quinta-feira, 31 de março de 2011

TORRE EIFFEL

Foi no dia 31 de Março de 1889 que a famosa Torre Eiffel, em Paris, recebia honras de inauguração. Passam hoje 112 anos sobre essa data em que Gustave Eiffel entrou para a história da engenharia, com uma obra de arte a todos os títulos notável. Deixo-vos com um breve historial...
Poet'anarquista
«Torre Eiffel»
Vista Panorâmica

Alexandre Gustave Eiffel
Engenheiro Francês

«Torre Alexandre Gustave Eiffel»
Caricatura
BREVE HISTORIAL

Engenheiro francês responsável pelo projecto de vários viadutos na Europa, fica mundialmente conhecido pela construção da torre em Paris que leva o seu nome. 

Nascido em Dijon, a 15 de Dezembro de 1832, Alexandre Gustave Eiffel forma-se em 1855 pela Escola Central de Artes e Ofícios de Paris, especializando-se em estruturas metálicas.

Em 1858 dirige a construção de uma ponte metálica para a estrada de ferro em Bordeaux. 

Após inúmeros trabalhos, em 1866 funda a própria empresa, tornando-se famoso pelos projectos com estruturas de ferro batido. Entre as suas obras mais importantes desse período está a ponte sobre o rio Douro, na cidade do Porto, em Portugal, com um arco de aço de 160 m de altura.

Também é o responsável pela estrutura interna da Estátua da Liberdade, presente da França à cidade de Nova York, em 1886. Logo depois ocupa-se com a edificação da Torre Eiffel.

Concluída em 1889, para as celebrações do centenário da Revolução Francesa, o projecto consome 7.000 toneladas de ferro e, ainda hoje, é um símbolo da cidade de Paris. 

No início da década de 1890, Eiffel abandona a administração da construtora e dedica-se a experiências de aerodinâmica. 

Morre em Paris, a 27 de Dezembro de 1923.
Fonte: AlgoSobre

«UMA MARAVILHA CHAMADA TORRE EIFFEL»

ENGENHARIA DE ALEXANDRE GUSTAVE EIFFEL

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 31 de Março...

quarta-feira, 30 de março de 2011

POESIA - PAUL VERLAINE

Paul Marie Verlaine nasceu a 30 de Março de 1844, em Metz, França, e foi considerado um dos mais importantes e populares poetas franceses de sempre. Foi inicialmente influenciado pelo parnasianismo, mas acabou por ser o simbolismo que o viria a influenciar definitivamente. A primeira obra publicada, «Poèmes Saturniens» (Poemas Saturninos), marcam a sua originalidade e afirmação como poeta do seu tempo. Faleceu em Paris a 8 de Janeiro de 1896.
Poet'anarquista
Paul Verlaine
Poeta Francês
BIOGRAFIA
30 /03/1844, Metz, França
08/01/1896, Paris, França

No final do século XIX, os críticos incluíram Verlaine entre os chamados «poetas malditos», como Arthur Rimbaud. A expressão, aliás, é do próprio Verlaine, eleito em 1894 o «Príncipe dos Poetas», ao final de uma vida desregrada por Paris, Rethel, Bruxelas e Londres.

Verlaine teve uma infância feliz em Ardennes no norte da França, apesar de ter um pai autoritário e uma mãe superprotetora. Em agosto de 1862, Verlaine completou os estudos secundários em Paris, onde os seus pais se instalaram em 1851, e foi morar com a família materna no norte da França. Ali, entre a paisagem melancólica que correspondia ao seu estado depressivo e os livros de Baudelaire, apaixonou-se pela prima Elisa Moncomble. O amor impossível o levou a beber em demasia.

De volta a Paris, ele habituou-se à «fada verde», o absinto. Começou então a estudar direito. Empregou-se numa companhia de seguros e, em seguida, na Prefeitura. Mas nada lhe interessava e ele passou sete anos entediando-se nos cafés, onde escreveu versos e conheceu os parnasianos.

