutua
Ao sabor da lua…

Por fim desperto
Em tempo incerto
O sonho passou
Já aqui não estou…

Matias José 

8 comentários:

Anónimo disse...

Mais uma vez...
O que posso eu dizer?
Dizer que gostei e muito!

Joana

Anónimo disse...

BRAVO!!!

Anónimo disse...

MATIAS JOSÉ:


Fiquei sem palavras...

O meu silêncio aqui deixo !...


Muito Grata.


Uma Alandroalense (L...)

Camões disse...

Cara amiga e conterrânea (L...)

Fui dar com este poema numa pasta onde guardo poesia de que não gosto.

Lembro-me de o ter escrito, não me lembro é quando, mas sei que já faz algum tempo.

Chamo a essa pasta «palavras esquecidas».

Foi publicado propositadamente por não gostar dele e assim poder fazer o contraditório a Matias José.

Ele que se cuide...

Saudações do alandroalense

Anónimo disse...

Ainda bem que Camões resolveu fazer o contraditório com Matias José e nos revelou este belíssimo poema. Espero também que de dentro de essa pasta que dá pelo nome de "palavras esquecidas", saiam outros poemas guardados directamente para este blogue carregado de boa cultura. Muito grata por nos dar a conhecer a arte das palavras.

De Passagem

Anónimo disse...

Caro amigo e conterrâneo Kabé:

Subscrevo, totalmente, o comen-
tário de 2 de Agosto, das 23:26!

Saudações da Alandroalense (L...)

Anónimo disse...

Caro amigo e conterrâneo Kabé:


Avalio o que está a sentir!...

Com "ELES"..., foi um pedaço de
nós!!!...

Um abraço fraterno para Si e Toda
a Família e com ele o meu
pesar!...

Uma Alandroalense (L...)

Camões disse...

Cara conterrânea:

Agradeço em nome pessoal e de toda a família as palavras de conforto expressas no seu comentário.

Um abraço!