segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CONCURSO DE POESIA POPULAR

No intuito de promover e incentivar o prazer de ler e escrever, por meio da valorização da produção literária e visando, incentivar o gosto pela poesia, não só através da leitura, mas também através da escrita, pretende a Câmara Municipal de Alandroal, através do Sector de Cultura, instituir o concurso de «Poesia Popular».  A entrega dos trabalhos é até ao dia 20 de Fevereiro de 2013. Ler aqui- «Regulamento».
Fonte: sector cultural/c.m.alandroal

Também poderá ler aqui- «CONCURSO DE POESIA POPULAR», sobre publicação das décimas populares de Matias José, com o mote a concurso. Boas leituras!
Poet'anarquista
Concurso de Poesia Popular
Foto: José Galvão

MOTE A CONCURSO
(Desconheço Autor)

Concelho que tem Endovélico
Onde existe boa gastronomia
De peixe é rico e belo
Não fica atrás a poesia

 SONETO

Terra de antepassados muito remotos…
Homens corajosos, de aspeto heroico,
Pagavam com oferendas os seus votos
No atual Concelho que tem Endovélico.

Tempero a condimentar, rica especiaria,
Usado quanto baste num bom alimento…
Assim se faz onde existe boa gastronomia
 De sabor alentejano com outro sustento !

O homem do rio, de aspeto rude e singelo  
Espera que as redes tragam boa pescaria…
Na água profunda, de peixe é rico e belo!

Canta o poeta nas décimas que escrevia…
(O segredo do homem do rio, hoje revelo:)
-Depois da pesca, não fica atrás a poesia!

Matias José

4 comentários:

Anónimo disse...

Bonito, muito bonito. Não está ao alcance de todos com um mote tão fraquinho construir esse belo soneto. Não entendo é porque o poeta está a divulgar no blogue, pois fui ler o regulamento e a poesia publicada anteriormente não pode ir a concurso. É uma pena, tanto as décimas como agora este soneto tinham grande possibilidade de vir a ganhar o concurso. De qualquer das formas, dou-lhe os meus parabéns pela sua escrita.

Poeta

Anónimo disse...

Interessante!... ainda nunca tinha pensado nisso, não sei se não será mesmo um poema inédito. Com uma quadra servindo de mote construir um soneto, seguindo criteriosamente a construção das décimas, cada verso da quadra que serve de mote, é o último verso de cada uma das glosas. Parabéns ao poeta Matias José!

Anónimo disse...


UM VERDADEIRO HINO Á POESIA !!!

Subscrevo na íntegra os dois primeiros Comentários !!!

Lamento imenso que não seja concorrente, contudo..., respeito
a sua decisão!!!

«Há razões que a própria razão
desconhece»

Muitíssimo Obrigada, MATIAS JOSÉ

Uma Alandroalense (L...)

Anónimo disse...

De grande qualidade o soneto! MUITOS PARABÉNS!!!

Joana