Em 1866, a sua coletânea «Poemas Saturninos», editada graças à sua prima Elisa, fez com que ele fosse notado pela crítica. Na sua poesia de musicalidade lírica e singular, Verlaine expressava os arrebatamentos da alma, transpondo os seus sentimentos em impressões, através de paisagens nostálgicas e refinadas.

Em 11 de Agosto de 1870, o poeta casou-se com Mathilde Mauté de Fleurville, que não tinha mais do que dezesseis anos, numa tentativa de acomodar-se a uma vida familiar, simples e tranquila. Escreveu «A Boa Canção» inspirado na esposa. Mas em Setembro de 1871, o jovem que o fascinava, Arthur Rimbaud  escreveu-lhe e dias mais tarde, chegou a Paris. Os dois tornaram-se amantes. Em fevereiro de 1872, Mathilde pediu a separação. Para acalmar a esposa ultrajada, o poeta afastou Rimbaud. Mas o adolescente foi mais persuasivo e partiram para Bruxelas. Depois seguiram para Londres.

De volta a França, Verlaine trabalhou em «Romances sem Palavras», enquanto Rimbaud publicou algumas páginas que revolucionaram a literatura moderna: «Uma temporada no inferno». Depois de várias rupturas e reconciliações, em 1873, Verlaine deu um tiro de pistola em Rimbaud, em Bruxelas. 

O poeta foi preso e condenado, passando dois anos na prisão. Em 1874 «Romances sem Palavras» foi lançado. Verlaine, no seu cárcere em Mons, compôs poemas místicos, marcas de arrependimento, que foram publicados posteriormente em «Sabedoria» (1881) e «Outrora e recentemente» (1884), mas também poemas eróticos, como em «Parallèlement» (1889).

Ao sair da prisão em 1875, Verlaine foi para a Inglaterra, onde deu aulas durante dois anos. Em 1880 fixou-se numa fazenda perto de Rethel, com o seu novo amante Lucien Létinois, um ex-aluno da instituição em que Verlaine ensinou durante dois anos e de onde eles foram expulsos por causa da sua «amizade particular». Mais uma vez o amor rompeu-se e o poeta naufragou no álcool. No ano seguinte, Verlaine voltou a viver com a sua mãe em Paris, onde morreu aos 52 anos.
Fonte: UOL Educação

O AMOR NO CHÃO

O vento da outra noite derrubou o Amor
Que, no mais misterioso recanto do parque,
Nos sorria, ao esticar malignamente o arco,
E cujo ar nos fez meditar com fervor!

O vento da outra noite derrubou-o! O mármore
com o sopro da manhã, disperso, gira. É triste
Olhar o pedestal, onde o nome do artista
Se lê com muito esforço à sombra de uma árvore,

É triste ver em pé, sozinho, o pedestal!
Melancólicos vêm e vão pensamentos
No meu sonho, onde o mais profundo sofrimento
Evoca um solitário futuro fatal.

É triste! — E mesmo tu, não é? ficas tocada
Plo cenário dolente, embora te divirtas
Com a borboleta rubra e de oiro, que se agita
Sobre a alameda, além, de destroços juncada. 

Paul Verlaine

A UMA MULHER

Pra vós são estes versos, pla consoladora
Graça dos olhos onde chora e ri um sonho
Doce, pla vossa alma pura e sempre boa,
Versos do fundo desta aflição opressora.

Porque, ai! o pesadelo hediondo que me assombra
Não dá tréguas e, louco, furioso, ciumento,
Multiplica-se como um cortejo de lobos
E enforca-se com o meu destino que ensanguenta!

Ah! sofro horrivelmente, ao ponto de o gemido
Desse primeiro homem expulso do Paraíso
Não passar de uma écloga à vista do meu!

E os cuidados que vós podeis ter são apenas
Andorinhas voando à tarde pelo céu
— Querida — num belo dia de um Setembro ameno. 

Paul Verlaine

O MEU SONHO HABITUAL

Tenho às vezes um sonho estranho e penetrante
Com uma desconhecida, que amo e que me ama
E que, de cada vez, nunca é bem a mesma
Nem é bem qualquer outra, e me ama e compreende.

Porque me entende, e o meu coração, transparente
Só pra ela, ah!, deixa de ser um problema
Só pra ela, e os suores da minha testa pálida,
Só ela, quando chora, sabe refrescá-los.

Será morena, loira ou ruiva? — Ainda ignoro.
O seu nome? Recordo que é suave e sonoro
Como esses dos amantes que a vida exilou.

O olhar é semelhante ao olhar das estátuas
E quanto à voz, distante e calma e grave, guarda
Inflexões de outras vozes que o tempo calou. 

Paul Verlaine

PINTURA - VAN GOGH

Vincent Willem van Gogh, conhecido por Van Gogh, nasceu em Groot-Zundert, na Holanda, a 30 de Março de 1853. Foi um extraordinário pintor do período pós-impressionista e um dos mestres da pintura de todos os tempos, considerado um dos pioneiros no elo de ligação das tendências impressionistas, com as aspirações modernistas. A sua influência é reconhecida na arte do séc. XIX através do expressionismo, do fauvismo e do abstraccionismo. O museu Van Gogh em Amesterdão homenageia os seus trabalhos e os dos seus contemporâneos. Van Gogh suicidou-se a 29 de Julho de 1890 em Auvers-sur-Oise, na França, um mês depois de ter pintado o famoso quadro «Campo de Trigo com Corvos».
Poet'anarquista
Van Gogh
Auto-Retrato e Foto do Pintor
BIOGRAFIA
30/03/1853, Groot-Zundert, Holanda 
29/07/1890, Auvers-sur-Oise, França 

A genialidade de Vincent Van Gogh somente foi reconhecida após a sua morte. Em vida, o artista holandês, que passou fome e frio, viveu em barracos e conheceu a miséria, vendeu apenas uma pintura _ "O Vinhedo Vermelho". Em maio de 1990, uma de suas mais conhecidas obras, "O Retrato de Dr. Gachet", pintado um século antes, justamente no ano da sua morte, foi comercializado por US$ 82,5 milhões. 

Maior expoente do pós-impressionismo, ao lado de Paul Gauguin e Paul Cézanne, Vicent Willen Van Gogh, foi sempre sustentado pelo irmão Theodorus, com quem trocou mais de 750 correspondências, documentos fundamentais para um estudo mais aprofundado da sua arte. Na sua fase mais produtiva (1880/90), Van Gogh foi completamente ignorado pela crítica e pelos artistas. Actualmente, os seus quadros estão entre os mais caros do mundo. 

Na infância, Van Gogh aprendeu inglês, francês e alemão. Mas, com apenas 15 anos, deixou os estudos para trabalhar na loja de um tio, em Haia (Holanda). Com 24 anos, achou que a sua vocação era trabalhar com a evangelização, chegando a estudar teologia, em Amsterdão. Pouco tempo depois, dividiu os seus poucos bens com os pobres e passou a ser sustentado pelo irmão, ao mesmo tempo em que iniciava a carreira profissional como pintor. 

Van Gogh, que também morou na França e na Bélgica (onde conviveu com mineiros extremamente pobres), pintou mais de 400 telas (os três anos anteriores à sua morte foram os mais produtivos). Uma mudança fundamental na vida do pintor holandês aconteceu quando Van Gogh trocou Paris por Arles, mais ao sul da França. Na pequena cidade, Van Gogh aluga uma casa e intensifica o seu trabalho, ao lado de Gauguin. 

Após um período de óptima convivência, os dois pintores começam a discutir muito e Van Gogh ataca Gauguin com uma navalha em dezembro de 1888. Inconformado com o fracasso do ataque e completamente transtornado, Van Gogh corta o lóbulo da sua orelha esquerda com a própria arma. Em seguida, embrulha o lóbulo e entrega-o a uma prostituta. Internado num hospital, recebe a visita do irmão Theodorus. No começo de janeiro de 1889, Van Gogh deixa o hospital, mas apresenta sinais evidentes de disfunção mental, às vezes, aparenta tranquilidade, noutras ocasiões, demonstra alucinação. 

Internado pelo irmão num asilo, Van Gogh não deixa de pintar. Por ironia, à medida que a sua saúde fica ainda mais deteriorada, a classe artística começa a reconhecer o seu talento, expondo alguns dos seus trabalhos em museus. Quando deixou o asilo, o pintor holandês foi morar nas imediações da casa do seu irmão. Nesta época, pinta, em média, um quadro por dia. Depois de ver os seus problemas mentais serem agravados, Theodorus decide que Van Gogh será tratado pelo médico Paul Gachet. Em maio de 1890, aparentando estar recuperado, Van Gogh passa a morar em Auvers-sur-Oise, a noroeste de Paris, onde pinta freneticamente. 

Em julho, uma nova recaída no estado de saúde do pintor holandês, que também demonstra inconformismo com as dificuldades financeiras enfrentadas pelo seu irmão. No dia 27, Van Gogh sai para fazer um passeio e toma uma decisão drástica, disparando um tiro contra si mesmo, no tórax. Cambaleando, volta para a sua casa, mas não comenta com ninguém que tinha tentado o suicídio. Encontrado por amigos, Van Gogh passa as últimas 48 horas da sua vida, conversando com o seu irmão (os médicos não conseguiram retirar a bala do tórax). No dia 29, pela manhã, o pintor morreu e o seu caixão foi coberto com girassóis, flor que ela amava. Aliás, a tela «Os Girassóis» é uma das obras-primas de Van Gogh.
Fonte: NetSaber
«Campo de Trigo com Corvos»
Van Gogh 

«O Vinhedo Vermelho»
Van Gogh 

«Noite Estrelada»
Van Gogh 

«Salgueiro em Sunset»
Van Gogh 

«A Ressurreição»
Van Gogh 

«Os Comedores de Batata»
Van Gogh 

«Crânio com Queima de Cigarro»
Van Gogh 

«PINTURA PÓS-IMPRESSIONISTA»
VINCENT VAN GOGH

PINTURA - GOYA

Francisco José de Goya y Lucientes, conhecido como Goya, «o Turbulento» e considerado «o Shakespeare do Pincél», nasceu a 30 de Março de 1746 em Fuendetodos, Saragoça, na Espanha. Foi um pintor que percorreu a pintura espanhola e europeia, desde o período neoclássico de finais do séc. XVIII, até ao período romântico. Da sua extensa obra, a originalidade e variedade compensam algumas das imperfeições em alguns dos seus quadros, seguindo um percurso notável de evolução ao longo de toda a sua carreira artística. Faleceu em Bordéus, França, a 15 de Abril de 1828.
Poet'anarquista
«Goya»
Pintado por Vicente López Portaña
BIOGRAFIA
30/3/1746, Fuendetodos, Espanha
16/4/1828, Bordéus, França

Francisco José de Goya y Lucientes era filho de José de Goya e de Gracia Lucientes. Começou a estudar pintura em Saragoça, com José Luzán, e mais tarde, em Madrid, foi pupilo do pintor Francisco Bayeu, tendo casado com a irmã deste em julho de 1773.

Em 1770, foi para Itália continuar os estudos, regressando no ano seguinte a Saragoça, onde ficou encarregado de pintar afrescos para a Capela Nossa Senhora do Pilar.

Trabalho que executou durante dez anos. Em 1775, vivendo em Madrid, pintou uma série de cartões para a Real Fábrica de Tapeçarias de Santa Bárbara, sendo dirigido pelo alemão Anton Raphael Mengs, um dos expoentes do Neoclassicismo.

Conseguiu uma bolsa na Real Academia de São Fernando de Madri em 1780, sendo admitido com o quadro "Cristo na Cruz". Cinco anos depois, tornou-se diretor-adjunto de pintura da Academia e no ano seguinte foi nomeado pintor da corte pelo rei Carlos III, nomeação confirmada por Carlos IV. Pintou os retratos do Conde de Floridablanca (1783), de Carlos III, de Carlos IV, da rainha Maria Luísa (1789) e de outras personalidades. Em 1787, pintou «O prado de São Isidro» e em 1799, «O Manicómio».

Em 1792, quando viajava pela Andaluzia, adoeceu gravemente, ficando surdo. Dessa viagem nasceu a amizade com a duquesa de Alba, que retratou, assim como ao seu marido, em 1795. Em 1796 e 1797, Goya visitou, em estadias prolongadas, a duquesa de Alba e começou a produzir a série de gravuras «Os Caprichos».

Em 1808, o trono foi ocupado por José Bonaparte, irmão de Napoleão, imperador dos franceses. Em Dezembro de 1809, Goya jurou fidelidade a José Bonaparte, recebendo em 1811 a condecoração da Ordem Real de Espanha. Nessa época fez «Os desastres da guerra».

Reassumiu o seu cargo na corte com Fernando VII, em 1814, e dissolveu as suspeitas de colaboracionismo com o regime de Bonaparte, apresentando os quadros «O Dois de Maio ou a Carga dos Mamelucos» e os «Fuzilamentos da Moncloa», mostrando a resistência do povo espanhol.

No ano seguinte, a Inquisição acusou-o de obscenidade pela suas «Majas» («Mulher vestida» e «Mulher despida»), mas o pintor conseguiu a «purificação», sendo-lhe restituído a função de Primeiro Pintor da Câmara.

Com a restauração do absolutismo, Goya partiu para Bordéus, na França, em 1824, onde faleceu quatro anos depois.
Fonte: UOL Educação
«O Colosso»
Goya

«São Pedro Arrependido»
Goya

«O Casamento»
Goya

«Bruxas no Ar»
Goya

«Sábado de Bruxas»
Goya

«Saturno Devorando os Filhos»
Goya

 «Tempo»
Goya

«PINTURA - DO NEOCLASSICISMO AO ROMANTISMO»
FRANCISCO DE GOYA

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 30 de Março...

terça-feira, 29 de março de 2011

NOTÍCIA NO ALANDROALANDIA

               Link para Alandroalandia- POETA MATIAS JOSÉ VERSA PARA A EUROPA


Carlos Alberto Biga Camões Galhardas, Alandroalense, poeta, amigo e colaborador de longa data do Alandroalandia, foi agora também convidado a participar na publicação literária 

“EL HORIZONTE LITERÁRIO CONTEMPORÂNEO”, 

que publica em inglês, romeno, espanhol e brevemente em Português.


Revista Horizonte Literário Contemporâneo

Capa da Última Edição


O Carlos A. B. C. Galhardas ( Cabé ), começou a sua colaboração no Alandroalandia com pseudónimo de " Matias José ", na rubrica, "Viagem no Tempo e na Memória" . Ai foram postadas as 30 poesias que foram ao concurso de poesia do actor Mário Viegas 2007/08, no Fórum Cultural de Santarém. Essas poesias foram aqui acompanhadas por outras 30 ilustrações do malogrado João Paulo Galhardas, irmão do Cabé e amigo de infância do editor do Alandroalandia. O Cabé participou aqui também com o pseudónimo de "Poeta", na "Tertúlia de Sexta à Noite".

Foi com grande regozijo que recebi a sua comunicação, dando conta desta sua nova participação que levará os poemas do Alandroal até outros países e noutras línguas.

Em baixo deixo-vos a poesia com a qual abriu as portas da sua participação no "Horizonte Literário Contemporâneo".


«ÚLTIMA POESIA?...»


Se eu não escrever mais nenhuma poesia
Fica aqui uma última e derradeira homenagem,
A todos os poetas do mundo na sua viagem...
Pelas palavras autênticas que cada um escrevia!


Depois sigo o meu caminho na noite estrelada
Com a esperança, enfim... de ter alguma calma,
Já não estarei quando chegar a madrugada...
Para onde será que vai descansar a alma?


Talvez encontre o caminho dos poetas mortos
Ou outro qualquer lugar onde me abrigar;
Eu que no mar atraquei em tantos portos,
Porque não hei-de mais uma vez navegar?


Última poesia?... será mesmo que vou escrever
Neste poema toda a magia das frases escritas?
Num golpe de génio deixar a escrita acontecer…
Escrevendo assim quanto penses e sintas!


Matias José

PARABÉNS
 ao Cabé e que as suas obras sejam do agrado dos europeus.
Texto de Manuel Varandas
Fonte: Alandroalandia

AGRADECIMENTO

Fui, com muita honra e orgulho de Alandroalense que me sinto, contactado pela revista multicultural internacional «Horizonte Literário Contemporâneo», da Roménia, para publicar pela primeira vez a minha poesia e ser um futuro colaborador da revista, em formato papel.

Agradeço a Daniel Dragomirescu, escritor e editor geral da «HLC», a oportunidade que me concedeu e a forma cordial demonstrada através dos e-mails enviados. 

Os meus sinceros agradecimentos...  
Saudações do Alandroal para Bucareste!

Agradeço igualmente ao amigo Manuel Varandas, administrador do blogue Alandroalandia e do qual sou colaborador, o interesse na publicação desta notícia e, da mesma forma, os incentivos literários e gosto pela poesia que fui dando a conhecer através do seu blogue.

Obrigado pela tua amizade...
Um abraço do Poet'anarquista para Alandroalandia!

Carlos Camões Galhardas

PINTURA - RUGENDAS

Johann Moritz Rugendas foi um notável pintor alemão que nasceu em Augsburgo, a 29 de Março de 1802. Viajou por todo o Brasil, assim como outros países da América Latina, pintando os povos e seus costumes. Especializou-se na arte do desenho na Academia de Belas-Artes de Munique. Faleceu em Weilheim, na Alemanha, a 29 de Maio de 1858.
Poet'anarquista
Rugendas
Pintor Alemão
BIOGRAFIA

Johann Moritz Rugendas (Augsburg, Alemanha 1802 - Weilheim, Alemanha 1858), pintor, desenhista e gravador. 

Desde criança, exercita o desenho e a gravura com o pai Johann Lorenz Rugendas II. Frequenta o ateliê de Albrecht Adam, de 1815 até 1817, quando ingressa na Academia de Belas Artes de Munique. 

Incentivado pelos relatos de viagem dos naturalistas J. B. von Spix  e C. Fr. Ph. de Martius e pela obra de Thomas Ender, vem para o Brasil em 1821, como desenhista-documentarista da Expedição Langsdorff. 

Abandona a expedição em 1824, mas continua sozinho o registo de tipos, costumes, paisagens, fauna e flora brasileiros. Segue para Mato Grosso, Bahia e Espírito Santo e retorna ao Rio de Janeiro ainda no mesmo ano. 

Rugendas não realiza nenhuma pintura a óleo em sua primeira estadia no Brasil, privilegiando o desenho e ocasionalmente a cor a aguarela. 

De 1825 a 1828 vive entre Paris, Augsburg e Munique. Nesse período, dedica-se à publicação de sua obra Voyage Pittoresque dans le Brésil

Vai para a Itália em 1828, onde observa novas técnicas. O uso de cores e o esboço a óleo chamam a sua atenção. 

Motivado pelo naturalista Alexander Humboldt, Rugendas viaja para o México em 1831, com um projecto de viagem pela América com o objectivo de reunir material para nova publicação. No México, começa a pintar a óleo, utilizando as técnicas assimiladas na Itália. 

A partir de 1834, viaja pela América do Sul, passa pelo Chile, Argentina, Peru e Bolívia. 

Em 1845, chega ao Rio de Janeiro, onde retrata membros da família imperial e é convidado a participar na «Exposição Geral de Belas Artes»

No ano seguinte, parte definitivamente para a Europa. Em troca de uma pensão anual e vitalícia, cede a sua colecção de desenhos e aguarelas ao Rei Maximiliano II, da Baviera.
Fonte: itaucultural
«Desembarcação»
Rugendas

«Casa de Negros»
Rugendas

«Lavadeiras Rio de Janeiro»
Rugendas

«Negros no Porão»
Rugendas

«Escravos Sofrendo Castigos»
Rugendas

«Negro e Negra»
Rugendas

«Mantiqueira»
Rugendas

«Selva Brasileira»
Rugendas

«Vista Parcial da Cidade São João Del Rei»
Rugendas

«A Sesta»
Rugendas
                      
«BIOGRAFIA E PINTURAS»
JOHANN MORITZ RUGENDAS

PRÉMIO PRITZKER

O arquitecto Eduardo Souto Moura foi ontem, dia 28 de Março de 2011, distinguido com o Prémio Pritzker. Recordo que Sisa Vieira, colega de profissão de Souto Moura, foi agraciado em 1992 com o mesmo prémio. Parabéns à arquitectura portuguesa, e neste caso em particular, ao arquitecto Souto Moura!
Poet'anarquista
Prémio Pritzker 2011

Eduardo Souto Moura

HISTÓRIAS DESTE DIA

Aconteceu a 29 de Março...

segunda-feira, 28 de março de 2011

PINTURA - MARC CHAGALL

A 28 de Março de 1985 falecia em França o pintor russo Marc Chagall. Grande pintor surrealista, ceramista e gravurista, considerado um dos melhores do séc. XX. Foi condecorado pelo governo francês em 1977 com a Grã-Cruz da Legião de Honra. Autor de obra riquíssima, dois dos seus quadros mais conhecidos são «Eu e a Aldeia» e «O Soldado Bébé».
Poet'anarquista
Marc Chagall
Pintor Russo
BREVE BIOGRAFIA
7-7-1887, Liosno, na Rússia Branca
28-3-1985, Saint-Paul-de-Vence, em França

Autor de obras em que sobressai a fantasia, Chagall é considerado um dos pintores mais célebres e importantes do século XX. 

Após ter estudado na Academia de S. Petersburgo (1907-1909), viveu em França e nos EUA (1941-1949). 

Além de pintar, dedicou-se também à ilustração de livros, como a Bíblia, a executar cenários para o teatro e a desenhar vitrais para sinagogas e igrejas. Muitos dos temas das suas obras vêm das suas recordações de infância, de contos, histórias, fantasias, lendas judaicas e cristãs, bem como da arte popular russa. 

As suas obras seduzem pelo simbolismo imediato que o artista cria em quadros narrativos de grande fantasia. Em muitos de seus trabalhos verifica-se uma renúncia à espacialidade e à perspectiva, e as referências habituais desaparecem numa atmosfera de fábula. Neste contexto, é frequente encontrarem-se pessoas ou casas em posição invertida ou flutuando no ar. 

Os motivos estão desenvolvidos com uma alegre ligeireza, que se comunica imediatamente com o receptor. No brilhante colorido dos quadros, observa-se a influência de Robert Delaunay (O Poeta ou as Três e Meia, 1911), apesar de em outras obras se manifestar a presença do cubismo francês. 

Em finais dos anos 30, pintou quadros de crucificação (Crucificação Branca, em 1938), nos quais parece refletir-se uma premonição do destino que aguardava os judeus europeus. A sua obra dos últimos anos compõe-se de afrescos e tapeçarias monumentais, mosaicos e vitrais (Metropolitan Opera House, Nova York, 1966; Catedral de Reims, 1972).
Fonte: NetSaber
«Eu e a Vila»
Marc Chagall

«Crucificação»
Marc Chagall

«Monstros, Quimeras e Híbridos»
Marc Chagall

«O Malabirista»
Marc Chagall

«A Casa Azul»
Marc Chagall

«O Anjo Caído»
Marc Chagall

«Encantamento Vesperal»
Marc Chagall


«PINTURA SURREALISTA»
MARC CHAGALL

LITERATURA - ALEXANDRE HERCULANO

28 de Março de 1810 nascia em Lisboa Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, na literatura conhecido como Alexandre Herculano. Foi um escritor, jornalista e poeta português da era do romantismo. Dos mais importantes romancistas do séc.XIX, desenvolveu o tema romântico tendo como base a incompatibilidade do indivíduo no meio social. Faleceu em Santarém no dia 13 de Setembro de 1877.
Poet'anarquista
Alexandre Herculano
  Escritor Português
BREVE HISTORIAL
Nasce em Lisboa em 1810 e morre em 1877 na sua quinta de Vale de Lobos.
Teve uma vida difícil. Foi quase um autodidacta. Estudou línguas na Aula do Comércio e frequentou as aulas de Paleografia e Diplomática na Torre do Tombo. Data de então a sua aproximação da Marquesa de Alorna.
Emigra em 1831 e toma contacto com Thierry, Guizot e Vítor Hugo. Regressa a Portugal, depois de ir para os Açores, e é nomeado 2º. Bibliotecário do Porto. Demite-se por questões políticas e passa para a Biblioteca da Ajuda. Data de então a publicação de Voz do Profeta, onde se reflecte a influência de Paroles d'un croyant de Lamennais, que Herculano já vertera para Português. Trabalhava e escrevia. Na direção da revista "O Panorama" publicaLendas e Narrativas e O Bobo. Como membro da Academia das Ciências, organizou a publicação de Portugaliae Monumenta Historicana esteira deGermaniae Monumneta Historica de Godofredo de Mounmouth.
Casou tardiamente e, por questões políticas, retira-se para a quinta de Vale de Lobos onde abandona a literatura (apenas escreve Opúsculos) e dedica-se à agricultura até à morte.
Moralmente pode assemelhar-se a Sá de Miranda, pela sua integridade moral e teimosia nas suas ideias sociais e políticas tão em oposição com o Portugal decadente da sua época. Por isso Herculano se integra tão bem no espírito romântico e vai ser a pedra de toque do segundo romantismo.
A sua obra poética está reunida na Harpa do Crente (1838). É uma projecção do seu carácter que revela influência da literatura alemã e francesa. Os temas são românticos: Religião, Patriotismo e Natureza. Temas solenes como pedia o seu temperamento. Oferece-nos uma poesia rica de símbolos, ao serviço de uma ideologia poética filosófica.
Alexandre Herculano foi o iniciador do romance histórico em Portugal. Seguiu o modelo de Walter Scott, romancista que fez reviver em dezenas de obras as velhas tradições do seu país e todo o pitoresco da vida medieval inglesa: ressuscitou gentis donzelas apaixonadas por cavaleiros, reconstruiu castelos imponentes, encheu de armas e sangueiras florestas misteriosas.
Herculano soube relacionar a história com a imaginação sem que uma destruísse a outra. Os seus romances retratam épocas de particular interesse para a escola romântica, como o domínio árabe, a fundação da nacionalidade e a consolidação da sua independência no tempo de D. João I; são fidelíssimos em conservar a cor histórica e local dos acontecimentos narrados: exactidão de vestuário, de armas, de costumes, de interiores e exteriores, de leis, de arquitectura, etc.
Fonte: cultura.portaldomovimento.com
«Eurico, o Presbítero»
Romance Histórico
A GRAÇA
Que harmonia suave
É esta, que na mente
Eu sinto murmurar,
Ora profunda e grave,
Ora meiga e cadente,
Ora que faz chorar?
Porque da morte a sombra,
Que para mim em tudo
Negra se reproduz,
Se aclara, e desassombra
Seu gesto carrancudo,
Banhada em branda luz?
Porque no coração
Não sinto pesar tanto
O férreo pé da dor,
E o hino da oração,
Em vez de irado canto,
Me pede íntimo ardor?

És tu, meu anjo, cuja voz divina
Vem consolar a solidão do enfermo,
E a contemplar com placidez o ensina
De curta vida o derradeiro termo?

Oh, sim!, és tu, que na infantil idade,.
Da aurora à frouxa luz,
Me dizias: «Acorda, inocentinho,
Faz o sinal da Cruz.»
És tu, que eu via em sonhos, nesses anos
De inda puro sonhar,
Em nuvem d'ouro e púrpura descendo
Coas roupas a alvejar.
És tu, és tu!, que ao pôr do Sol, na veiga,
Junto ao bosque fremente,
Me contavas mistérios, harmonias
Dos Céus, do mar dormente.
És tu, és tu!, que, lá, nesta alma absorta
Modulavas o canto,
Que de noite, ao luar, sozinho erguia
Ao Deus três vezes santo.
És tu, que eu esqueci na idade ardente
Das paixões juvenis,
E que voltas a mim, sincero amigo,
Quando sou infeliz.
Sinta a tua voz de novo,
Que me revoca a Deus:
Inspira-me a esperança,
Que te seguiu dos Céus!...

Alexandre Herculano